{"id":4679,"date":"2017-12-24T19:03:09","date_gmt":"2017-12-24T19:03:09","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4679"},"modified":"2017-12-24T19:03:09","modified_gmt":"2017-12-24T19:03:09","slug":"ha-uma-intoxicacao-de-imagens-na-humanidade-diz-bob-wolfenson-a-roseann-kennedy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/ha-uma-intoxicacao-de-imagens-na-humanidade-diz-bob-wolfenson-a-roseann-kennedy\/","title":{"rendered":"H\u00e1 uma intoxica\u00e7\u00e3o de imagens na humanidade, diz Bob Wolfenson a Roseann Kennedy"},"content":{"rendered":"<p>Bob Wolfenson come\u00e7ou cedo na carreira e aos 16 anos j\u00e1 trabalhava nos est\u00fadios da Editora Abril. Fot\u00f3grafo de talento raro, ficou famoso com os cliques de nus e de moda, tendo \u00e0 frente de suas lentes as maiores celebridades do pa\u00eds. Hoje ele se define como um fot\u00f3grafo que transita por todas as \u00e1reas. \u201cEu gosto da ideia de estar em tr\u00e2nsito. E eu n\u00e3o seria nenhum desses fot\u00f3grafos se eu n\u00e3o fosse todos esses outros. E quando eu estou sendo aquele, eu preciso que todos os outros existam em mim\u201d. O fot\u00f3grafo \u00e9 o entrevistado do programa Conversa com Roseann Kennedy, desta segunda-feira (6). A entrevista vai ao ar \u00e0s 21h30, na TV Brasil.<\/p>\n<p>Ao falar dos r\u00f3tulos dados \u00e0 fotografia publicit\u00e1ria e art\u00edstica, Bob analisa: \u201cO fot\u00f3grafo publicit\u00e1rio n\u00e3o paga o pre\u00e7o de ser um artista. Porque o artista paga um pre\u00e7o de ter pouco dinheiro, de ter uma alma menos contaminada [&#8230;] Mas eu me sinto muito independente. Eu fa\u00e7o o que eu quero. Tenho o meu p\u00fablico, tenho a minha audi\u00eancia, gente que compra foto minha. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa que me contamine muito\u201d.<\/p>\n<p>Ao comentar o acesso ao mundo cada vez mais visual, Bob faz um alerta para a banaliza\u00e7\u00e3o: \u201cAcho que h\u00e1 uma intoxica\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande de imagens como nunca teve na hist\u00f3ria da humanidade, que voc\u00ea v\u00ea as imagens sem aten\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea fica cego de tanto ver\u201d.<\/p>\n<p>O paulistano que cresceu no bairro Bom Retiro deixa claro seu amor por S\u00e3o Paulo e se mostra um aut\u00eantico cosmopolita, apesar de ter uma casa no campo. \u201cEu sou eminentemente urbano, gosto da urbe, da cidade, das ruas, das pessoas, de poder comer fora. E quando eu tiro f\u00e9rias eu vou para cidade grande. Eu n\u00e3o gosto de lugar ex\u00f3tico. Eu gosto \u00e9 de pr\u00e9dio, de cultura, de troca, de possibilidade de ver coisas.\u201d<\/p>\n<p>Urbanidade que fica bastante expl\u00edcita em projetos desenvolvidos por ele como Antifachada, Encaderna\u00e7\u00e3o Dourada e Nosoutros.<\/p>\n<p>Com quase 50 anos de carreira, Bob Wolfenson j\u00e1 assinou editoriais das principais revistas de moda como Elle, Vogue e Marie Claire al\u00e9m de outras publica\u00e7\u00f5es como Playboy e Rolling Stone. Conhecido pelo trabalho feito com mulheres nuas, ele conta como conseguiu sair das fotos \u201cburocr\u00e1ticas\u201d para uma fotografia art\u00edstica nas p\u00e1ginas da Playboy. E falou sobre a produ\u00e7\u00e3o de fotos emblem\u00e1ticas, das atrizes Mylla Christie, Nanda Costa, Vera Fischer e tamb\u00e9m do inesquec\u00edvel ensaio de Mait\u00ea Proen\u00e7a, em 1996, pelas ruas da Sic\u00edlia, na It\u00e1lia, para a revista.<\/p>\n<p>Quando se trata de retratos, s\u00e3o raras as celebridades que n\u00e3o posaram para suas lentes. Caetano Veloso, Fernanda Torres, Darcy Ribeiro, J\u00f4 Soares, Dorival Caymmi, Ney Matogrosso s\u00e3o algumas das personalidades fotografadas por Bob. Nessa conversa, ele conta um pouco sobre como produziu retratos memor\u00e1veis como o do escritor Jo\u00e3o Cabral de Melo.<\/p>\n<p>No curr\u00edculo, Bob tamb\u00e9m inclui v\u00e1rios pr\u00eamios, exposi\u00e7\u00f5es e livros publicados, como Jardim da Luz, Moda no Brasil por Brasileiros, Antifachada \u2013 Encaderna\u00e7\u00e3o Dourada e Apreens\u00f5es. Bob Wolfenson ainda encontra tempo para palestras e workshops nos quais conversa com pessoas que querem ouvir as suas hist\u00f3rias. Mas quando se trata de dar significados \u00e0s suas obras, Bob \u00e9 democr\u00e1tico: \u201cA obra \u00e9 aberta. Voc\u00ea faz uma obra e ela est\u00e1 sujeita a mil interpreta\u00e7\u00f5es, mil leituras. Gra\u00e7as da Deus, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que est\u00e1 na minha inten\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Bob Wolfenson lan\u00e7a na segunda-feira (6) um livro de retratos s\u00f3 com mulheres no qual mistura imagens provocativas com outras mais contidas da beleza feminina. O livro, que \u00e9 o s\u00e9timo de sua carreira, resgata cliques dos 47 anos de profiss\u00e3o. Traz retratos de Gisele B\u00fcndchen, S\u00f4nia Braga, Tais Ara\u00fajo, Luiza Brunet, Fernanda Torres, Malu Mader, Juliana Paes, Rita Lee e Alessandra Negrini, Anitta, entre outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Wolfenson come\u00e7ou cedo na carreira e aos 16 anos j\u00e1 trabalhava nos est\u00fadios da Editora Abril. Fot\u00f3grafo de talento raro, ficou famoso com os cliques de nus e de moda, tendo \u00e0 frente de suas lentes as maiores celebridades do pa\u00eds. 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