{"id":51395,"date":"2019-10-29T19:42:59","date_gmt":"2019-10-29T19:42:59","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=51395"},"modified":"2019-10-29T19:42:59","modified_gmt":"2019-10-29T19:42:59","slug":"brasil-conquista-primeiro-lugar-em-olimpiada-de-astronomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/brasil-conquista-primeiro-lugar-em-olimpiada-de-astronomia\/","title":{"rendered":"Brasil conquista primeiro lugar em olimp\u00edada de astronomia"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil encerrou sua participa\u00e7\u00e3o na d\u00e9cima primeira edi\u00e7\u00e3o da Olimp\u00edada Latino-Americana de Astronomia e Astron\u00e1utica (OLAA) no primeiro lugar no quadro geral de medalhas, realizado na cidade de Puebla, no M\u00e9xico, entre os dias 20 e 26 deste m\u00eas. Foram quatro medalhas de ouro e uma de prata, al\u00e9m de pr\u00eamios especiais. \u201cFoi um excelente resultado\u201d, comemorou, hoje (29), em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, um dos l\u00edderes da delega\u00e7\u00e3o o astr\u00f4nomo Eug\u00eanio Reis, do Observat\u00f3rio Nacional (ON).<\/p>\n<p>Conquistaram medalhas de ouro Sarah Leit\u00e3o (18 anos), Caio Nascimento (18 anos) e Bismarck Moreira (18 anos), todos de Fortaleza, al\u00e9m de Fabrizio Melges (15 anos), natural de Mairipor\u00e3 (SP). A medalha de prata foi ganha por Gabriel Oliveira (17 anos), de Montes Claros (MG). Completando a galeria de t\u00edtulos, Sarah conquistou o pr\u00eamio de melhor prova te\u00f3rica por equipe; Bismarck, o de melhor prova observacional, e Caio, o de melhor prova te\u00f3rica individual.<\/p>\n<p>A OLAA reuniu estudantes do ensino m\u00e9dio de 11 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina: Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Guatemala, M\u00e9xico, Panam\u00e1, Paraguai, Peru e Uruguai. Todos se classificaram por meio das olimp\u00edadas nacionais de astronomia e astron\u00e1utica de seus respectivos pa\u00edses. Fundada e Montevid\u00e9u, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e \u00e9 coordenada por astr\u00f4nomos de v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Equipes mistas<\/h2>\n<p>A OLAA determina em seu estatuto a obrigatoriedade de todas as equipes participantes serem mistas, isto \u00e9, com representantes dos dois g\u00eaneros. \u201cTodos os pa\u00edses t\u00eam que levar equipes mistas\u201d, disse Reis. H\u00e1 provas que n\u00e3o valem medalhas, mas que recebem pr\u00eamios, em que os grupos s\u00e3o formados por estudantes de v\u00e1rios pa\u00edses, como a constru\u00e7\u00e3o de bases para lan\u00e7amento de foguetes. \u201c[essa prova] Promove maior integra\u00e7\u00e3o entre os estudantes\u201d, explicoui o astr\u00f4nomo do ON.<\/p>\n<p>No c\u00f4mputo geral, das 11 olimp\u00edadas, o Brasil assume tamb\u00e9m a lideran\u00e7a com 34 medalhas de ouro, 17 de prata e quatro de bronze. \u201cO Brasil lidera a olimp\u00edada desde o in\u00edcio, com os estudantes melhor preparados. A gente \u00e9 o melhor colocado em todas as 11 olimp\u00edadas, e \u00e9 o grande campe\u00e3o com o maior n\u00famero de medalhas ganhas at\u00e9 hoje\u201d, disse Eug\u00eanio Reis.<\/p>\n<p>Tanto ele como o astr\u00f4nomo J\u00falio Klafke, da Universidade Paulista (Unip), tamb\u00e9m l\u00edder da equipe, integram a comiss\u00e3o organizadora da Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica (OBA).<\/p>\n<h2>Experi\u00eancia<\/h2>\n<p>Para o mineiro Gabriel Oliveira, participar da OLAA foi uma \u201cexperi\u00eancia incr\u00edvel, porque pude conhecer uma cidade maravilhosa [Puebla], no M\u00e9xico, fiz amigos de v\u00e1rios pa\u00edses latinos, melhorei um pouco o meu portunhol e, acima de tudo, tive oportunidade de aprender muito mais sobre astronomia, ci\u00eancia sobre a qual sou apaixonado. E felizmente, o nosso time conseguiu sair da olimp\u00edada com a primeira coloca\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 motivo de grande orgulho para mim\u201d.<\/p>\n<p>Gabriel pretende fazer o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) para cursar engenharia mec\u00e2nica, \u201cvisando, quem sabe, uma especializa\u00e7\u00e3o futura em propuls\u00e3o de ve\u00edculos aeroespaciais\u201d. Ele n\u00e3o descarta adiar a entrada na universidade para disputar novamente uma olimp\u00edada no exterior.<\/p>\n<h2>Processo seletivo<\/h2>\n<p>O astr\u00f4nomo Eug\u00eanio Reis informou que j\u00e1 teve in\u00edcio o processo seletivo para a pr\u00f3xima OLAA, no Equador, bem como para a Olimp\u00edada Internacional de Astronomia e Astrof\u00edsica (IOAA, do nome em ingl\u00eas), na Col\u00f4mbia, ambas previstas para 2020. \u201cNesse momento, a gente est\u00e1 na fase de provas online\u201d.<\/p>\n<p>Todos os estudantes com m\u00e9dia acima de 7, que j\u00e1 participaram da Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica (OBA), podem fazer parte do processo seletivo. A \u00faltima prova online ocorrer\u00e1 nos primeiros dias de dezembro. Essa etapa do processo envolve em torno de 3 mil estudantes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa fase de provas pela internet, os 150 melhores s\u00e3o convidados a fazer uma prova presencial, a ser realizada em mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano, em Barra do Pira\u00ed (RJ). \u201cA\u00ed, sim, eles t\u00eam que provar que realmente estudaram\u201d, destacou Reis. Os estudantes ter\u00e3o que fazer prova te\u00f3rica, prova de carta celeste, provas planet\u00e1rias, de conhecimento do c\u00e9u. \u201cTudo isso presencialmente. S\u00e3o dois dias de prova. Um intensiv\u00e3o mesmo\u201d. Eug\u00eanio Reis avaliou que as diversas etapas do processo contribuem para melhorar a sele\u00e7\u00e3o e incentivar os alunos.<\/p>\n<p>Depois da prova presencial, s\u00e3o chamados de 30 a 40 estudantes para dois treinamentos intensivos, e ainda seletivos, realizados na cidade de Vinhedo (SP), onde ficam competindo entre si at\u00e9 o final. \u201cFazem provas, constroem foguetes. Depois desses treinamentos, a gente escolhe a equipe nacional que disputar\u00e1 as olimp\u00edadas internacional e latino-americana\u201d. At\u00e9 agosto de 2020, ser\u00e3o conhecidos os dez integrantes das duas sele\u00e7\u00f5es brasileiras, sendo cinco para cada concurso, que passar\u00e3o tamb\u00e9m por treinamento espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Segundo Eug\u00eanio Reis, o Brasil est\u00e1 com nota dez nos dois certames, embora reconhe\u00e7a que a Olimp\u00edada Internacional \u00e9 a mais dif\u00edcil de todas e aquela em que o Brasil ainda n\u00e3o tem nenhuma medalha de ouro. Na IOAA realizada este ano, na cidade de Keszthely, na Hungria, o time nacional conquistou tr\u00eas medalhas de bronze. \u201cA gente faz um treinamento muito intenso com eles [estudantes] visando a Olimp\u00edada Internacional. A\u00ed, naturalmente, eles ficam muito bem preparados para a etapa latino-americana. Por isso, o Brasil acaba sendo l\u00edder na OLAA entre os pa\u00edses, porque os estudantes se preparam bastante bem\u201d.<\/p>\n<div><\/div>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtEducacao\">Fernando Fraga<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil encerrou sua participa\u00e7\u00e3o na d\u00e9cima primeira edi\u00e7\u00e3o da Olimp\u00edada Latino-Americana de Astronomia e Astron\u00e1utica (OLAA) no primeiro lugar no quadro geral de medalhas, realizado na cidade de Puebla, no M\u00e9xico, entre os dias 20 e 26 deste m\u00eas. 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