{"id":4573,"date":"2017-12-24T18:26:15","date_gmt":"2017-12-24T18:26:15","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4573"},"modified":"2017-12-24T18:26:15","modified_gmt":"2017-12-24T18:26:15","slug":"a-intrigante-historia-real-por-tras-de-alias-grace-serie-baseada-no-livro-de-margaret-atwood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/a-intrigante-historia-real-por-tras-de-alias-grace-serie-baseada-no-livro-de-margaret-atwood\/","title":{"rendered":"A intrigante hist\u00f3ria real por tr\u00e1s de Alias Grace, s\u00e9rie baseada no livro de Margaret Atwood"},"content":{"rendered":"<p>Ao chegar em casa ap\u00f3s dois dias fora, o fazendeiro Thomas Kinnear estranhou a aus\u00eancia de sua governanta Hannah Nancy Montgomery. Naquele mesmo dia, 30 de julho de 1843, ele foi assassinado com um tiro \u00e0 queima-roupa, dado com uma arma de cano duplo. Montgomery fora morta algumas horas antes, com uma machadada na parte de tr\u00e1s da cabe\u00e7a, ao ser estrangulada.<\/p>\n<p>Os corpos foram escondidos no por\u00e3o da casa; o de Montgomery foi desmembrado e colocado sob uma grande banheira. Todos os itens de valor com os dois foram levados, assim como v\u00e1rios outros da casa. No dia seguinte, os corpos foram descobertos \u2014 e os culpados tamb\u00e9m: James McDermott, 20, e Grace Marks, 16, ambos empregados de Kinnear, estavam em fuga para os Estados Unidos. A imprensa dizia que eles eram amantes.<\/p>\n<p>Embora os dois tenham sido condenados \u00e0 morte em julgamento, apenas o rapaz foi enforcado. O crime, ocorrido no munic\u00edpio de Vaughan, no ent\u00e3o chamado Canad\u00e1 Superior \u2014 hoje a regi\u00e3o \u00e9 conhecida como o estado de Ont\u00e1rio \u2014, continua a instigar curiosidade. N\u00e3o se sabe exatamente o papel que Marks teve nos assassinatos, mas \u00e9 certo que ela participou deles. A garota foi sentenciada \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua. Por que o j\u00fari a permitiu viver? Ela matou ou n\u00e3o matou o patr\u00e3o e a governanta?<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode tirar suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es ao ler Vulgo Grace (Alias Grace, no t\u00edtulo original), romance de Margaret Atwood que aborda o caso, ou assistir \u00e0 miniss\u00e9rie baseada nele, que estreia na Netflix nesta sexta-feira (3).<\/p>\n<p>Grace Marks recebeu clem\u00eancia porque foi capaz de ganhar a simpatia de um j\u00fari todo masculino por meio da bem-sucedida performance de g\u00eanero que ela fez, defende a historiadora canadense Ashley Banbury.<\/p>\n<p>Ela usou o cavalheirismo e o protecionismo do sistema legal do Canad\u00e1 do s\u00e9culo 19 ao colocar-se como uma mulher digna da prote\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n<p>Banbury, quando estudante de hist\u00f3ria na Universidade Mount Royal, em Calgary, Alberta, escreveu um dos poucos artigos acad\u00eamicos sobre o caso de Marks. Publicado no peri\u00f3dico Mount Royal Undergraduate Humanities Review, o texto baseia-se nos transcritos do julgamento, reportagens de jornais da \u00e9poca e o di\u00e1rio de uma mulher que visitou a garota na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>A historiadora disse em entrevista ao HuffPost Brasil que usou um pouco de lente feminista para fazer a an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O que tornou Marks digna foi encaixar-se no preceito da mulher ideal daquela \u00e9poca: virtuosa, casta, subserviente, modesta, bela e respeit\u00e1vel. Banbury, hoje estudante de Direito na Osgoode Hall Law School, Toronto, defende no artigo que fosse v\u00edtima ou acusada, a mulher naquele tempo era pressionada a provar ader\u00eancia a essas caracter\u00edsticas quando dentro de um tribunal colonial.<\/p>\n<p>O sistema legal, por sua vez, tornava-se mais simp\u00e1tico \u00e0s pris\u00f5es em vez de penas de morte \u2014 era uma maneira de os homens que faziam parte dele mostrarem o qu\u00e3o progressistas eles eram. Sujeitar mulheres \u00e0 forca iria contra o ent\u00e3o movimento de tornar o Canad\u00e1 um pa\u00eds mais civilizado.<\/p>\n<p>Grace Marks, basicamente, usou o sistema patriarcal contra ele pr\u00f3prio para escapar da pena de morte.<br \/>\nNetflix\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nImigrante da Irlanda, Grace Marks teve um pai alco\u00f3latra e abusivo (na imagem, Sarah Gadon em cena da adapta\u00e7\u00e3o para a TV).<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, as coisas n\u00e3o estavam boas para o lado dela: ela era uma imigrante irlandesa de apenas 16 anos que n\u00e3o tinha ra\u00edzes no pa\u00eds ao qual chegara apenas quatro anos antes. Ela vinha de uma fam\u00edlia de mais cinco irm\u00e3os, cujo pai era alco\u00f3latra e abusivo; a m\u00e3e morrera no navio durante a viagem. O hist\u00f3rico dela de estabilidade em empregos deixava a desejar tamb\u00e9m. Quando Kinnear a contratou, tratava-se do quinto emprego dela. Marks trabalhava para ele h\u00e1 menos de um m\u00eas quando o patr\u00e3o e a governanta foram assassinados.<\/p>\n<p>Ela se retratou n\u00e3o apenas como a mulher ideal, mas tamb\u00e9m como v\u00edtima das maquina\u00e7\u00f5es de McDermott, acusando-o de ser o mentor dos assassinatos, conta Banbury.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, a garota chegou a contradizer a feminilidade que demonstrava ter, ao confessar que n\u00e3o impediu o colega de assassinar Montgomery. Marks relatou, por exemplo, que em uma mesma noite em que ela dividiria um quarto com a governanta, McDermott disse que mataria Montgomery durante o sono com um machado.<\/p>\n<p>Eu supliquei que ele n\u00e3o a matasse naquela noite, sen\u00e3o poderia me acertar em vez dela, contou Marks.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m disse: Pelo amor de Deus, n\u00e3o a mate no quarto, voc\u00ea vai deixar o ch\u00e3o todo ensanguentado.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve obje\u00e7\u00e3o ao assassinato e tampouco houve tentativa de avisar Montgomery.<\/p>\n<p>Apesar disso tudo, deu certo: Nem o fato de Montgomery estar gr\u00e1vida, como foi descoberto na aut\u00f3psia, e possivelmente do patr\u00e3o, fez a garota ser condenada \u00e0 morte pelo tribunal.<\/p>\n<p>McDermott, por sua vez, tentou convencer a todos de que era o homem ideal daquela \u00e9poca: heterossexual, respeit\u00e1vel, com la\u00e7os na comunidade e posse de propriedades. No entanto, o tiro saiu pela culatra.<\/p>\n<p>A falta de simpatia do j\u00fari por ele tamb\u00e9m ajudou Marks a evitar a execu\u00e7\u00e3o, diz a historiadora.<\/p>\n<p>Quanto mais ele a culpava pelos assassinatos, mais a comunidade (e at\u00e9 o advogado de defesa dele!) o culpava n\u00e3o apenas pelas mortes, mas por coagir Marks a envolver-se nelas.<br \/>\nToronto Public Library<br \/>\nRetratos de Marks e McDermott feitos no julgamento.<\/p>\n<p>O artigo da canadense levanta que historiadores tendem a discordar a respeito da performance de g\u00eanero de mulheres em tribunais na \u00e9poca colonial, tomados pelo pensamento patriarcal e protecionista.<\/p>\n<p>Acreditava-se que o dever do homem era proteger as mulheres \u2014 e eles precisavam ser vistos como homens pela sociedade. Algumas mulheres se valeram disso para fazer o papel da mulher ideal ou da v\u00edtima perfeita e, assim, obter a prote\u00e7\u00e3o dos homens. Era uma maneira de elas afirmarem a demanda delas por justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Outros historiadores, por outro lado, afirmam que a necessidade de desempenhar uma performance de g\u00eanero em julgamento significava que os tribunais n\u00e3o eram capazes de proteger a maioria das mulheres.<\/p>\n<p>Por ter sido quase imposs\u00edvel para elas terem todas as rigorosas caracter\u00edsticas da mulher ideal, os julgamentos pendiam para performances de g\u00eanero. Era uma maneira de se verificar o qu\u00e3o pr\u00f3xima do ideal a mulher estava \u2014 o que poderia ter um papel-chave no veredito. Muitas n\u00e3o consideram ter acesso \u00e0 julgamentos justos.<\/p>\n<p>Grace Marks foi vista fazendo isso. Vizinhos e testemunhas a apoiaram. Para eles, era simplesmente imposs\u00edvel que uma garota jovem, bonita, trabalhadora e respeit\u00e1vel fosse capaz de matar algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, ela foi enviada \u00e0 pris\u00e3o Kingscon Penitentiary para cumprir a pena.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da garota n\u00e3o para por a\u00ed. Uma vez encarcerada, ela continua a intrigar e refletir o pensamento patriarcal, violento e contradit\u00f3rio que permeava a sociedade canadense.<br \/>\nToronto Publica Library<br \/>\nCapa do transcrito do julgamento de Grace Marks e James McDermott.<\/p>\n<p>Em artigo no peri\u00f3dico Canadian Woman Studies, a soci\u00f3loga Kathleen Kendall, da Universidade de Southampton, do Reino Unido, levanta que ap\u00f3s oito anos e meio de encarceramento, Marks come\u00e7ou a apresentar sinais de loucura.<\/p>\n<p>O humor dela passara a oscilar da euforia \u00e0 quietude e apreens\u00e3o; ela dizia ver diariamente figuras estranhas invadirem seu corpo e deixou de dormir \u00e0 noite para procur\u00e1-las em seu quarto.<\/p>\n<p>Marks foi transferida para o manic\u00f4mio Provincial Lunatic Asylum, em Toronto, no qual passou os 16 anos seguintes. Aos 20 e poucos anos, ela se tornara um dos primeiros prisioneiros do Canad\u00e1 a serem chamados de criminosos loucos.<\/p>\n<p>Kendall, cuja linha de pesquisa aplica o ponto de vista da sociologia na medicina, diz no artigo que naquela \u00e9poca os loucos come\u00e7aram a ser identificados como um grupo de pessoas moralmente repreens\u00edveis, dignas de serem presas.<\/p>\n<p>As prisioneiras viviam uma contradi\u00e7\u00e3o. Acreditava-se que mulheres eram seres moralmente puros por nascen\u00e7a e criminosas tinham dentro de si tanto a pureza quanto a corrup\u00e7\u00e3o moral \u2014 elas eram inocentes e culpadas, boas e m\u00e1s.<\/p>\n<p>Eram vistas, portanto, como mais corruptas do que homens, porque haviam violado uma suposta lei natural. Ou eram apenas v\u00edtimas das circunst\u00e2ncias. Kendall argumenta que, se pertencesse ao primeiro grupo, uma mulher n\u00e3o havia deixado a gra\u00e7a, estava al\u00e9m dela, mas se estivesse no segundo, a virtude iria permanecer [nela].<\/p>\n<p>O resultado dessa ambiguidade era o tratamento tanto negligente quanto paternalista que as detentas recebiam dentro de um sistema que, em tese, tinha como principal objetivo moralizar os criminosos, vistos como imorais.<\/p>\n<p>Depois do per\u00edodo no manic\u00f4mio, Marks voltou \u00e0 penitenci\u00e1ria, com seu mundo de puni\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e rigorosa disciplina. Ap\u00f3s um total de 30 anos de encarceramento, ela foi perdoada e liberada por bom comportamento.<\/p>\n<p>Registros da Kingscon Penitentiary cont\u00e9m um di\u00e1logo com ela na ocasi\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Pergunta: Na sua opini\u00e3o, quais s\u00e3o os melhores meios para se regenerar criminosos?<\/p>\n<p>Resposta: Tratamento gentil.<\/p>\n<p>Pergunta: Voc\u00ea acredita que sua pris\u00e3o lhe foi ben\u00e9fica de um ponto de vista moral e religioso? E que agora voc\u00ea est\u00e1 mais qualificada para se sustentar do que antes de entrar na pris\u00e3o?<\/p>\n<p>Resposta: Duvido.<\/p>\n<p>Ela se mudou para Nova York e acredita-se que tenha vivido l\u00e1 at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p>Grace Marks segundo Margaret Atwood<\/p>\n<p>Publicado em 1996, Vulgo Grace \u00e9 finalista do renomado pr\u00eamio Booker e considerada uma das principais obras da escritora canadense. Trata-se de uma abordagem ficcional do caso, embora esteja embasada em pesquisa feita pela autora.<\/p>\n<p>O psiquiatra Dr. Simon Jordan, personagem criado por Atwood, entrevista Grace Marks para conhecer a hist\u00f3ria dela. H\u00e1 v\u00e1rias suspeitas de que a garota seja louca, pois ela tem epis\u00f3dios de histeria e n\u00e3o consegue se lembrar dos acontecimentos relacionados \u00e0s mortes de Thomas Kinnear e Nancy Montgomery. Talvez ela seja apenas insana e nem tenha assassinado os patr\u00f5es, afinal. Este \u00e9 o ponto de partida para a narrativa de Vulgo Grace se desenrolar.<\/p>\n<p>Em outubro deste ano, o romance ganhou nova edi\u00e7\u00e3o da Rocco, que publica no Brasil as obras de Atwood. Geni Hirata, tradutora do livro, afirma que se trata de uma obra de fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o convencional.<\/p>\n<p>E apesar de ter levantado todas as informa\u00e7\u00f5es sobre o caso e n\u00e3o ter contrariado nenhuma delas, Atwood n\u00e3o desvenda os mist\u00e9rios e enigmas de um duplo assassinato, nem prov\u00e9m respostas factuais, conta.<\/p>\n<p>Um aspecto recorrente em Vulgo Grace e em outras obras da autora \u00e9 a extrema dificuldade em se descobrir o que realmente aconteceu em determinada ocasi\u00e3o. Na realidade, sua fic\u00e7\u00e3o reflete quest\u00f5es mais amplas da condi\u00e7\u00e3o humana, o controle opressivo da sociedade, condi\u00e7\u00f5es de extremo desespero e priva\u00e7\u00e3o, e a opress\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>O trabalho faz parte de uma leva de novas edi\u00e7\u00f5es de livros da autora com projeto gr\u00e1fico de Laurindo Feliciano. Come\u00e7ou em janeiro deste ano com Dicas da Imensid\u00e3o \u2014 cole\u00e7\u00e3o de contos at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita \u2014 e em junho continuou com o cl\u00e1ssico O Conto da Aia. Em 2018, sair\u00e3o novas edi\u00e7\u00f5es de Oryx e Crake e O Ano do Dil\u00favio, os dois primeiros volumes da trilogia de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\/distopia MaddAddam; o \u00faltimo volume, tamb\u00e9m chamado MaddAddam, ser\u00e1 publicado pr\u00f3ximo do fim do ano.<br \/>\nLaurindo Feliciano\/Rocco<br \/>\nNova capa de Vulgo Grace, feita por Laurindo Feliciano para a Rocco.<\/p>\n<p>Ao ler Vulgo Grace pela primeira vez ainda adolescente, a cineasta e atriz canadense Sarah Polley, indicada ao Oscar de melhor roteiro adaptado por Longe Dela (2007), j\u00e1 queria adaptar o romance para o cinema.<\/p>\n<p>Em 2012, foi anunciada a sonhada adapta\u00e7\u00e3o para longa-metragem, mas no fim, tornou-se uma miniss\u00e9rie \u2014 dirigida por Mary Harron (Psicopata Americano), escrita por Polley e com Sarah Gadon (Indigna\u00e7\u00e3o) no papel de Grace Marks. Exibida em setembro pela emissora canadense CBC, Alias Grace chega ao cat\u00e1logo mundial da Netflix agora em novembro.<\/p>\n<p>Coincidentemente, a estreia ocorre no mesmo ano em que The Handmaids Tale (Hulu), s\u00e9rie baseada em O Conto da Aia, causou enorme alvoro\u00e7o e venceu oito Emmys, tornando-se uma das produ\u00e7\u00f5es mais premiadas da cerim\u00f4nia (a s\u00e9rie chega ao Brasil no in\u00edcio de 2018 pelo Paramount Channel). Wandering Wenda (CBC), desenho animado infantil baseado em outro livro de Atwood, tamb\u00e9m teve estreia neste ano.<\/p>\n<p>\u00c9 incontorn\u00e1vel falar da obra da escritora sem mencionar sua tradi\u00e7\u00e3o de sempre contar hist\u00f3rias com personagens femininas no m\u00ednimo incomuns. Segundo Polley, enquanto em O Conto da Aia Atwood imagina uma (extrema) possibilidade, em Vulgo Grace ela aborda o qu\u00e3o longe os direitos das mulheres j\u00e1 chegaram. A roteirista acredita que, hoje, vivemos um momento entre essas duas hist\u00f3rias.<br \/>\nGeorge Pimentel via Getty Images<br \/>\nSarah Polley, Margaret Atwood e Sarah Gadon no Toronto International Film Festival.<\/p>\n<p>Essas quest\u00f5es s\u00e3o urgentes e fico feliz por essas coisas da Margaret estarem no mundo dessa maneira, disse em entrevista \u00e0 CBC News.<\/p>\n<p>A escritora j\u00e1 viu a miniss\u00e9rie e aprovou. Ela disse, tamb\u00e9m \u00e0 CBC News, que os roteiros de Sarah Polley s\u00e3o poderosos.<\/p>\n<p>Devo dizer que me deu pesadelos terr\u00edveis. N\u00e3o me refiro aos que voc\u00ea tem quando acordado \u2014 O Conto da Aia me d\u00e1 esses. Quando eu estava dormindo, [Alias Grace] me deu pesadelos.<\/p>\n<p>Os dois primeiros epis\u00f3dios foram exibidos em setembro no Festival de Toronto. Os coment\u00e1rios que circulam pela internet, al\u00e9m de elogios da cr\u00edtica especializada, indicam que bem como The Handmaids Tale, a miniss\u00e9rie traz quest\u00f5es contempor\u00e2neas \u2014 mas, desta vez, no s\u00e9culo 19. Discrimina\u00e7\u00e3o de imigrantes, aborto e luta de classes s\u00e3o algumas, segundo o New York Times.<\/p>\n<p>Com seis epis\u00f3dios de uma hora de dura\u00e7\u00e3o cada, Alias Grace tamb\u00e9m tem no elenco Zachary Levi, Rebecca Liddiard e David Cronenberg. Assista ao trailer abaixo.<\/p>\n<p>As melhores s\u00e9ries da hist\u00f3ria, segundo quem trabalha em Hollywood<br \/>\nSugira uma corre\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao chegar em casa ap\u00f3s dois dias fora, o fazendeiro Thomas Kinnear estranhou a aus\u00eancia de sua governanta Hannah Nancy Montgomery. Naquele mesmo dia, 30 de julho de 1843, ele foi assassinado com um tiro \u00e0 queima-roupa, dado com uma arma de cano duplo. 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