{"id":50368,"date":"2019-09-04T15:42:34","date_gmt":"2019-09-04T15:42:34","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=50368"},"modified":"2019-09-04T15:42:34","modified_gmt":"2019-09-04T15:42:34","slug":"opiniao-flamengo-palmeiras-e-os-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/opiniao-flamengo-palmeiras-e-os-demais\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; Flamengo, Palmeiras e os demais"},"content":{"rendered":"<p>O futebol brasileiro tem 12 grandes clubes: os quatro de S\u00e3o Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e S\u00e3o Paulo), os quatro do Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), os dois de Minas Gerais (Atl\u00e9tico e Cruzeiro) e os dois do Rio Grande do Sul (Gr\u00eamio e Internacional). Ao menos foi como a gente aprendeu. Mas daqui a pouco n\u00e3o ser\u00e1 mais assim.<\/p>\n<p>E quem diz isso \u00e9 o consultor C\u00e9sar Grafietti, um dos principais estudiosos do futebol brasileiro e autor das \u00faltimas an\u00e1lises financeiras sobre nossos times que disputam a S\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro. Recentemente ele publicou um estudo com 340 p\u00e1ginas, em que confirma a \u201cespanholiza\u00e7\u00e3o\u201d do nosso futebol, mas n\u00e3o por conta das cotas de TV, mas sim porque alguns clubes perceberam, antes dos demais, que uma boa gest\u00e3o seria a melhor sa\u00edda. Ele deu uma entrevista ao programa \u201cNo Mundo da Bola\u201d, da TV Brasil, e deixou bem claro que, no futuro, a rivalidade regional, por tradi\u00e7\u00e3o, ainda vai existir, mas a que vai prevalecer ser\u00e1 a nacional, por competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E eu explico. De acordo com o estudo, Flamengo e Palmeiras est\u00e3o alguns patamares acima dos demais. O Palmeiras pela inje\u00e7\u00e3o de dinheiro de um dirigente e pela gest\u00e3o de um est\u00e1dio com apoio de um patrocinador forte; o Flamengo pela mudan\u00e7a de filosofia na gest\u00e3o, com o apoio de sua grande torcida. Comparados com clubes europeus, o Palmeiras seria o PSG, com um dono; o Flamengo, um Real Madrid, com um grupo mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Abaixo deles viriam os clubes paulistas, mineiros e ga\u00fachos. Reparem, nenhum carioca. E por qu\u00ea? Ele mesmo explica \u2013 as d\u00edvidas do Botafogo afetam qualquer tentativa de administra\u00e7\u00e3o; uma folha de pagamento elevada afeta as receitas do Fluminense, que ainda consegue alguns recursos vendendo atletas da base; e as d\u00edvidas do Vasco e a falta de resultados o afastaram do principal bloco dos clubes nacionais.<\/p>\n<p>Isso afeta o Flamengo? Sim e n\u00e3o. Sim, porque enfraquece a rivalidade local, que em breve ficar\u00e1 restrita apenas \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o, porque o calend\u00e1rio do futebol brasileiro caminha para valorizar, cada vez mais, as competi\u00e7\u00f5es nacionais. E esse racioc\u00ednio pode ser ampliado para os demais estados.<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea vai dizer: o futebol brasileiro n\u00e3o se restringe a esses 12, e \u00e9 verdade. O estudo de Grafietti tamb\u00e9m aponta que Bahia, Cear\u00e1, Fortaleza, Goi\u00e1s, Ava\u00ed e Athletico-PR fazem boas administra\u00e7\u00f5es e merecem elogios. Mas dificilmente v\u00e3o competir em n\u00edvel nacional com clubes de alcance mais amplo, fazendo com que predominem, isso sim, em seus estados.<\/p>\n<p>E a\u00ed est\u00e1 o segredo do neg\u00f3cio chamado\u00a0<strong>futebol<\/strong>. Saber onde pode ir, no que pode investir e em que competi\u00e7\u00e3o vale a pena lutar. Para Grafietti, a press\u00e3o do torcedor n\u00e3o pode mais obrigar o dirigente a contratar sem controle, nem conhecimento. Cada clube, incluindo aqueles 12 l\u00e1 de cima, vai precisar definir as metas em cada competi\u00e7\u00e3o e entender que n\u00e3o d\u00e1 pra ser campe\u00e3o em algumas. Como j\u00e1 acontece na Europa, que, queiramos ou n\u00e3o, deve ser o nosso referencial. Para se manterem vivos, os clubes v\u00e3o precisar atravessar esse caminho, que ele chama de \u201clongo e doloroso\u201d, em especial para os torcedores mais apaixonados. Mas sem isso, a marca n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para mant\u00ea-los vivos.<\/p>\n<p>O clube-empresa \u00e9 a sa\u00edda. E cada clube brasileiro ter\u00e1 um formato, ou com um dono \u00fanico ou com acionistas, para os que t\u00eam torcidas maiores. O investidor local ter\u00e1 de aprender com o estrangeiro, que j\u00e1 conhece esse novo neg\u00f3cio. Por isso, o dinheiro vindo l\u00e1 de fora, por quem j\u00e1 investe em futebol, tamb\u00e9m ser\u00e1 muito bem-vindo.<\/p>\n<p>E quanto ao que dissemos l\u00e1 no come\u00e7o, fica o recado, para voc\u00ea ir se acostumando \u2013 em pouco tempo, teremos apenas de cinco a seis grandes clubes, como na Inglaterra. Curiosamente, o pa\u00eds que inventou o futebol.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtEsportes\">Sergio du Bocage<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol brasileiro tem 12 grandes clubes: os quatro de S\u00e3o Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e S\u00e3o Paulo), os quatro do Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), os dois de Minas Gerais (Atl\u00e9tico e Cruzeiro) e os dois do Rio Grande do Sul (Gr\u00eamio e Internacional). 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