{"id":5154,"date":"2017-12-24T23:58:15","date_gmt":"2017-12-24T23:58:15","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=5154"},"modified":"2017-12-24T23:58:15","modified_gmt":"2017-12-24T23:58:15","slug":"estudo-aponta-que-comportamento-nao-e-indicativo-de-dor-em-bebes-estressados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/estudo-aponta-que-comportamento-nao-e-indicativo-de-dor-em-bebes-estressados\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que comportamento n\u00e3o \u00e9 indicativo de dor em beb\u00eas estressados"},"content":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o Central, 30 nov (EFE).- Em rec\u00e9m-nascidos afetados pelo estresse, o comportamento sozinho n\u00e3o \u00e9 uma forma confi\u00e1vel de avaliar a dor que os beb\u00eas sentem, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pelo site Current Biology.<\/p>\n<p>O estudo, financiado pelo Conselho de Pesquisa M\u00e9dica do Reino Unido, descobriu que beb\u00eas hospitalizados, j\u00e1 estressados pelo ambiente em que est\u00e3o, t\u00eam uma maior resposta \u00e0 dor do que rec\u00e9m-nascidos n\u00e3o afetados pelo estresse. Mas isso n\u00e3o \u00e9 acompanhado por um aumento equivalente no comportamento da dor.<\/p>\n<p>A equipe da University College de Londres respons\u00e1vel pelo estudo quis estabelecer se, como ocorre com os adultos, os beb\u00eas sentem mais dor quando s\u00e3o submetidos ao estresse. A pesquisa \u00e9 importante porque m\u00e9dicos avaliam o comportamento dos beb\u00eas para receitar medicamentos para diminuir a dor.<\/p>\n<p>Foram usados na pesquisa 56 rec\u00e9m-nascidos. O estresse de cada um deles foi medido pelo n\u00edvel do horm\u00f4nio cortisol na saliva e pelo padr\u00e3o de seus batimentos card\u00edacos. Esses exames eram feitos antes e depois de submet\u00ea-los a uma pequena picada no calcanhar que era clinicamente necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, eles mediram a resposta dos beb\u00eas \u00e0 dor com uma eletroencefalografia e por meio das express\u00f5es faciais.<\/p>\n<p>Os dados indicaram que os rec\u00e9m-nascidos com maiores n\u00edveis de estresse apresentaram uma rea\u00e7\u00e3o cerebral maior ao procedimento m\u00e9dico, mas isso n\u00e3o levava a uma mudan\u00e7a de comportamento.<\/p>\n<p>Uma das autoras do estudo, Laura Jones, afirmou em comunicado que os efeitos do estresse na resposta cerebral n\u00e3o foi uma surpresa, mas os pesquisadores n\u00e3o esperavam que o comportamento dos beb\u00eas n\u00e3o seguisse a mesma l\u00f3gica do que ocorre com os adultos.<\/p>\n<p>A especialista disse que os resultados fornecem uma nova raz\u00e3o para tratar e cuidar dos beb\u00eas de uma forma que minimize tanto a dor como o estresse. Os rec\u00e9m-nascidos parecem que n\u00e3o respondem \u00e0 dor, inclusive quando seus c\u00e9rebros ainda a processam, afirmou.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos e enfermeiros do neonatal sabem que os beb\u00eas prematuros as vezes se desconectam e n\u00e3o respondem quando se sentem oprimidos. Os novos resultados parecem confirmar essas observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas nas crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas, completa a nota.<\/p>\n<p>A equipe de analistas deve realizar no futuro estudos sobre como outros fatores ambientais e experi\u00eancias pr\u00e9vias &#8211; como a intera\u00e7\u00e3o entre a crian\u00e7a e a m\u00e3e &#8211; podem influenciar na forma como os beb\u00eas processam e experimentam a dor. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o Central, 30 nov (EFE).- Em rec\u00e9m-nascidos afetados pelo estresse, o comportamento sozinho n\u00e3o \u00e9 uma forma confi\u00e1vel de avaliar a dor que os beb\u00eas sentem, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pelo site Current Biology. 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