{"id":59461,"date":"2021-03-08T13:21:16","date_gmt":"2021-03-08T13:21:16","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=59461"},"modified":"2021-03-08T13:21:16","modified_gmt":"2021-03-08T13:21:16","slug":"lugar-de-mulher-e-no-topo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/lugar-de-mulher-e-no-topo\/","title":{"rendered":"Lugar de Mulher \u00e9 no topo"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Goi\u00e2nia, 8 de mar\u00e7o de 2021 \u2013\u00a0<\/strong>Era 1997 quando Marlene Ferreira Rodrigues Gomes se tornou eletricista &#8211; a primeira de Goi\u00e1s -, conta, com orgulho. Ela come\u00e7ou a carreira na \u00e1rea antes, como auxiliar de eletricista, e hoje j\u00e1 soma 27 anos dedicados ao setor el\u00e9trico. Aos 47 anos, Marlene j\u00e1 percorreu Goi\u00e1s inteiro subindo em poste e provando que as mulheres podem ser o que quiserem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio, Marlene ouvia muito &#8211; Voc\u00ea \u00e9 mulher, n\u00e3o vai dar conta -, por isso, lembra que sempre precisou fazer esfor\u00e7os maiores que os dos homens para conseguir se posicionar. \u201cA gente se desdobra no trabalho para provar nosso valor e, quando chegamos em casa, ainda assumimos outros papeis que nos s\u00e3o cobrados, de m\u00e3e, esposa e dona de casa.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para C\u00e1ssia Helena do Carmo Gontijo Silva a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. Ela conta que sua maior vit\u00f3ria na profiss\u00e3o foi quando descobriu que n\u00e3o precisava provar sua capacidade o tempo todo. \u201cMeus colegas e chefes sabiam da minha compet\u00eancia, mas eu ainda me cobrava. Quando finalmente me dei conta do meu valor, foi uma liberta\u00e7\u00e3o, uma conquista. As nossas diferen\u00e7as nos fazem fortes. Eu ser diferente n\u00e3o significa que eu n\u00e3o possa ter o mesmo espa\u00e7o\u201d, reflete.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">C\u00e1ssia iniciou sua carreira em Minas Gerais, seu Estado natal. Come\u00e7ou a trabalhar em casa de fam\u00edlia aos 12 anos e dava aula de refor\u00e7o para os netos da patroa e colegas. Depois trabalhou em uma torneadora e em uma auto pe\u00e7as, quando em 2004 veio atuar como eletricista em Goi\u00e1s, aos 22 anos de idade. \u201cLembro uma vez que estava no poste e meu colega ficou no ch\u00e3o. Uma senhora passou e deu bronca nele, onde j\u00e1 se viu deixar a mulher subir no poste e ele ficar embaixo sem fazer nada.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Sucesso\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Casada e com um casal de filhos, Marlene conta que nunca deixou os preconceitos a abalarem, pelo contr\u00e1rio. \u201cSempre transformei em for\u00e7a. Fiz curso de eletrot\u00e9cnica e ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o para trabalhar com digitaliza\u00e7\u00e3o de rede. Muitos falavam que mulher n\u00e3o sabia pilotar computador, sabia pilotar fog\u00e3o, mas eu n\u00e3o ligava. Com a chegada da Enel, fui promovida a analista s\u00eanior e agora trabalho com cadastramento de rede de m\u00e9dia e baixa tens\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m casada e com um casal de filhos, C\u00e1ssia teve trajet\u00f3ria parecida. Fez curso de eletrot\u00e9cnica e gest\u00e3o de seguran\u00e7a. Com a chegada da Enel em Goi\u00e1s, foi promovida a analista pleno de opera\u00e7\u00e3o e hoje, aos 38 anos, coordena as equipes que inspecionam perdas na rede el\u00e9trica. \u201c\u00c9 um desafio diferente estar na gest\u00e3o, n\u00e3o no campo. De qualquer modo, eu amo ser mulher, amo ser m\u00e3e e amo minha profiss\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para as mulheres que est\u00e3o entrando agora no mercado de trabalho e especialmente aquelas que querem seguir em carreiras historicamente masculinas, Marlene adverte: \u201co c\u00e9u \u00e9 o limite! N\u00e3o tenham medo, n\u00e3o temos que ter limita\u00e7\u00e3o, quem p\u00f5e o limite somos n\u00f3s mesmas\u201d. J\u00e1 C\u00e1ssia recomenda coragem. \u201cN\u00e3o se intimidem. Ainda h\u00e1 muitas barreiras para vencer, mas somos fortes. Nossas diferen\u00e7as s\u00e3o o nosso ponto forte\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mulher-enel-2Cassia-na-Enel-1-1.jpeg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Igualdade\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Marlene e C\u00e1ssia s\u00e3o exemplos de mulheres que t\u00eam encontrado sucesso na Enel em posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o normalmente atribu\u00eddas a homens. Para transformar essa situa\u00e7\u00e3o, hoje as mulheres s\u00e3o prioridade: sucess\u00e3o de mulheres dentro do Grupo Enel \u00e9 uma pol\u00edtica interna, explica a respons\u00e1vel de Recrutamento e Sele\u00e7\u00e3o e Marca Empregadora da Enel Brasil, Patricia Garcia. &#8220;Recentemente estabelecemos uma meta interna de ter 50%\u00a0\u00a0de mulheres identificadas como potenciais sucessoras para cada uma das posi\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, temos uma meta voltada ao impulsionamento da participa\u00e7\u00e3o de mulheres nos processos seletivos da companhia, de termos pelo menos 50% de participa\u00e7\u00e3o feminina.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Grupo Enel assumiu publicamente o compromisso de impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da ONU, incluindo o ODS 5, sobre igualdade de g\u00eanero e empoderamento feminino. O ODS 5 tem como uma das metas garantir a participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a lideran\u00e7a em todos os n\u00edveis de tomada de decis\u00e3o na vida pol\u00edtica, econ\u00f4mica e p\u00fablica. Desse modo, a companhia estabeleceu como meta interna ter pelo menos 50% de participa\u00e7\u00e3o feminina em todos os processos seletivos da empresa at\u00e9 2021. Em 2020, a meta global era de 46% de mulheres em shortlist, que \u00e9 a \u00faltima etapa do processo seletivo, meta ultrapassada no Brasil, que atingiu o percentual de 48% de mulheres em shortlist.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Goi\u00e2nia, 8 de mar\u00e7o de 2021 \u2013\u00a0Era 1997 quando Marlene Ferreira Rodrigues Gomes se tornou eletricista &#8211; a primeira de Goi\u00e1s -, conta, com orgulho. Ela come\u00e7ou a carreira na \u00e1rea antes, como auxiliar de eletricista, e hoje j\u00e1 soma 27 anos dedicados ao setor el\u00e9trico. 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