{"id":4743,"date":"2017-12-24T19:25:28","date_gmt":"2017-12-24T19:25:28","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4743"},"modified":"2017-12-24T19:25:28","modified_gmt":"2017-12-24T19:25:28","slug":"banda-da-policia-militar-presta-homenagem-a-policiais-mortos-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/banda-da-policia-militar-presta-homenagem-a-policiais-mortos-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Banda da Pol\u00edcia Militar presta homenagem a policiais mortos no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>A Banda Sinf\u00f4nica da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro promoveu hoje (2), Dia de Finados, o concerto-manifesto Paz para o Rio, em homenagem aos 114 policiais militares assassinados este ano no estado. A homenagem foi proposta pela administra\u00e7\u00e3o do Cemit\u00e9rio Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste da capital, e aceita imediatamente pela corpora\u00e7\u00e3o, disse o major Ronaldo Almeida, comandante da Companhia de M\u00fasicos da PM.<\/p>\n<p>A homenagem aos mortos, ao mesmo tempo em que lembra a tristeza da perda de entes queridos, quer falar de esperan\u00e7a e de vida, disse Ronaldo Almeida. Segundo o major, 2017 n\u00e3o \u00e9 um ano comum. \u201cA gente n\u00e3o tem como comum a morte de tantos policiais em um per\u00edodo t\u00e3o curto assim, e a gente viu nessa parceria [com o Jardim da Saudade] a oportunidade de poder honrar os nossos policiais que derramaram o seu sangue em prol da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o, disse o comandante da Companhia de M\u00fasicos, \u00e9 dar relev\u00e2ncia ao fato e n\u00e3o deixar passar em branco. \u201cA gente quer dizer para os familiares que eles n\u00e3o morreram em v\u00e3o, que a sociedade se v\u00ea protegida\u201d.<\/p>\n<p>Ronaldo Almeida disse que nenhuma profiss\u00e3o jura proteger a vida de ningu\u00e9m com o sacrif\u00edcio da pr\u00f3pria vida. \u201cA do policial, n\u00e3o. A gente faz um juramento com sacrif\u00edcio da pr\u00f3pria vida. E isso tem se cumprido, infelizmente. N\u00e3o \u00e9 o que a gente deseja mas, infelizmente, tem acontecido aqui, no Rio de Janeiro, e mesmo assim a Pol\u00edcia Militar vem cumprindo a sua miss\u00e3o diariamente\u201d.<\/p>\n<p>O cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, lamentou a onda crescente de viol\u00eancia que tem vitimado n\u00e3o s\u00f3 policiais militares mas civis, no estado. \u201cN\u00f3s temos uma sociedade doente, em que temos que mudar muitos par\u00e2metros. Essa sociedade tomou um caminho errado e tem que voltar para Deus, para os valores do Cristo de amar a Deus e fazer o bem ao pr\u00f3ximo. Tanta gente sendo morta. Este n\u00e3o \u00e9 o mundo que n\u00f3s queremos. Precisamos mudar, ter valores crist\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>O chefe do Estado-Maior da PM, coronel L\u00facio Fl\u00e1vio Baracho, disse que a corpora\u00e7\u00e3o est\u00e1 trabalhando para que esse ciclo de viol\u00eancia se encerre. \u201c\u00c9 um trabalho que tem de ser prestado a toda a sociedade. \u00c9 um policiamento com ostensividade, a presen\u00e7a permanente e firme da Pol\u00edcia Militar. A ostensividade vai inibir o crime\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>Fam\u00edlias<\/p>\n<p>Parentes de todos os PMs mortos este ano no estado foram convidados pela organiza\u00e7\u00e3o do concerto-manifesto. Esrom Mendes Marins, pai do primeiro-tenente M\u00e1rcio Leandro do Nascimento Marins, lotado no 22\u00ba Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, na Mar\u00e9, zona norte do Rio, assassinado em fevereiro, lamentou a morte de todos os PMs.<\/p>\n<p>\u201cEu gostaria que n\u00e3o houvesse essa homenagem e que eles estivessem de p\u00e9. Acho que essa homenagem est\u00e1 chegando um pouco tarde, porque n\u00f3s temos que dar flor a quem enxerga flor; n\u00f3s temos que abra\u00e7ar a beijar quem pode sentir nosso abra\u00e7o e nosso beijo. E ele n\u00e3o est\u00e1 aqui para sentir isso. Quem est\u00e1 sentindo somos n\u00f3s\u201d. Esrom Marins disse que seria melhor se a homenagem fosse prestada aos policiais enquanto vivos. \u201cN\u00f3s temos que amar as pessoas enquanto elas est\u00e3o percebendo que est\u00e3o sendo amadas\u201d.<\/p>\n<p>Presentes ao ato, integrantes do movimento de esposas e familiares de policiais militares Somos Todos Sangue Azul ofereceram apoio \u00e0s fam\u00edlias dos PMs assassinados. Rog\u00e9ria Quaresma, mulher de um subtenente da corpora\u00e7\u00e3o, disse que a luta das esposas \u00e9 para \u201cn\u00e3o sermos a pr\u00f3xima vi\u00fava\u201d. \u201cO nosso movimento \u00e9 isso, apoiar umas \u00e0s outras. Somos todas por todas. S\u00f3 quem perde sabe o que necessita quando perde o seu her\u00f3i\u201d, acrescentou Rog\u00e9ria.<\/p>\n<p>Do repert\u00f3rio do concerto, constaram m\u00fasicas que falam n\u00e3o s\u00f3 de saudade, mas tamb\u00e9m de amor, paz, amizade, esperan\u00e7a. Entre elas, a vers\u00e3o do grupo Roupa Nova para a can\u00e7\u00e3o Heal the World, de Michael Jackson; Can\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, de Milton Nascimento; Um Novo Tempo, de Ivan Lins. Tamb\u00e9m foi tocada a Can\u00e7\u00e3o do Policial Militar, \u201cque a gente diuturnamente toca quando os policiais militares mortos em combate s\u00e3o enterrados, no momento do funeral\u201d, lembrou o major Ronaldo Almeida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Banda Sinf\u00f4nica da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro promoveu hoje (2), Dia de Finados, o concerto-manifesto Paz para o Rio, em homenagem aos 114 policiais militares assassinados este ano no estado. 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