{"id":54003,"date":"2020-06-04T21:09:59","date_gmt":"2020-06-04T21:09:59","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=54003"},"modified":"2020-06-04T21:10:36","modified_gmt":"2020-06-04T21:10:36","slug":"empresa-de-anapolis-tera-de-indenizar-trabalhadora-por-assedio-sexual-em-r-25-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/empresa-de-anapolis-tera-de-indenizar-trabalhadora-por-assedio-sexual-em-r-25-mil\/","title":{"rendered":"Empresa de An\u00e1polis ter\u00e1 de indenizar funcion\u00e1ria por ass\u00e9dio sexual em R$ 25 mil"},"content":{"rendered":"<p>Uma empresa do ramo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia e constru\u00e7\u00e3o civil de An\u00e1polis foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no importe de R$ 25 mil, a uma assistente administrativa que sofreu ass\u00e9dio sexual no ambiente de trabalho. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Kleber Moreira, da 1\u00aa Vara do Trabalho de An\u00e1polis. O magistrado ressaltou a dificuldade natural na obten\u00e7\u00e3o de provas de crimes contra a liberdade sexual, que s\u00e3o geralmente praticados sem testemunhas e sem deixar vest\u00edgios. Ele mencionou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia dominante, a palavra da v\u00edtima possui especial relev\u00e2ncia, desde que esteja em conson\u00e2ncia com os demais elementos probat\u00f3rios constantes nos autos.<\/p>\n<p><strong>Ass\u00e9dios<\/strong><br \/>\nA trabalhadora relatou que ocorreram v\u00e1rios abusos durante o contrato de trabalho. Segundo ela, o seu superior, que era gerente da empresa, fazia coment\u00e1rios repetidos sobre seu corpo e lhe dizia frases constrangedoras. Ela contou que uma vez o gerente a chamou para ir at\u00e9 seu computador e l\u00e1 ele utilizou o celular para fazer filmagens por baixo do seu vestido. No seu \u00faltimo dia de trabalho, a assistente conseguiu gravar o supervisor quando ele relatava que havia tido sonhos de cunho sexual com ela, dizendo frases como: \u2018no meu sonho voc\u00ea estava chorando e n\u00e3o era de dor\u2019.<\/p>\n<p>A mulher relatou que se queixou em um grupo de WhatsApp com outras mulheres que trabalham na empresa e muitas relataram que o ass\u00e9dio tamb\u00e9m acontecia com elas. Ap\u00f3s o \u00faltimo ass\u00e9dio sofrido, a funcion\u00e1ria abriu um boletim de ocorr\u00eancia em uma delegacia e comunicou \u00e0 empresa que n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas de trabalhar na mesma sala em que o assediante. Segundo ela, o intuito era ser encaminhada para outra sala ou setor. No entanto, por n\u00e3o ter sido oferecida qualquer mudan\u00e7a no local de trabalho, ela acabou sendo obrigada a negociar o fim do contrato de trabalho. .<\/p>\n<p><strong>Senten\u00e7a<\/strong><br \/>\nO juiz Kleber Moreira afirmou que as mensagens de WhatsApp juntadas aos autos, inclusive \u00e1udios, revelaram que v\u00e1rios empregados estavam cientes que o gerente<br \/>\ncostumava se comportar de forma indesejada com as mulheres da empresa. Al\u00e9m disso, ele relatou que o gerente caiu em contradi\u00e7\u00e3o em seu depoimento e as testemunhas, embora visivelmente tendenciosas, acabaram revelando fatos importantes para o processo. Ele mencionou que em um dos \u00e1udios uma gerente reconheceu a ocorr\u00eancia do ass\u00e9dio e inclusive afirmou que o funcion\u00e1rio havia sido advertido e a empresa havia tomado as provid\u00eancias devidas.<\/p>\n<p>\u201cDiante desse quadro, considerando tamb\u00e9m o teor das m\u00eddias juntadas aos autos, ficou evidente que, de fato, o gerente da empresa estava assediando sexualmente a autora, mediante reiteradas, indecentes e inconvenientes insinua\u00e7\u00f5es, valendo-se da sua ascend\u00eancia hier\u00e1rquica\u201d, concluiu o magistrado. No entendimento dele, a forma de tratamento conferida \u00e0 autora excedeu manifestamente os limites dos poderes empregat\u00edcios, constituindo-se ato il\u00edcito por ferir os valores sociais do trabalho e o princ\u00edpio da dignidade humana.<\/p>\n<p>Ao condenar a empresa pelos danos morais, o juiz Kleber Moreira citou o art. 932, inciso III, do C\u00f3digo Civil, que fala da responsabilidade do empregador pelos atos de seus dirigentes e prepostos. J\u00e1 quanto aos danos materiais, relacionados a despesas com tratamento de uma depress\u00e3o, o pedido foi negado pelo fato de a autora n\u00e3o ter comprovado o nexo causal entre a doen\u00e7a e o ass\u00e9dio. Kleber Moreira mencionou que a pr\u00f3pria autora reconheceu em seu depoimento que j\u00e1 tomava medica\u00e7\u00f5es para depress\u00e3o antes da ocorr\u00eancia dos ass\u00e9dios.<\/p>\n<p>Os nomes da empresa e da autora da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram revelados porque o processo tramita em segredo de justi\u00e7a.<em>\u00a0Fonte: TRT-GO<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma empresa do ramo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia e constru\u00e7\u00e3o civil de An\u00e1polis foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no importe de R$ 25 mil, a uma assistente administrativa que sofreu ass\u00e9dio sexual no ambiente de trabalho. 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