{"id":46318,"date":"2019-03-20T20:56:33","date_gmt":"2019-03-20T20:56:33","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=46318"},"modified":"2019-03-20T20:56:33","modified_gmt":"2019-03-20T20:56:33","slug":"agu-defende-prisao-apos-segunda-instancia-em-parecer-ao-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/agu-defende-prisao-apos-segunda-instancia-em-parecer-ao-stf\/","title":{"rendered":"AGU defende pris\u00e3o ap\u00f3s segunda inst\u00e2ncia em parecer ao STF"},"content":{"rendered":"<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) enviou manifesta\u00e7\u00e3o ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que defende a pris\u00e3o ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o na segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a, alterando entendimento anterior.<\/p>\n<p>Na manifesta\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria AGU destaca haver defendido entendimento diverso anteriormente, mas mudou seu entendimento ante manifesta\u00e7\u00f5es recentes do pr\u00f3prio Supremo, que desde 2016 passou a permitir o cumprimento de pena ap\u00f3s encerrados todos os recursos na segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Para a AGU, n\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo ao princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia se condenados come\u00e7arem a cumprir pena antes de eventuais recursos a inst\u00e2ncias superiores, ainda mais levando-se em considera\u00e7\u00e3o que em todas os graus de jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00e3o garantidos diferentes recursos.<\/p>\n<p>\u201cQuando a garantia da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia \u00e9 estendida para impedir qualquer pris\u00e3o n\u00e3o cautelar antes da conclus\u00e3o dos processos nas inst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias, o que se percebe \u00e9 uma grave afeta\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais das v\u00edtimas das condutas criminosas\u201d, destacou a AGU na manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O parecer foi enviado no \u00e2mbito de uma a\u00e7\u00e3o direita de inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, na qual a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Municipal (Confetam) busca a revoga\u00e7\u00e3o da s\u00famula 122 do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4).<\/p>\n<p>A norma questionada diz que \u201cencerrada a jurisdi\u00e7\u00e3o criminal de segundo grau, deve ter in\u00edcio a execu\u00e7\u00e3o da pena imposta ao r\u00e9u, independentemente da eventual interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou extraordin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a Federal, o TRF4 passou a aplicar o entendimento resumido na s\u00famula depois que o plen\u00e1rio do STF decidiu, em 2016, autorizar a pris\u00e3o ap\u00f3s segunda inst\u00e2ncia. Desde ent\u00e3o, por\u00e9m, decis\u00f5es monocr\u00e1ticas de ministros do Supremo t\u00eam revertido decis\u00f5es que autorizam a execu\u00e7\u00e3o de pena antes do tr\u00e2nsito em julgado, quando n\u00e3o cabem mais recursos a inst\u00e2ncias superiores.<\/p>\n<p>Pelo atual entendimento da AGU, ap\u00f3s a segunda inst\u00e2ncia j\u00e1 houve ampla an\u00e1lise de provas, garantindo o amplo direito de defesa.<\/p>\n<p>No parecer, o \u00f3rg\u00e3o condena \u201ca eterniza\u00e7\u00e3o de um sistema incapaz de garantir alguma efetividade a ato condenat\u00f3rio j\u00e1 avalizado por m\u00faltiplas autoridades judici\u00e1rias, independentemente das singularidades do caso concreto e ainda quando o crime imputado tenha ofendido relevante bem jur\u00eddico ou gerado abalo social grav\u00edssimo\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 prazo para que a ADI, relatada por Barroso, v\u00e1 a julgamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) enviou manifesta\u00e7\u00e3o ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que defende a pris\u00e3o ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o na segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a, alterando entendimento anterior. 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