{"id":44542,"date":"2019-01-31T19:34:38","date_gmt":"2019-01-31T19:34:38","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=44542"},"modified":"2019-01-31T19:34:38","modified_gmt":"2019-01-31T19:34:38","slug":"mais-da-metade-das-jovens-brasileiras-tem-medo-de-assedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/mais-da-metade-das-jovens-brasileiras-tem-medo-de-assedio\/","title":{"rendered":"Mais da metade das jovens brasileiras t\u00eam medo de ass\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p>Mais da metade (53%) das brasileiras com idade entre 14 e 21 anos convivem diariamente com o medo de ser assediadas. A informa\u00e7\u00e3o faz parte de um estudo divulgado hoje (30) pela organiza\u00e7\u00e3o internacional de combate \u00e0 pobreza ActionAid. De acordo com a entidade, na compara\u00e7\u00e3o com o Qu\u00eania, a \u00cdndia e o Reino Unido, pa\u00edses que tamb\u00e9m foram pesquisados, as adolescentes brasileiras s\u00e3o as que mais se sentem amea\u00e7adas \u2013 no Qu\u00eania s\u00e3o 24%, na \u00cdndia, 16%, e no Reino Unido, 14%.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria da Mulher do DF\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/CBi985qN049xdg6EnjGp4tdZ63M=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/assedio_no_onibus_-_divulgacao_secretaria_da_mulher_do_df.jpg?itok=1JgEbf6Z\" alt=\"Ass\u00e9dio sexual em \u00f4nibus\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Medo di\u00e1rio do ass\u00e9dio afeta 41% das brasileiras entre 14 e 16 anos &#8211;\u00a0<strong>Divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria da Mulher do DF<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Conforme o estudo, o medo di\u00e1rio do ass\u00e9dio afeta 41% das adolescentes entre 14 e 16 anos. O percentual sobe para 56% na faixa que vai dos 17 aos 19 anos e alcan\u00e7a 61% entre 20 e 21 anos. Para a ActionAid, esses dados sugerem que a consci\u00eancia sobre os riscos aos quais as mulheres ficam expostas aumenta com o passar do tempo.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil com 53%, se comparado com o segundo lugar, o Qu\u00eania, com 24%, \u00e9 um destaque muito grande que a pesquisa aponta. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o medo, mas tamb\u00e9m como o medo est\u00e1 referendado por uma pr\u00e1tica comum\u201d, disse a gestora de Engajamento P\u00fablico da ActionAid, Glauce Arzua.<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 2.560 jovens homens e mulheres dos quatro pa\u00edses com idade entre 14 e 21 anos, com o objetivo de descobrir quando e onde come\u00e7a a exposi\u00e7\u00e3o ao \u00f3dio contra as mulheres, chamado de misoginia, e como as experi\u00eancias generalizadas de ass\u00e9dio sexual ocorrem durante a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>No Brasil, as pesquisas foram feitas com 500 jovens, sendo 250 mulheres e 250 homens, em dezembro do ano passado. Os jovens ouvidos, de todos os n\u00edveis de escolaridade, eram de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Formas<\/h2>\n<p>O estudo revelou que, no grupo das brasileiras, 78% tinham sido assediadas nos \u00faltimos seis meses. O ass\u00e9dio verbal veio em maior quantidade (41%), seguido por assovios (39%), coment\u00e1rios negativos sobre a apar\u00eancia da pessoa em p\u00fablico (22%) e nas redes sociais (15%), pedidos de envio de mensagens de texto com teor sexual (15%), piadas feitas em p\u00fablico com teor sexual que as envolviam (12%), piadas por meio de redes sociais com teor sexual que as envolviam (8%), beijos for\u00e7ados (8%), apalpadas (5%), fotos tiradas por baixo da saia (4%) e fotos \u00edntimas vazadas nas redes sociais (2%).<\/p>\n<p>Para 76% das mulheres, \u00e9 confort\u00e1vel a ideia de contar a algu\u00e9m o que ocorreu. Entre as meninas de 14 a 16 anos, 77% afirmaram que relataram o caso. \u201cN\u00e3o se pode deixar passar uma atitude como essa, e o mais bacana ainda \u00e9 o fato de querer falar sobre isso\u201d, afirmou Glauce.<\/p>\n<p>Ela chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que frequentemente busca-se o caminho punitivo para enfrentar o problema, mas ressalta que esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica maneira. \u201c\u00c9 importante, mas nem tudo passa somente pela penaliza\u00e7\u00e3o, passa muit\u00edssimo pela educa\u00e7\u00e3o e pelo acolhimento dessa den\u00fancia\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Misoginia<\/h2>\n<p>O estudo da ActionAid no Brasil indica que as a\u00e7\u00f5es que significam desprezo ou desrespeito pelas mulheres n\u00e3o s\u00e3o uma exclusividade do pa\u00eds. Tr\u00eas quartos dos jovens dos demais pa\u00edses inclu\u00eddos na pesquisa revelaram casos de exposi\u00e7\u00e3o a atitudes negativas ou ofensivas em rela\u00e7\u00e3o a meninas jovens nos \u00faltimos seis meses. No mesmo per\u00edodo, 65% das mulheres ouvidas enfrentaram alguma forma de ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>Pessoas da fam\u00edlia (39%) e amigos (34%) dos jovens entrevistados est\u00e3o entre os principais praticantes dessas a\u00e7\u00f5es para os brasileiros que afirmaram ter testemunhado algum tipo de atitude depreciativa contra meninas nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p>\u201cPelo fato de acontecer na fam\u00edlia e tamb\u00e9m com amigos, al\u00e9m de personalidades e autoridades, a gente v\u00ea que s\u00e3o c\u00edrculos de influ\u00eancia muito diretos. S\u00e3o dados que chamaram muito a aten\u00e7\u00e3o do ponto de vista negativo\u201d, afirmou a gestora de Engajamento P\u00fablico da ActionAid.<\/p>\n<h2>Pontos positivos<\/h2>\n<p>Apesar dos aspectos negativos, o estudo indicou fatos positivos ap\u00f3s entrevistar jovens nos quatro pa\u00edses. Um dos aspectos positivos \u00e9 que a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o assunto parece estar em crescimento nesta gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, diante da pergunta sobre o n\u00edvel de toler\u00e2ncia a determinadas agress\u00f5es, 88% dos meninos e meninas consideraram inaceit\u00e1veis coment\u00e1rios negativos sobre a apar\u00eancia das jovens. O percentual atingiu 85% para intoler\u00e2ncia a piadas sexuais envolvendo garotas. Nesse quesito, o Brasil teve os melhores resultados entre os quatro pa\u00edses. \u201cEm todos eles, ambos os sexos responderam que s\u00e3o inaceit\u00e1veis. Este \u00e9 um dado positivo na percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica correta\u201d, observou Glauce.<\/p>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Outra fato positivo foi os jovens (80%) acreditarem que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a maneira de resposta para combater o ass\u00e9dio a meninas e mulheres. No Brasil, 59% apontaram a necessidade de ensinar os meninos na escola como tratar as meninas. Ainda para as salas de aula, 54% disseram que a educa\u00e7\u00e3o de meninas \u00e9 medida importante para denunciar casos de ass\u00e9dio. Para 41% dos entrevistados, \u00e9 preciso conscientizar os professores para que levem as den\u00fancias a s\u00e9rio, como tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria a educa\u00e7\u00e3o dos pais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um dado interessant\u00edssimo porque tamb\u00e9m se relaciona com a percep\u00e7\u00e3o de que, na fam\u00edlia, tamb\u00e9m aparecem os coment\u00e1rios mis\u00f3ginos e haveria uma possibilidade interessante de que a escola seria o espa\u00e7o de reflex\u00e3o e de acolhimento desses problemas e, principalmente, dos principais influenciadores desses jovens que s\u00e3o os pais\u201d, disse Glauce Arzua.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtDireitos_humanos\">N\u00e1dia Franco<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade (53%) das brasileiras com idade entre 14 e 21 anos convivem diariamente com o medo de ser assediadas. 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