{"id":46209,"date":"2019-03-17T15:43:22","date_gmt":"2019-03-17T15:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=46209"},"modified":"2019-03-17T15:43:22","modified_gmt":"2019-03-17T15:43:22","slug":"treze-de-16-professores-relataram-casos-de-agressao-na-escola-de-suzano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/treze-de-16-professores-relataram-casos-de-agressao-na-escola-de-suzano\/","title":{"rendered":"Treze de 16 professores relataram casos de agress\u00e3o na escola de Suzano"},"content":{"rendered":"<p>Na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), 13 de 16 professores afirmaram que houve na escola casos de algum tipo de agress\u00e3o, f\u00edsica ou verbal, de acordo com os \u00faltimos dados da Prova Brasil, aplicada em 2017. Tamb\u00e9m 13 de 16 docentes disseram que alunos agrediram outros estudantes naquele ano.<\/p>\n<p>Apesar dessas informa\u00e7\u00f5es, a escola n\u00e3o registrou nenhuma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. No question\u00e1rio que respondeu, a dire\u00e7\u00e3o\u00a0da escola, naquele ano, considerou pouca a indisciplina dos estudantes e afirmou que a institui\u00e7\u00e3o contava com projetos voltados para a tem\u00e1tica da viol\u00eancia e\u00a0<em>bullying<\/em>\u00a0no ambiente escolar.<\/p>\n<p>Professores e dire\u00e7\u00e3o afirmaram ainda que estudantes n\u00e3o frequentaram a escola com armas de fogo ou com armas brancas.<\/p>\n<p>A escola apresentou um \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) nos anos finais do ensino fundamental 5,8, ultrapassando a meta para a etapa, que era 5,7 e ficando acima da m\u00e9dia do estado de S\u00e3o Paulo, 4,9. O indicador \u00e9 medido pelo fluxo escolar dos estudantes, ou seja, se eles foram aprovados ou n\u00e3o, e pelo desempenho deles na Prova Brasil, que avalia os alunos em portugu\u00eas e matem\u00e1tica.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Reuters\/Ueslei Marcelino\/Direitos Reservados\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/FwcvLUbXOu0VdAopoCHJhPwXiNo=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2019-03-13t221957z_964543783_rc1755366f20_rtrmadp_3_brazil-violence-school.jpg?itok=M20UVXCX\" alt=\"Homenagens \u00e0s v\u00edtimas do tiroteio na escola Raul Brasil, em Suzano, S\u00e3o Paulo.\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Homenagens \u00e0s v\u00edtimas do tiroteio na Escola Raul Brasil, em Suzano, S\u00e3o Paulo &#8211;\u00a0<strong>Reuters\/Ueslei Marcelino\/Direitos Reservados<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>&#8220;Caso excepcional&#8221;<\/h2>\n<p>Os dados foram compilados pela organiza\u00e7\u00e3o Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede), com o intuito de verificar se seria poss\u00edvel, a partir dos dados coletados em avalia\u00e7\u00f5es nacionais prever a trag\u00e9dia que ocorreu na \u00faltima quarta-feira (13). Dois atiradores invadiram a escola e atacaram alunos e professores a tiros e golpes de machadinha.<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-03\/sobe-para-dez-numero-de-mortos-em-tiroteio-em-suzano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Oito pessoas morreram<\/a>, incluindo o tio de um dos atiradores, atingido antes do ataque \u00e0 escola, e 11 ficaram feridas. Os dois atiradores &#8211; ex-alunos da escola, sendo um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos &#8211; se mataram ap\u00f3s o massacre.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, \u00e9 que os dados n\u00e3o sinalizaram que um atentado como esse poderia ocorrer na escola. &#8220;Esse caso \u00e9 muito excepcional, muito fora da curva&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s agress\u00f5es, a escola estadual Professor Raul Brasil reflete a situa\u00e7\u00e3o enfrentada por muitos docentes no Brasil. &#8220;Agress\u00e3o verbal, mesmo que a gente n\u00e3o deseje, acaba sendo recorrente&#8221;, afirma. Segundo ele, o fato de o question\u00e1rio da Prova Brasil reunir em uma mesma quest\u00e3o agress\u00e3o f\u00edsica e verbal dificulta a an\u00e1lise mais cuidadosa do cen\u00e1rio da escola.<\/p>\n<h2>Dados ajudam no monitoramento<\/h2>\n<p>Mesmo que n\u00e3o possam prever trag\u00e9dias como essa, os dados coletados nacionalmente ou a n\u00edvel estadual e municipal podem ajudar governos e escolas a planejarem a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nacionalmente, os dados da Prova Brasil mostram um cen\u00e1rio preocupante: 10.984 diretores, o que equivale a 15,41% dos entrevistados, relataram que alunos frequentaram a escola em 2017 com armas brancas, como facas e canivetes. Outros 1.685 disseram que estudantes foram para a escola com armas de fogo. O n\u00famero equivale a 2,36% dos entrevistados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as agress\u00f5es s\u00e3o muitas. Pouco mais da metade, 50,64% dos diretores (36.056) disseram que houve agress\u00e3o verbal ou f\u00edsica a alunos, professores ou funcion\u00e1rios e 71,56%, ou 50.988 diretores, afirmaram que houve agress\u00e3o verbal ou f\u00edsica de alunos a colegas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes, quando pensamos em monitoramento, pensamos s\u00f3 em portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Mas a gente tem que pensar na l\u00f3gica de monitoramento para averiguar como \u00e9 rela\u00e7\u00e3o professor-aluno, a rela\u00e7\u00e3o entre alunos, se existe viol\u00eancia. \u00c9 importante o diretor da escola e a secretaria de educa\u00e7\u00e3o terem esse acompanhamento&#8221;, defende Faria.<\/p>\n<p>Os question\u00e1rios da Prova Brasil foram respondidos em 2017 por 71,3 mil diretores e 352,5 mil professores em todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), 13 de 16 professores afirmaram que houve na escola casos de algum tipo de agress\u00e3o, f\u00edsica ou verbal, de acordo com os \u00faltimos dados da Prova Brasil, aplicada em 2017. Tamb\u00e9m 13 de 16 docentes disseram que alunos agrediram outros estudantes naquele ano. 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