{"id":4855,"date":"2017-12-24T22:10:55","date_gmt":"2017-12-24T22:10:55","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4855"},"modified":"2017-12-24T22:10:55","modified_gmt":"2017-12-24T22:10:55","slug":"avatares-virtuais-para-ajudar-esquizofrenicos-a-combater-suas-vozes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/avatares-virtuais-para-ajudar-esquizofrenicos-a-combater-suas-vozes\/","title":{"rendered":"Avatares virtuais para ajudar esquizofr\u00eanicos a combater suas vozes"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea n\u00e3o vale nada!, afirma um homem virtual na tela. Pode ir embora, por favor?, responde uma mulher sentada diante do computador.<\/p>\n<p>Para ajudar os esquizofr\u00eanicos a combaterem as vozes que escutam, uma equipe de pesquisadores desenhou avatares digitais para personific\u00e1-las.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento t\u00edmida, a voz da paciente vai ganhando firmeza: N\u00e3o te escutarei mais!. Este di\u00e1logo faz parte de um tratamento inovador criado por pesquisadores ingleses e cujos primeiros resultados foram publicados nesta sexta-feira na revista m\u00e9dica The Lancet Psychiatry.<\/p>\n<p>No total, 75 pacientes seguiram esta terapia durante um ensaio de tr\u00eas meses, combinando-a com seus medicamentos.<\/p>\n<p>Segundo os autores dos trabalhos, sete dos pacientes pararam completamente de ouvir as vozes, enquanto em outro grupo de 75 pessoas, que receberam conselhos m\u00e9dicos em vez da terapia baseada em avatares, apenas dois pacientes pararam de ouvir as vozes.<\/p>\n<p>Cerca de dois ter\u00e7os dos esquizofr\u00eanicos escutam vozes imagin\u00e1rias que, com frequ\u00eancia, os insultam ou amea\u00e7am, segundo o autor principal do estudo, Tom Craig, do Kings College de Londres.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, os medicamentos reduzem os sintomas, mas um quarto dos pacientes continua ouvindo essas vozes, aponta o estudo. \u00c9 o que acontecia com as 150 pessoas que participaram do estudo, e que vivem com em m\u00e9dia tr\u00eas ou quatro vozes.<\/p>\n<p>Os avatares permitem materializar essas vozes amea\u00e7adoras para que os pacientes as enfrentem e as dominem, destacam os autores do estudo.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0s indica\u00e7\u00f5es dos pacientes, foi poss\u00edvel recriar por computador o tom da voz que os atormenta e o rosto ao que a associam.<\/p>\n<p>A continua\u00e7\u00e3o, os participantes se submetem a sess\u00f5es de 50 minutos nas que enfrentam esse avatar, apresentado em um computador. Em outro quarto, com um microfone, um terapeuta os orienta e controla a voz e o comportamento do avatar.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 que, no final da terapia, o paciente ganhe confian\u00e7a e firmeza e que o avatar perca terreno.<\/p>\n<p>Passamos de algo muito espantoso a algo que est\u00e1 sob o controle da pessoa, afirma Craig.<\/p>\n<p>Especialistas independentes consideraram que esses trabalhos s\u00e3o promissores, mas observaram que ser\u00e3o necess\u00e1rio outros ensaios para confirmar sua efic\u00e1cia e definir para qual tipo de paciente esta terapia \u00e9 adequada.<\/p>\n<p>A esquizofrenia afeta cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas no mundo todo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea n\u00e3o vale nada!, afirma um homem virtual na tela. Pode ir embora, por favor?, responde uma mulher sentada diante do computador. 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