{"id":47404,"date":"2019-04-29T22:13:58","date_gmt":"2019-04-29T22:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=47404"},"modified":"2019-04-29T22:22:19","modified_gmt":"2019-04-29T22:22:19","slug":"governo-de-goias-acaba-com-feiras-de-gastronomia-na-vila-cultural-cora-coralina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/governo-de-goias-acaba-com-feiras-de-gastronomia-na-vila-cultural-cora-coralina\/","title":{"rendered":"Governo de Goi\u00e1s acaba com feiras de gastronomia, moda e design na Vila Cultural Cora Coralina"},"content":{"rendered":"<p>A Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goi\u00e2nia, n\u00e3o pode mais receber feiras de expositores locais por uma determina\u00e7\u00e3o do Governo Estadual. O espa\u00e7o, que tem acesso pelas escadarias do Teatro Goi\u00e2nia, na Avenida Tocantins, foi palco de eventos e com\u00e9rcio de moda, design e gastronomia por mais de tr\u00eas anos.\u00a0Segundo a Secretaria de Cultura (Secult), as feiras n\u00e3o s\u00e3o consideradas atividades art\u00edsticas e culturais.<\/p>\n<p>A nova gest\u00e3o da pasta afirma que algumas atividades realizadas na Vila precisaram ser repensadas e que est\u00e1 em curso um processo de\u00a0reorganiza\u00e7\u00e3o e readequa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os culturais geridos pelo \u00f3rg\u00e3o. \u201cA Vila Cultural Cora Coralina \u00e9 um espa\u00e7o destinado a exposi\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es relacionadas intimamente com preceitos art\u00edsticos e culturais e n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel o desvio de sua atividade fim\u201d, diz o comunicado. Confira a nota completa no fim da reportagem.<\/p>\n<h2>Mercado das coisas<\/h2>\n<p>Um desses eventos era o Mercado das Coisas. Com mais de\u00a0200 expositores cadastrados, ocorria h\u00e1 tr\u00eas anos. A organizadora, Thaty Cunha, afirma que a informa\u00e7\u00e3o foi dada pelo seguran\u00e7a do espa\u00e7o e de que o motivo seria que o projeto n\u00e3o se encaixa em projetos culturais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o Consigo entender o porqu\u00ea da feirinha n\u00e3o ser considerada como evento cultural, pois l\u00e1 h\u00e1 pessoas que fazem arte, coisas manuais como pintura e croch\u00ea. Al\u00e9m disso, temos oficinas de arte, levamos crian\u00e7as, tem acessibilidade para cadeirante, pode entrar cachorro. N\u00e3o se resume a quadros, telas e esculturas, mas \u00e9 muito maior e mais amplo que isso\u201d, argumenta.<\/p>\n<h2>Go Vegan<\/h2>\n<p>A feira gastron\u00f4mica vegana Go Vegan recebeu o an\u00fancio por telefone depois da edi\u00e7\u00e3o de fevereiro deste ano. \u201cN\u00e3o tivemos tempo para nos organizar. A partir do comunicado n\u00e3o pudemos fazer mais eventos l\u00e1. \u00c0s pressas conseguimos improvisar um local para fazer a edi\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o e n\u00e3o parar\u201d, relata a organizadora, Nayara Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Nayara, a justificativa da proibi\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a Vila \u00e9 um local museol\u00f3gico e que as feiras atrapalhariam as exposi\u00e7\u00f5es.Ela ainda\u00a0diz que os comerciantes n\u00e3o gostaram da not\u00edcia. \u201cPor ser um espa\u00e7o p\u00fablico era muito t\u00e3o bom para os nossos eventos\u201d, conta.<\/p>\n<h2>Alternativas<\/h2>\n<p>Apesar da impossibilidade de organizar os eventos no lugar de costume, as organizadoras procuraram outras alternativas. \u201cN\u00e3o vou deixar o neg\u00f3cio morrer, porque pessoas dependem disso. Tem gente que vive do que vem de l\u00e1, e n\u00e3o irei deixar o projeto morrer\u201d, garante a precursora do Mercado das Coisas.<\/p>\n<p>A Secult ainda informou que busca solu\u00e7\u00f5es para as feiras que aconteciam na Vila. E cita o Centro Cultural Martim Cerer\u00ea como uma possibilidade, \u201cpor ser um espa\u00e7o multicultural e com \u00e1rea aberta, se adequa melhor ao perfil de algumas atividades (incluindo feiras)\u201d<\/p>\n<h2><strong>Confira a nota completa da Seduce:<\/strong><\/h2>\n<p><em>Em um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o e readequa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os culturais vinculados \u00e0 Secretaria de Estado de Cultura de Goi\u00e1s, algumas atividades que vinham sendo realizadas nas depend\u00eancias da Vila Cultural Cora Coralina precisaram ser repensadas. Nesse sentido, eventos como feiras, que n\u00e3o se encaixam no perfil da atividade desta unidade da Secult Goi\u00e1s, deixam de funcionar na Vila Cultural Cora Coralina.<\/em><\/p>\n<p><em>O governo est\u00e1 aberto ao di\u00e1logo para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o e para que as atividades continuem ocorrendo. A ideia \u00e9 que elas possam ser direcionadas para outro espa\u00e7o vinculado \u00e0 Secult Goi\u00e1s. No entendimento da atual gest\u00e3o, o tradicional Centro Cultural Martim Cerer\u00ea, por ser um espa\u00e7o multicultural e com \u00e1rea aberta, se adequa melhor ao perfil de algumas atividades (incluindo feiras). Atualmente, o Martim Cerer\u00ea j\u00e1 abriga a Feira do Troca, o Mercado de Pulgas e a Feira das Minas, por exemplo.<\/em><\/p>\n<p><em>A Vila Cultural Cora Coralina \u00e9 um espa\u00e7o destinado a exposi\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es relacionadas intimamente com preceitos art\u00edsticos e culturais e n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel o desvio de sua atividade fim. O calend\u00e1rio do espa\u00e7o a partir de agora, inclusive, est\u00e1 sendo constru\u00eddo claramente com esse pensamento em mente.<\/em><\/p>\n<p><em>Comunica\u00e7\u00e3o Setorial Secult Goi\u00e1s.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goi\u00e2nia, n\u00e3o pode mais receber feiras de expositores locais por uma determina\u00e7\u00e3o do Governo Estadual. O espa\u00e7o, que tem acesso pelas escadarias do Teatro Goi\u00e2nia, na Avenida Tocantins, foi palco de eventos e com\u00e9rcio de moda, design e gastronomia por mais de tr\u00eas anos.\u00a0Segundo a Secretaria de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":47405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47404"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47404"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47407,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47404\/revisions\/47407"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}