{"id":5066,"date":"2017-12-24T23:26:45","date_gmt":"2017-12-24T23:26:45","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=5066"},"modified":"2017-12-24T23:26:45","modified_gmt":"2017-12-24T23:26:45","slug":"europa-registra-maior-numero-de-novos-casos-de-hiv-desde-1980","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/europa-registra-maior-numero-de-novos-casos-de-hiv-desde-1980\/","title":{"rendered":"Europa registra maior n\u00famero de novos casos de HIV desde 1980"},"content":{"rendered":"<p>Neste 1\u00ba de dezembro, quando as Na\u00e7\u00f5es Unidas marcam o Dia Mundial de Combate \u00e0 Aids, os dados rec\u00e9m-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o v\u00edrus da Aids na Europa, segundo dados divulgados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). Esse \u00e9 o maior n\u00famero de pessoas rec\u00e9m-diagnosticadas com a doen\u00e7a no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>De acordo com a OMS, a Europa \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o do mundo onde o n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es por HIV est\u00e1 aumentando. E as pesquisas revelam uma tend\u00eancia preocupante: mais da metade (51%) dos diagn\u00f3sticos ocorreram em um est\u00e1gio tardio da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Europa, os n\u00fameros seguem a tend\u00eancia da \u00faltima d\u00e9cada. A maioria (quase 80%) das pessoas rec\u00e9m-diagnosticadas eram da parte oriental da regi\u00e3o, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milh\u00f5es de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto n\u00e3o t\u00eam conhecimento da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que \u00e9 o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagn\u00f3sticos de HIV. Este \u00e9 o maior n\u00famero de novos casos j\u00e1 registrados em um ano. Se essa tend\u00eancia persistir, n\u00e3o seremos capazes de alcan\u00e7ar o Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de acabar com a epidemia de HIV at\u00e9 2030 , adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico tardio<\/p>\n<p>Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, mostram que na Europa a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com diagn\u00f3stico tardio est\u00e1 aumentando. Em toda a regi\u00e3o, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.<\/p>\n<p>Segundo a OMS, especialmente neste grupo et\u00e1rio mais velho, os servi\u00e7os de sa\u00fade na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagn\u00f3stico precoce. O teste de HIV com base em condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade espec\u00edficas, como outras infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de c\u00e2ncer, tamb\u00e9m pode levar a um melhor diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as (ECDC), as pessoas levam cerca de tr\u00eas anos a partir do momento da infec\u00e7\u00e3o, at\u00e9 serem diagnosticadas. \u201cIsso resulta em piores resultados de sa\u00fade a longo prazo para muitas pessoas que s\u00e3o diagnosticadas com atraso e tamb\u00e9m aumentam o risco de transmiss\u00e3o futura do HIV, afirmou.<\/p>\n<p>Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, a idade m\u00e9dia no momento de detec\u00e7\u00e3o do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o n\u00famero de futuras infec\u00e7\u00f5es, a Europa precisa se concentrar em tr\u00eas \u00e1reas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira \u00e9 priorizar medidas de preven\u00e7\u00e3o efetivas e abrangentes, como a conscientiza\u00e7\u00e3o, a promo\u00e7\u00e3o do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o para o HIV.<\/p>\n<p>A segunda medida \u00e9 fornecer servi\u00e7os eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo servi\u00e7os de diagn\u00f3stico r\u00e1pido, testes comunit\u00e1rios de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida \u00e9 garantir o acesso r\u00e1pido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico precoce<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saud\u00e1vel. Al\u00e9m disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmiss\u00e3o do v\u00edrus, pois resulta em uma carga viral indetect\u00e1vel (ou seja, o v\u00edrus n\u00e3o pode mais ser transmitido para outros), al\u00e9m de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Muitos n\u00e3o sabem, mas ser portador do v\u00edrus HIV e ter Aids s\u00e3o duas coisas diferentes. O v\u00edrus \u00e9 o causador da Aids, mas isso n\u00e3o significa que todas as pessoas que t\u00eam o v\u00edrus v\u00e3o desenvolver a doen\u00e7a. Para evitar que a Aids se desenvolva, \u00e9 necess\u00e1rio fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetect\u00e1vel e, assim, o v\u00edrus se torna intransmiss\u00edvel na rela\u00e7\u00e3o sexual, desde que n\u00e3o existam outros fatores que aumentem o risco de transmiss\u00e3o, como, por exemplo, ter s\u00edfilis, o que causa les\u00f5es que aumentam o risco de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Europa em n\u00fameros<\/p>\n<p>Os pa\u00edses europeus com as maiores taxas de novos diagn\u00f3sticos de HIV em 2016 foram a Let\u00f4nia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Est\u00f4nia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslov\u00e1quia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).<\/p>\n<p>A taxa de novos diagn\u00f3sticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).<\/p>\n<p>A taxa europeia \u00e9 de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia continuaram a ter uma grande influ\u00eancia na contamina\u00e7\u00e3o por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos rec\u00e9m-diagnosticados na regi\u00e3o e 92% no leste.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 1\u00ba de dezembro, quando as Na\u00e7\u00f5es Unidas marcam o Dia Mundial de Combate \u00e0 Aids, os dados rec\u00e9m-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o v\u00edrus da Aids na Europa, segundo dados divulgados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). 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