{"id":5638,"date":"2017-12-25T02:53:41","date_gmt":"2017-12-25T02:53:41","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=5638"},"modified":"2017-12-25T02:53:41","modified_gmt":"2017-12-25T02:53:41","slug":"oficina-percussao-da-mare-de-inclusao-pela-musica-chega-a-africa-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/oficina-percussao-da-mare-de-inclusao-pela-musica-chega-a-africa-em-2018\/","title":{"rendered":"Oficina Percuss\u00e3o da Mar\u00e9, de inclus\u00e3o pela m\u00fasica, chega \u00e0 \u00c1frica em 2018"},"content":{"rendered":"<p>A Oficina Percuss\u00e3o da Mar\u00e9, que promove a inclus\u00e3o cultural de crian\u00e7as e jovens da comunidade da Mar\u00e9, na zona norte do Rio, por meio da m\u00fasica no contraturno escolar, come\u00e7ar\u00e1 a ser ampliada para todo o pa\u00eds, no pr\u00f3ximo ano, chegando tamb\u00e9m \u00e0 \u00c1frica. A base do projeto foi um trabalho social iniciado pelo m\u00fasico Abel Duer\u00ea, de Angola, com fam\u00edlias de angolanos residentes na Vila do Pinheiro, naquela comunidade. Mais de 300 fam\u00edlias chegaram a ser cadastradas, informou o m\u00fasico.<\/p>\n<p>Em 2018, Duer\u00ea pretende filmar as aulas \u201ce pegar o Brasil todo. Estamos muito empolgados porque a meninada tem dado um prazer muito grande de ensinar. S\u00e3o muito atentos, dedicados, com um talento incr\u00edvel. H\u00e1 muitos m\u00fasicos ali em potencial\u201d. Atualmente, o projeto tem 40 bolsistas que t\u00eam compromisso com a percuss\u00e3o. Para isso, t\u00eam de ir \u00e0 escola, ter bom comportamento, assiduidade nas aulas de percuss\u00e3o. Nas \u00faltimas aulas, o oficina chegou a ter a presen\u00e7a de 80 a 90 crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O projeto Oficina Percuss\u00e3o da Mar\u00e9, de Duer\u00ea e dos percussionistas Laudir de Oliveira, falecido este ano, e Jo\u00e3o Ayres, come\u00e7ou h\u00e1 dez anos, com 15 crian\u00e7as inscritas. Depois que um dos meninos participou da grava\u00e7\u00e3o de um CD de Abel Duer\u00ea chamado Meu Samba e Teu Samba, ele disse que n\u00e3o teve coragem de parar e decidiu dar seguimento ao projeto. O projeto atende a crian\u00e7as e jovens na faixa de 12 a 20 anos. A m\u00e9dia por aula oscila entre 60 e 80 pessoas. Nesses dez anos, o projeto beneficiou em torno de 300 crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Para 2018, Abel Duer\u00ea est\u00e1 formando um grupo chamado Os Candengues da Mar\u00e9, que em angolano significa jovens, meninos. \u201c\u00c9 um grupo profissional para acompanhar artistas que venham fazer show no Rio\u201d.<\/p>\n<p>Expans\u00e3o<\/p>\n<p>Duer\u00ea est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos tentando implantar o projeto nas cidades de Rio Claro e Campinas, em S\u00e3o Paulo, mas encontra dificuldades de or\u00e7amento. \u201cMas, sem d\u00favida nenhuma, a gente tem condi\u00e7\u00f5es de fazer isso em v\u00e1rios estados, tranquilamente\u201d. J\u00e1 que financeiramente ele n\u00e3o conseguiu viabilizar a amplia\u00e7\u00e3o do projeto at\u00e9 agora, a proposta \u00e9, a partir de janeiro, transmitir as aulas, todas as ter\u00e7as-feiras, pela internet, ao vivo, com reprises di\u00e1rias em todo o Brasil e, inclusive, para Angola.<\/p>\n<p>O baterista do Bar\u00e3o Vermelho, Guto Goffi, da escola de m\u00fasica Macaratu Brasil, se aliou ao projeto, onde est\u00e1 h\u00e1 cinco anos, desde que foi convidado para fazer a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. \u201cPensamos em criar um m\u00e9todo de musicaliza\u00e7\u00e3o a partir da percuss\u00e3o, estudando divis\u00e3o r\u00edtmica, leitura e a t\u00e9cnica de alguns instrumentos de percuss\u00e3o. No caso da Mar\u00e9, s\u00e3o instrumentos utilizados na batucada das escolas de samba e trabalhamos com os ritmos populares brasileiros, geralmente ritmos de cortejo, como o samba, o maracatu, a marcha, Ijex\u00e1, funk e outras batidas\u201d, disse Goffi.<\/p>\n<p>Ele faz com que todas as crian\u00e7as e adolescentes participem desde a primeira aula, porque considera que o sucesso da oficina \u00e9 levar o aluno a gostar de aprender mais, a cada aula. \u201cA forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 profissional, embora percebamos que alguns desses alunos poder\u00e3o seguir na carreira de m\u00fasico. Isso depende muito de quanto tempo por dia o aluno bastante interessado vai se dedicar \u00e0 m\u00fasica\u201d.<\/p>\n<p>Cidadania<\/p>\n<p>O baterista do Bar\u00e3o Vermelho destacou que como proposta de cidadania, a atividade \u00e9 muito importante nessa comunidade. \u201c\u00c9 disso que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam para crescer como cidade e pa\u00eds. O Brasil, mais do que nunca, necessita de educa\u00e7\u00e3o e cultura, para sair da vala em que est\u00e1 metido\u201d.<\/p>\n<p>Para o novo ano, o projeto vai acrescentar estudo de harmonia, com turmas de flauta doce e cavaquinho, al\u00e9m de percuss\u00e3o, visando a enriquecer as apresenta\u00e7\u00f5es dos alunos. O novo formato dever\u00e1 ser iniciado a partir de 9 de janeiro. As inscri\u00e7\u00f5es para a turma de 2018 come\u00e7aram em novembro passado. Abel Duer\u00ea disse ainda que em 2018 ser\u00e3o escolhidos quatro melhores alunos que ganhar\u00e3o bolsa para aprender a tocar bateria.<\/p>\n<p>A Oficina de Percuss\u00e3o tem patroc\u00ednio da concession\u00e1ria Linha Amarela S\/A (Lamsa), da prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, e apoio do Instituto Invepar. Duer\u00ea mora no interior de S\u00e3o Paulo, mas vai de 15 em dias \u00e0 Mar\u00e9, fazendo a coordena\u00e7\u00e3o geral do projeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Oficina Percuss\u00e3o da Mar\u00e9, que promove a inclus\u00e3o cultural de crian\u00e7as e jovens da comunidade da Mar\u00e9, na zona norte do Rio, por meio da m\u00fasica no contraturno escolar, come\u00e7ar\u00e1 a ser ampliada para todo o pa\u00eds, no pr\u00f3ximo ano, chegando tamb\u00e9m \u00e0 \u00c1frica. 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