{"id":4409,"date":"2017-12-24T17:29:05","date_gmt":"2017-12-24T17:29:05","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4409"},"modified":"2017-12-24T17:29:05","modified_gmt":"2017-12-24T17:29:05","slug":"temporal-mata-uma-pessoa-e-causa-caos-no-transporte-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/temporal-mata-uma-pessoa-e-causa-caos-no-transporte-na-alemanha\/","title":{"rendered":"Temporal mata uma pessoa e causa caos no transporte na Alemanha"},"content":{"rendered":"<p>Com seus tapetes vermelhos de 4.000 metros quadrados, mas com poucos visitantes passando por eles, o maior museu do mundo dedicado a L\u00eanin se encontra em Ulianovsk, a cidade natal do l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o russa, que agora tenta ser conhecida por outras raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta zona industrial de 700.000 habitantes, localizada a 700 km de Moscou, se chamava Simbirsk antes de ter o nome trocado em homenagem a Vladiir Ilitch Ulianiv, ou L\u00eanin, depois de sua morte em 1924.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, esta cidade, que n\u00e3o possui qualquer interesse arquitet\u00f4nico em particular, se converteu em ponto de passagem obrigat\u00f3rio para turistas dos pa\u00edses do bloco socialista.<\/p>\n<p>Antes da revolu\u00e7\u00e3o, Simbirsk era uma cidade pequena e banal, explica Evgueni Lytiakov, militante comunista que afirma que, se Ulianovsk cresceu, foi apenas porque L\u00eanin nasceu l\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c0s margens do Volga, onde se ergue o memorial L\u00eanin, una escultura vegetal gigantesca representa o nome do l\u00edder da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917.<\/p>\n<p>Dentro, os tapetes vermelhos ocupam todas as salas de exposi\u00e7\u00e3o, onde os visitantes podem observar a m\u00e1scara mortu\u00e1ria de L\u00eanin e admirar uma imensa maquete da URSS.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa moderna que pode ser vista \u00e9 uma gigantesca fotografia de Vladimir Putin, que visitou o lugar em 2002.<\/p>\n<p>O museu, durante muito tempo financiado pelo Partido Comunista, recebia em seus bons tempos cerca de 5.000 visitantes di\u00e1rios.<\/p>\n<p>Mas tudo mudou repentinamente depois da queda da URSS, conta, desolado, seu ex-diretor, Valeri Perfilov, que continua trabalhando l\u00e1, apesar de seus 70 anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos mais financiamento. E se no per\u00edodo sovi\u00e9tico L\u00eanin era idolatrado, deificado, nos anos 1990 foi demonizado, explica.<\/p>\n<p>&#8211; Rejuvenescimento &#8211;<\/p>\n<p>O museu \u00e9 financiado agora pelo minist\u00e9rio da Cultura regional e sua atual diretora, Lidia Larina, admite que o conjunto, que inclui uma sala de espet\u00e1culos, est\u00e1 defasado, pois recebe apenas 500.000 visitantes por ano, segundo cifras oficiais.<\/p>\n<p>Mas Lidia Larina anuncia um trabalho de rejuvenescimento do museu at\u00e9 2020, quado o espa\u00e7o ganhar\u00e1 um toque interativo e ter\u00e1 um restaurante e uma cafeteria.<\/p>\n<p>As exposi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sofreram mudan\u00e7as e agora focam mais na inf\u00e2ncia de L\u00eanin do que em sua carreira pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Entre os in\u00fameros museus de Ulianovsk dedicados a L\u00eanin, o Museu-Reserva da terra natal de L\u00eanin \u00e9 o segundo mais importante. Bancado com fundos federais, tem outro objetivo: submergir o visitante na atmosfera de Simbirsk da \u00e9poca de L\u00eanin.<\/p>\n<p>Trata-se de um museu ao ar livre, constitu\u00eddo por edif\u00edcios de madeira pintada no bairro em que L\u00eanin passou sua inf\u00e2ncia. A miss\u00e3o de nossa organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 preservar esta parte antiga de Simbirsk, explica sua diretora adjunta, Oxana Solovei.<\/p>\n<p>O museu recebe 200.000 visitantes por ano, principalmente locais, informa ela, lamentando n\u00e3o ver tantos turistas estrangeiros como no per\u00edodo sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, prop\u00f5e uma leitura mais sombria da revolu\u00e7\u00e3o, com uma exposi\u00e7\u00e3o que mostra os saques e os ataques cometidos pelos prisioneiros liberados ou antigos soldados em 1917.<\/p>\n<p>Caminha pelas ruas era, inclusive, perigoso. Em 1917, o toque de recolher come\u00e7ava \u00e0s 18H00, recorda Elena Bespalova, uma das respons\u00e1veis pelo museu.<\/p>\n<p>&#8211; Vis\u00e3o alternativa &#8211;<\/p>\n<p>Atualmente, Ulianovsk tenta promover outras personalidades locais, como o Ivan Goncharov, nascido em Simbirsk em 1812. Em 2003, pensou-se, inclusive, em um projeto para mudar o nome de Ulianovsk para Oblomovsk, por ser o her\u00f3i de mais conhecido de Ivan Goncharov, mas a ideia caiu por terra por ter incomodado profundamente os militantes comunistas.<\/p>\n<p>Algumas pessoas no poder ficariam felizes de tudo que recorda a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro e L\u00eanin desaparecesse, comenta o militante comunista Evgueni Lytiakov.<\/p>\n<p>Cem anos depois da revolu\u00e7\u00e3o, o nome de L\u00eanin n\u00e3o desperta grandes paix\u00f5es na juventude local.<\/p>\n<p>Falamos que Ulianovsk \u00e9 a terra natal de L\u00eanin, mas a novas gera\u00e7\u00f5es se interessam por outras coisas, admite Elena Bespalova.<\/p>\n<p>Dessa forma, uma equipe de jovens designer criou uma s\u00e9rie de souveniressf de Ulianovsk em forma de canecas, postais e \u00edm\u00e3s que apresentam uma vis\u00e3o alternativa da cidade.<\/p>\n<p>Em um dos postais, o slogan Ulianovsk &#8211; Terra de talentos est\u00e1 acompanhado pelos desenhos de vinte celebridades locais, incluindo Ivan Goncharov.<\/p>\n<p>A falta de L\u00eanin n\u00e3o se deve a um esquecimento, assegura Natalia Chebarkova, uma das desenhistas dos postais. N\u00e3o temos nada contra ele, mas \u00e9 preciso dizer \u00e0s pessoas que Ulianovsk n\u00e3o \u00e9 apenas L\u00eanin e a URSS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com seus tapetes vermelhos de 4.000 metros quadrados, mas com poucos visitantes passando por eles, o maior museu do mundo dedicado a L\u00eanin se encontra em Ulianovsk, a cidade natal do l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o russa, que agora tenta ser conhecida por outras raz\u00f5es. Esta zona industrial de 700.000 habitantes, localizada a 700 km de Moscou, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1871,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4409"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4409"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4410,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4409\/revisions\/4410"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}