{"id":5260,"date":"2017-12-25T00:36:15","date_gmt":"2017-12-25T00:36:15","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=5260"},"modified":"2017-12-25T00:36:15","modified_gmt":"2017-12-25T00:36:15","slug":"onu-mulheres-usa-internet-para-combater-feminicidio-na-america-latina-e-caribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/onu-mulheres-usa-internet-para-combater-feminicidio-na-america-latina-e-caribe\/","title":{"rendered":"ONU Mulheres usa internet para combater feminic\u00eddio na Am\u00e9rica Latina e Caribe"},"content":{"rendered":"<p>Em todo o mundo, ao menos uma em cada tr\u00eas mulheres com mais de 15 anos j\u00e1 foi alvo de viol\u00eancia sexual, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), de 2013. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais preocupante na Am\u00e9rica Latina e Caribe, onde, de acordo com o secretariado da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) dedicado a promover a igualdade de g\u00eanero e o empoderamento feminino, a ONU Mulheres, est\u00e3o 14 dos 25 pa\u00edses com as maiores taxas de assassinatos de mulheres por raz\u00f5es de g\u00eanero. No Brasil, segundo o Mapa da Viol\u00eancia Sobre Homic\u00eddios de Mulheres, divulgado em 2015, mais de 106 mil mulheres foram assassinadas em todo o pa\u00eds<br \/>\nRio de Janeiro &#8211; Protesto no Dia Internacional de Combate \u00e0 Viol\u00eancia contra a Mulher, pelo fim da viol\u00eancia contra as mulheres e contra o PL 5069\/13, em frente \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores (Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; Protesto em novembro de 2015 no Dia Internacional de Combate \u00e0 Viol\u00eancia contra a Mulher<\/p>\n<p>Para chamar a aten\u00e7\u00e3o para o tema, a ONU Mulheres desenvolve, durante todo o dia de hoje (7), a\u00e7\u00f5es nas redes sociais, a partir do Brasil e demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe. A iniciativa faz parte dos chamados Dezesseis Dias de Ativismo Pelo Fim da Viol\u00eancia Contra as Mulheres, campanha mundial que o \u00f3rg\u00e3o faz anualmente para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre os diferentes tipos de agress\u00e3o contra meninas e mulheres em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cEstamos fazendo um chamado de urg\u00eancia aos Estados, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas e \u00e0 sociedade em geral para nos unirmos e acabar com o assassinato de mulheres em fun\u00e7\u00e3o de g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina e Caribe. \u00c9 um chamamento em prol da mudan\u00e7a de pr\u00e1ticas pessoais, institucionais e de Estado\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil a representante do escrit\u00f3rio da ONU Mulher no Brasil, Nadine Gasman.<\/p>\n<p>De acordo com a representante, a viol\u00eancia contra as mulheres reflete uma cultura machista que desvaloriza a popula\u00e7\u00e3o feminina e est\u00e1 entre as mais frequentes viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, associando-se \u00e0 falta de seguran\u00e7a p\u00fablica e ao sentimento de impunidade. Para Nadine, as v\u00e1rias inst\u00e2ncias da sociedade podem contribuir efetivamente para a supera\u00e7\u00e3o do quadro atual.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas, principalmente aqueles homens envolvidos em um relacionamento abusivo, precisam compreender que h\u00e1 muitas formas de resolver problemas e que a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma delas. E todos devemos refletir sobre como agimos em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas, em particular em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres\u201d, disse Nadine.<\/p>\n<p>Para a representante, o Estado e as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas devem se empenhar em mudar a cultura machista e violenta e criar mecanismos para, al\u00e9m de proteger os direitos de meninas e mulheres latino-americanas e caribenhas, garantir a puni\u00e7\u00e3o dos criminosos. Nadine tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia de leis como a brasileira Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher e modificada recentemente.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 important\u00edssimo por fim \u00e0 impunidade. Principalmente porque, na maioria dos casos de feminic\u00eddio, o autor do crime \u00e9 algu\u00e9m pr\u00f3ximo da v\u00edtima. Punir os criminosos \u00e9 uma forma de o Estado dar a mensagem clara e inequ\u00edvoca de que a viol\u00eancia contra as mulheres n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel. Isso acaba tendo um car\u00e1ter preventivo\u201d, ponderou Nadine, pontuando que a iniciativa privada tamb\u00e9m pode colaborar. \u201cAs empresas podem contribuir instituindo mecanismos que co\u00edbam o ass\u00e9dio e a viol\u00eancia contra as mulheres. \u00c9 importante as funcion\u00e1rias receberem apoio e terem onde pedir ajuda, mesmo quando violentadas fora do ambiente de trabalho.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em todo o mundo, ao menos uma em cada tr\u00eas mulheres com mais de 15 anos j\u00e1 foi alvo de viol\u00eancia sexual, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), de 2013. 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