{"id":46513,"date":"2019-03-26T19:28:15","date_gmt":"2019-03-26T19:28:15","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=46513"},"modified":"2019-03-26T19:28:15","modified_gmt":"2019-03-26T19:28:15","slug":"juiza-determina-afastamento-de-policiais-escrivaes-e-advogados-na-operacao-arapuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/juiza-determina-afastamento-de-policiais-escrivaes-e-advogados-na-operacao-arapuca\/","title":{"rendered":"Juiza determina afastamento de policiais, escriv\u00e3es e advogados na opera\u00e7\u00e3o Arapuca"},"content":{"rendered":"<p>A ju\u00edza Placidina Pires, da 6\u00aa Vara Criminal de Goi\u00e2nia, recebeu den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Goi\u00e1s e afastou nove policiais civis (agentes e escriv\u00e3es) de seus cargos e determinou a suspens\u00e3o das atividades profissionais de tr\u00eas advogados. O grupo foi denunciado no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Arapuca, deflagrada pelo Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e Centro de Intelig\u00eancia, em agosto do ano passado, por extorquir pessoas supostamente envolvidas com atividades il\u00edcitas.<\/p>\n<p>Inicialmente, em 15 de agosto ano passado, o MP-GO requereu a pris\u00e3o preventiva de dez pessoas que integram o grupo, pedido que foi negado pela ju\u00edza. O pedido foi atendido, mas o Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s concedeu habeas corpus ao grupo, substituindo as pris\u00f5es por outras medidas cautelares. O GCEAP continuou as investiga\u00e7\u00f5es para individualizar outros integrantes da organiza\u00e7\u00e3o criminosa e identificar outros fatos criminosos.<\/p>\n<p>No dia 6 de mar\u00e7o deste ano, o MP-GO finalizou a investiga\u00e7\u00e3o e denunciou 13 pessoas, que tiveram determinado o afastamento das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e atividades. Foram denunciados os policiais civis Luiz Carlos de Melo, M\u00e1rcia Rodrigues de Sousa, Ironilson Martins da Rocha, Elvis Carlos Pimentel Machado, Uallyson Nogueira Rodrigues, Jurcelino Melo de Barros, Adriano Andr\u00e9 Gama de Resende; advogados Juliana Ang\u00e9lica de Lucena Ferraz, Jorge Carneiro Correia e Guaracy Alves de \u00c1vila Branquinho. Tamb\u00e9m foram denunciados Danilo C\u00e9sar Approbato, que atuava como falso policial, o despachante Adriano Soares da Silva e o informante da Pol\u00edcia Civil Eduardo Gomes de Faria.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es do GCEAP e do CI demonstraram que Luiz Carlos de Melo, Ironilson Martins da Rocha, Elvis Carlos Pimentel Machado, Uallyson Nogueira Rodrigues, Jurcelino Melo de Barros e Adriano Andr\u00e9 Gama de Resende, com a ajuda de Danilo C\u00e9sar Approbato, Adriano Soares da Silva e Eduardo Gomes de Faria, prendiam e conduziam pessoas ao distrito policial para extorqui-las. A escriv\u00e3 M\u00e1rcia Rodrigues de Sousa colhia os termos de declara\u00e7\u00e3o e expedia notifica\u00e7\u00f5es forjadas sem a formaliza\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito policial, recebendo parte do dinheiro recebido indevidamente.<\/p>\n<p>Conforme apurou o MP-GO, os advogados Juliana Ferraz, Jorge Correia e Guaracy Branquinho se uniram ao grupo para prestar assist\u00eancia jur\u00eddica falsa. Eles agiam camuflando o recebimento de valores e pressionavam as v\u00edtimas a pagar as quantias exigidas. Ao proferir a decis\u00e3o, Placidina Pires alegou que as condutas s\u00e3o graves, e que o grupo agia de forma estruturada, ramificada e infiltrada na pol\u00edcia judici\u00e1ria, conforme ficou demonstrado na den\u00fancia do MP-GO. Em suas a\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o utilizava depend\u00eancias das Delegacias de Pol\u00edcia, viaturas policiais e armas de fogo para simular pris\u00f5es, a fim de extorquir pessoas supostamente envolvidas com atividades ilegais, tais como a venda de falsos diplomas, medicamentos controlados, drogas e cheques falsificados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.emaisgoias.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Operacao_GCEAP.jpeg\" alt=\"Resultado de imagem para OPERA\u00c3\u0087\u00c3\u0083O ARAPUCA GOIAS\" \/><\/p>\n<p>Ainda de acordo com a magistrada, a den\u00fancia mostrou que os denunciados, em sua maior, s\u00e3o policiais civis (incluindo dois escriv\u00e3es de pol\u00edcia), indiv\u00edduos que exercem poder de repress\u00e3o e coer\u00e7\u00e3o e que agiam com viol\u00eancia e grave amea\u00e7a, com emprego de arma de fogo, contra as v\u00edtimas, impingindo-lhes medo e temor. Esta situa\u00e7\u00e3o, segundo Placidina Pires, configura motiva\u00e7\u00e3o leg\u00edtima para a decreta\u00e7\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o cautelar, n\u00e3o apenas para garantia da ordem p\u00fablica, mas para a conveni\u00eancia da instru\u00e7\u00e3o processual, uma vez que as pessoas que eram extorquidas declararam ter receio dos r\u00e9us.\u00a0<em>(Texto: Jo\u00e3o Carlos de Faria e Ana Clara Morais \u2013 Estagi\u00e1ria da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do MP-GO \u2013 Supervis\u00e3o: Ana Cristina Arruda &#8211; fotos: acervo do GCEAP)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza Placidina Pires, da 6\u00aa Vara Criminal de Goi\u00e2nia, recebeu den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Goi\u00e1s e afastou nove policiais civis (agentes e escriv\u00e3es) de seus cargos e determinou a suspens\u00e3o das atividades profissionais de tr\u00eas advogados. 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