{"id":5900,"date":"2017-12-25T04:27:28","date_gmt":"2017-12-25T04:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=5900"},"modified":"2017-12-25T04:27:28","modified_gmt":"2017-12-25T04:27:28","slug":"cabral-dava-mesadas-de-ate-r-100-mil-para-os-pais-e-a-ex-mulher-diz-delator","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cabral-dava-mesadas-de-ate-r-100-mil-para-os-pais-e-a-ex-mulher-diz-delator\/","title":{"rendered":"Cabral dava mesadas de at\u00e9 R$ 100 mil para os pais e a ex-mulher, diz delator"},"content":{"rendered":"<p>O delator Carlos Miranda disse que o ex-governador S\u00e9rgio Cabral dava mesadas que chegavam a R$ 100 mil a sua ex-mulher Suzana Neves e o mesmo valor a seus pr\u00f3prios pais. O dinheiro era repassado pela empreiteira FW, que prestava servi\u00e7os ao estado, propriedade de Fernando Werneck, amigo de longa data de Cabral. Miranda prestou depoimento nesta segunda-feira (18) ao juiz Marcelo Bretas, da 7\u00aa Vara Federal Criminal.<\/p>\n<p>\u201cO combinado era R$ 100 mil [para Suzana Neves]. Ele dava uma mesada para os pais, que chegou a R$ 100 mil. Para a irm\u00e3, Cl\u00e1udia, R$ 25 mil. Para os dois filhos, era R$ 10 mil para o mais velho e R$ 5 mil para o mais novo\u201d, disse Miranda, que era respons\u00e1vel pelos pagamentos, vindos da empresa FW. O nome do deputado federal Marco Ant\u00f4nio Cabral (PMDB), filho mais velho do ex-governdor, n\u00e3o foi citado, a pedido de Bretas, por ele ter foro privilegiado. Miranda, segundo den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), era o operador financeiro de Cabral, encarregado de recolher e entregar dinheiro do esquema criminoso do grupo.<\/p>\n<p>O dono da empreiteira, Fl\u00e1vio Werneck, confirmou, em depoimento prestado em seguida, que realmente entregou recursos ao grupo de Cabral. Segundo ele, tratava-se de um percentual de 5% sobre diversas obras feitas por sua empresa ao estado, al\u00e9m de uma taxa de 1%, denominada de \u201coxig\u00eanio\u201d. Werneck calculou que, ao longo dos anos, chegou a pagar entre R$ 15 milh\u00f5es e R$ 20 milh\u00f5es em propina.<\/p>\n<p>A ex-mulher de Cabral tamb\u00e9m foi ouvida e negou que recebesse mesada de at\u00e9 R$ 100 mil. Ela disse que os valores mensais variavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil e negou saber a origem il\u00edcita dos recursos. \u201cEu n\u00e3o tinha motivo para desconfiar do S\u00e9rgio\u201d, disse ela, que est\u00e1 separada dele faz 21 anos. A den\u00fancia do MPF tamb\u00e9m informa que a FW realizou diversas obras em casas de Suzana, mas ela negou saber que a empresa prestava servi\u00e7os ao estado.<\/p>\n<p>Cabral foi o \u00faltimo a ser interrogado e sustentou que o dinheiro recebido da FW n\u00e3o era propina, mas sim caixa 2 para campanhas. E que ele combinou com Werneck para apoiar sua fam\u00edlia financeiramente, para direcionar esses recursos. Ao final do depoimento, Cabral, visivelmente emocionado, lembrou que est\u00e1 preso faz 13 meses e que este ser\u00e1 o segundo Natal que ele vai passar longe da fam\u00edlia. \u201cEu tenho buscado em Deus for\u00e7as para estes momentos t\u00e3o dif\u00edceis. Que a gente acorda e n\u00e3o sabe como. Mais um Natal fora de casa, sem meus filhos. Deve ter um sentido nisso\u201d, desabafou Cabral.<\/p>\n<p>Segundo o advogado Rodrigo Roca, que defende o ex-governador, as mesadas que seriam pagas por Cabral, segundo o delator Miranda, carecem de provas. \u201cEle disse que n\u00e3o tem prova nenhuma disso. Um dos requisitos para validar a dela\u00e7\u00e3o premiada \u00e9 justamente o elemento de corrobora\u00e7\u00e3o. Mas o Carlos Miranda quer que se acredite somente na sua palavra. Da\u00ed a isso ser prova suficiente para uma condena\u00e7\u00e3o, tem uma dist\u00e2ncia muito grande\u201d, disse Roca, \u00e0 sa\u00edda da audi\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O delator Carlos Miranda disse que o ex-governador S\u00e9rgio Cabral dava mesadas que chegavam a R$ 100 mil a sua ex-mulher Suzana Neves e o mesmo valor a seus pr\u00f3prios pais. O dinheiro era repassado pela empreiteira FW, que prestava servi\u00e7os ao estado, propriedade de Fernando Werneck, amigo de longa data de Cabral. 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