{"id":63811,"date":"2021-11-29T14:36:01","date_gmt":"2021-11-29T14:36:01","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=63811"},"modified":"2021-11-29T14:36:01","modified_gmt":"2021-11-29T14:36:01","slug":"oms-ve-risco-global-da-omicron-como-muito-alto-mas-destaca-incerteza-sobre-perigos-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/oms-ve-risco-global-da-omicron-como-muito-alto-mas-destaca-incerteza-sobre-perigos-reais\/","title":{"rendered":"OMS v\u00ea risco global da \u00d4micron como &#8216;muito alto&#8217;, mas destaca incerteza sobre perigos reais"},"content":{"rendered":"<p>O risco global da variante\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/saude.estadao.com.br\/noticias\/geral,veja-o-que-se-sabe-sobre-a-nova-variante-do-coronavirus-detectada-na-africa-do-sul,70003909313\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"107\" data-m=\"{&quot;i&quot;:107,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:3}\"><strong>\u00d4micron<\/strong><\/a>, detectada na\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/africa-do-sul-africa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"108\" data-m=\"{&quot;i&quot;:108,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:4}\"><strong>\u00c1frica do Sul<\/strong><\/a>, \u00e9 \u201cmuito alto\u201d, alerta a\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/oms-organizacao-mundial-de-saude\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"109\" data-m=\"{&quot;i&quot;:109,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:5}\"><strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/strong><\/a>\u00a0(OMS) em documento enviado aos governos. A entidade destaca que as principais preocupa\u00e7\u00f5es residem na transmissibilidade, na capacidade de escape imunol\u00f3gico das vacinas existentes e no perfil de gravidade da nova cepa. A depender da resposta a essas d\u00favidas, a organiza\u00e7\u00e3o internacional aponta que pode haver outro pico da\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"110\" data-m=\"{&quot;i&quot;:110,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:6}\"><strong>covid-19<\/strong><\/a>\u00a0com \u201cconsequ\u00eancias graves\u201d.<\/p>\n<p>A OMS, por\u00e9m, destaca que h\u00e1 poucas evid\u00eancias substanciais sobre a &#8220;variante de preocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, termo usado para designar novas cepas que suscitam maior aten\u00e7\u00e3o por parte das autoridades de sa\u00fade. Por isso, a entidade diz que a avalia\u00e7\u00e3o de risco global por enquanto tem \u201cincerteza consider\u00e1vel\u201d e deve ser atualizada conforme novas informa\u00e7\u00f5es surgirem.<\/p>\n<p>\u201cA \u00d4micron tem um n\u00famero sem precedentes de muta\u00e7\u00f5es de pico, algumas das quais s\u00e3o preocupantes por seu impacto potencial na trajet\u00f3ria da pandemia\u201d, destaca o documento. \u201cA evid\u00eancia preliminar sugere que pode haver um risco aumentado de reinfec\u00e7\u00e3o com esta variante, em compara\u00e7\u00e3o com outras variantes preocupantes.\u201d<\/p>\n<p>A variante foi identificada pela primeira vez em 24 de novembro, na \u00c1frica do Sul. Segundo a OMS, coincidindo com a detec\u00e7\u00e3o, nas \u00faltimas semanas, as infec\u00e7\u00f5es por covid-19 aumentaram \u201cvertiginosamente\u201d no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A entidade destaca que estudos sobre a transmissibilidade, o potencial de escape imunol\u00f3gico, a apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, a gravidade e a resposta a outras medidas de preven\u00e7\u00e3o da \u00d4micron est\u00e3o sendo feitos. Essas caracter\u00edsticas ser\u00e3o capazes de indicar a possibilidade de um novo pico da pandemia com &#8220;consequ\u00eancias graves\u201d.<\/p>\n<p>Somente o potencial de aumentar os casos, independente de de uma mudan\u00e7a na gravidade, j\u00e1 preocupa, avalia a OMS. Isso porque a entidade teme uma \u201cdemanda esmagadora\u201d nos sistemas de sa\u00fade, que pode levar ao aumento da mortalidade da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A OMS destaca que esse novo surto impactaria popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis de forma desproporcional. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior com aqueles que residem em pa\u00edses com baixa cobertura vacinal.<\/p>\n<p>Conforme a organiza\u00e7\u00e3o internacional, at\u00e9 o momento, a transmiss\u00e3o local da variante foi relatada apenas na \u00c1frica do Sul. No entanto, h\u00e1 evid\u00eancias de dissemina\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios pa\u00edses em regi\u00f5es da \u00c1frica, Mediterr\u00e2neo Oriental, Europa e Pac\u00edfico Ocidental. Embora os casos identificados nesses pa\u00edses sejam relacionados a viagens, a entidade espera \u201cque isso mude \u00e0 medida que mais informa\u00e7\u00f5es estiverem dispon\u00edveis\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">A\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>No documento, a OMS lista uma s\u00e9rie de medidas que os governos devem tomar para evitar esse poss\u00edvel novo surto. A entidade indica aumentar esfor\u00e7os para sequenciamento gen\u00e9tico, preparar o sistema de sa\u00fade e acelerar a cobertura vacinal o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, especialmente entre a popula\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>A OMS tamb\u00e9m orienta que o rastreamento de contato dos casos seja feito, para interromper as cadeias de transmiss\u00e3o. Al\u00e9m disso, a entidade destaca que o uso de m\u00e1scaras, o distanciamento f\u00edsico, a ventila\u00e7\u00e3o de locais fechados, a preven\u00e7\u00e3o de aglomera\u00e7\u00f5es e a higiene das m\u00e3os continuam sendo essenciais para reduzir a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">Situa\u00e7\u00e3o \u2018prec\u00e1ria\u2019<\/h3>\n<p>Para o secret\u00e1rio-geral da OMS,\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/tedros-adhanom-ghebreyesus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"111\" data-m=\"{&quot;i&quot;:111,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:7}\"><strong>Tedros Adhanom Ghebreyesus<\/strong><\/a>, o surgimento da variante demonstra o \u201cqu\u00e3o perigosa e prec\u00e1ria\u201d ainda \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o da pandemia no mundo. A declara\u00e7\u00e3o foi feita nesta segunda-feira, 29, na\u00a0<strong>Assembleia Mundial da Sa\u00fade<\/strong>\u00a0(AMS), que vai at\u00e9 quarta-feira, 1\u00ba de dezembro. Nela, as na\u00e7\u00f5es discutem sobre como lidar com pandemias futuras.<\/p>\n<p>Adhanom destacou que, para terminar com a pandemia, \u00e9 preciso principalmente mitigar a crise das vacinas. Segundo ele, mais de 80% das vacinas foram para as na\u00e7\u00f5es do\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/g-20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"112\" data-m=\"{&quot;i&quot;:112,&quot;p&quot;:104,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:8}\"><strong>G-20<\/strong><\/a>. J\u00e1 os pa\u00edses de baixa renda, a maior parte deles na \u00c1frica, receberam apenas 0,6% de todos os imunizantes aplicados.<\/p>\n<p>\u201cA igualdade da vacina n\u00e3o \u00e9 caridade\u201d, disse. \u201cNenhum pa\u00eds pode vacinar sozinho para sair da pandemia. Quanto mais tempo a desigualdade da vacina persistir, mais oportunidades esse v\u00edrus ter\u00e1 de se espalhar e evoluir de maneiras que n\u00e3o podemos prever nem prevenir.\u201d<\/p>\n<p>A meta da OMS \u00e9 de que todos os pa\u00edses terminem este ano com 40% da popula\u00e7\u00e3o vacinada. Por\u00e9m, de acordo com o secret\u00e1rio-geral, 103 pa\u00edses ainda n\u00e3o atingiram a meta, e mais da metade deles corre o risco de n\u00e3o conseguir at\u00e9 o final do ano, principalmente porque n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0s vacinas de que precisam &#8211; a maioria delas est\u00e1 na \u00c1frica. Por isso, Adhanom apelou para os Estados-membros apoiarem a meta.<\/p>\n<p>Ele alertou que n\u00e3o \u00e9 hora de deixar de lado outras medidas de preven\u00e7\u00e3o. \u201cAs vacinas salvam vidas, mas n\u00e3o evitam totalmente a infec\u00e7\u00e3o ou a transmiss\u00e3o\u201d, apontou. \u201cAt\u00e9 atingirmos altos n\u00edveis de vacina\u00e7\u00e3o em todos os pa\u00edses, suprimir a transmiss\u00e3o continua sendo essencial.\u201d<\/p>\n<p>Ele destacou, por\u00e9m, que n\u00e3o estava falando de \u201clockdowns\u201d &#8211; que s\u00e3o recursos para \u201ccircunst\u00e2ncias extremas\u201d. \u201cQueremos dizer um pacote personalizado e abrangente de medidas que atinjam um equil\u00edbrio entre a prote\u00e7\u00e3o dos direitos, liberdades e meios de subsist\u00eancia dos indiv\u00edduos, e, ao mesmo tempo, protejam a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos membros mais vulner\u00e1veis ??das comunidades. Acabar com esta pandemia n\u00e3o \u00e9 sobre vacinas \u2018ou\u2019, \u00e9 sobre vacinas \u2018e\u2019\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O risco global da variante\u00a0\u00d4micron, detectada na\u00a0\u00c1frica do Sul, \u00e9 \u201cmuito alto\u201d, alerta a\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade\u00a0(OMS) em documento enviado aos governos. A entidade destaca que as principais preocupa\u00e7\u00f5es residem na transmissibilidade, na capacidade de escape imunol\u00f3gico das vacinas existentes e no perfil de gravidade da nova cepa. 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