{"id":64124,"date":"2021-12-15T19:23:06","date_gmt":"2021-12-15T19:23:06","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=64124"},"modified":"2021-12-15T19:23:06","modified_gmt":"2021-12-15T19:23:06","slug":"nasa-entra-na-coroa-solar-pela-primeira-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/nasa-entra-na-coroa-solar-pela-primeira-vez\/","title":{"rendered":"Nasa entra na coroa solar pela primeira vez"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>A sonda espacial Parker Solar Probe, da Nasa, a ag\u00eancia espacial norte-americana, voou na atmosfera superior do Sol e captou amostras de part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos. Ao tocar a mat\u00e9ria de que o Sol \u00e9 feito, Parker contribui\u00a0para novas descobertas da ci\u00eancia solar.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1432039&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1432039&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>&#8220;A sonda solar Parker tocando\u00a0o Sol \u00e9 um momento monumental para a ci\u00eancia solar e um feito verdadeiramente not\u00e1vel&#8221;, afirmou Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diret\u00f3rio de Miss\u00f5es Cient\u00edficas na sede da Nasa,\u00a0em Washington.<\/p>\n<p>&#8220;Esse marco, n\u00e3o s\u00f3 nos fornece percep\u00e7\u00f5es mais aprofundadas sobre a evolu\u00e7\u00e3o do Sol e seus impactos no sistema solar, como tamb\u00e9m\u00a0tudo o que aprendemos sobre a nossa pr\u00f3pria estrela &#8211;\u00a0ensina-nos mais sobre outras estrelas no resto do universo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Foi durante a oitava aproxima\u00e7\u00e3o da sonda, em\u00a028 de abril, que Parker voou pela primeira vez pela\u00a0coroa solar. Essa\u00a0camada apresenta campos magn\u00e9ticos muito fortes que dominam o movimento das part\u00edculas el\u00e9tricas. De acordo com os cientistas, demorou alguns meses para se obter os dados registrados pela sonda e mais alguns meses para confirm\u00e1-los.<\/p>\n<h2>Mais perto do que nunca<\/h2>\n<p>Quanto mais perto a sonda solar viajar pela\u00a0atmosfera da estrela, mais a ci\u00eancia espacial far\u00e1 descobertas sobre as explos\u00f5es solares.<\/p>\n<p>Uma das investiga\u00e7\u00f5es passa por analisar o vento solar. Esse fluxo de part\u00edculas do Sol pode influenciar a Terra e em 2019,\u00a0a sonda Parker j\u00e1 tinha registrado que\u00a0estruturas magn\u00e9ticas em zigue-zague no vento solar eram abundantes perto do Sol.<\/p>\n<p>Continua, por\u00e9m, desconhecido como e onde esses fluxos magn\u00e9ticos se formavam.<\/p>\n<p>Como o Sol carece de uma superf\u00edcie s\u00f3lida, ao contr\u00e1rio da Terra, s\u00f3 mergulhando na \u00e1rea magneticamente intensa \u00e9 que se pode encontrar respostas<\/p>\n<p>A estrela tem uma atmosfera superaquecida, feita de material solar que se liga entre si pela gravidade e for\u00e7as magn\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Ao reduzir \u00e0\u00a0metade a dist\u00e2ncia ao Sol, pela primeira vez na hist\u00f3ria do estudo solar, a circula\u00e7\u00e3o da sonda Parker permitiu estar perto o suficiente para identificar onde se originam os ventos: a superf\u00edcie solar.<\/p>\n<p>&#8220;Voando t\u00e3o perto do Sol, a sonda solar Parker agora detecta detalhes na camada magn\u00e9tica da atmosfera solar &#8211; a coroa &#8211; que nunca pod\u00edamos antes&#8221;\u00a0disse Nour Raouafi, cientista do projeto Parker no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland.<\/p>\n<p>&#8220;Por estarmos na coroa, conseguimos obter evid\u00eancias em dados de campo magn\u00e9tico, dados do vento solar e visualmente em imagens.\u00a0Na verdade, podemos ver a nave espacial a voar por meio de estruturas da coroa que podem ser observadas durante um eclipse solar total&#8221; explicou Raouafi.<\/p>\n<p>A sonda estava a cerca de 13 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie do Sol quando cruzou pela primeira vez o ponto conhecido por superf\u00edcie cr\u00edtica de Alfv\u00e9n, que corresponde \u00e0 transi\u00e7\u00e3o entre a atmosfera solar e o vento solar. Nessa \u00e1rea, a nave atravessou para dentro e para fora da coroa pelo menos tr\u00eas vezes.<\/p>\n<p>Durante a\u00a0passagem pela coroa, a nave circulou por estruturas chamadas serpentinas da coroa. Essas estruturas podem ser vistas como correntes brilhantes.<\/p>\n<p>Essa perspectiva s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a nave voou acima e abaixo das serpentinas, dentro da coroa. At\u00e9 agora, as serpentinas s\u00f3 tinham sido vistas de longe. Normalmente, essas linhas ondulantes de luz s\u00e3o vis\u00edveis da Terra durante eclipses solares totais.<\/p>\n<p>O tamanho da coroa tamb\u00e9m depende da atividade solar. \u00c0 medida que o ciclo de atividade do Sol de 11 anos &#8211; o ciclo solar &#8211; aumenta, a borda externa da coroa expande-se, dando \u00e0 Parker Solar Probe maior possibilidade de permanecer dentro da corona por longos per\u00edodos de tempo, sustentaram os cientistas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma regi\u00e3o realmente importante para entrar, porque achamos que todos os tipos de f\u00edsica podem ser l\u00e1 ativados&#8221;, disse Justin Kasper , investigador e professor da Universidade de Michigan. &#8220;\u00c9 muito empolgante que j\u00e1 tenhamos alcan\u00e7ado. E agora, que estamos entrando\u00a0nessa regi\u00e3o, com sorte\u00a0come\u00e7aremos a ver alguns desses fen\u00f4meno f\u00edsicos&#8221;.<\/p>\n<p>Obter pistas sobre os zigue-zagues luminosos e outros mist\u00e9rios solares permitir\u00e3o aos cientistas &#8220;o vislumbre de uma regi\u00e3o que \u00e9 cr\u00edtica para superaquecer a coroa e empurrar o vento solar a velocidades supers\u00f4nicas&#8221;.\u00a0Essas medi\u00e7\u00f5es da coroa ser\u00e3o importantes &#8220;para a compreens\u00e3o e previs\u00e3o de eventos clim\u00e1ticos espaciais extremos que podem interromper as telecomunica\u00e7\u00f5es e danificar sat\u00e9lites ao redor da Terra&#8221;\u00a0argumenta a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Esta primeira passagem pela coroa solar, que durou apenas algumas horas, \u00e9 uma das muitas miss\u00f5es planeadas para a sonda Parker, que j\u00e1 investiga a estrela desde 2018.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2022, os cientistas esperam ver a sonda viajar cada vez mais perto do Sol.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"divider mb-4\"><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"tags col text-center text-sm-left\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sonda espacial Parker Solar Probe, da Nasa, a ag\u00eancia espacial norte-americana, voou na atmosfera superior do Sol e captou amostras de part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos. 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