{"id":43925,"date":"2019-01-18T17:31:18","date_gmt":"2019-01-18T17:31:18","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=43925"},"modified":"2019-01-18T17:31:18","modified_gmt":"2019-01-18T17:31:18","slug":"cientistas-descobrem-tratamento-contra-uma-ameba-comedora-de-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cientistas-descobrem-tratamento-contra-uma-ameba-comedora-de-cerebro\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem tratamento contra uma ameba comedora de c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Monstros comedores de c\u00e9rebro s\u00e3o bem reais \u2013 eles espreitam em lagoas em grande parte dos Estados Unidos. Agora, os cientistas podem ter descoberto uma nova maneira de mat\u00e1-los.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Min\u00fasculas part\u00edculas de prata revestidas com drogas anticonvulsivas poder\u00e3o um dia ser adaptadas para deter o Naegleria fowleri, um micr\u00f3bio excepcionalmente letal que, entrando atrav\u00e9s dos seios faciais, se alimenta do tecido cerebral humano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A pesquisa, publicada na revista &#8220;Chemical Neuroscience&#8221;, mostrou que medicamentos anticonvulsivos vinculados \u00e0 prata podem matar as amebas, poupando as c\u00e9lulas humanas. Os cientistas esperam que a descoberta estabele\u00e7a as bases para uma cura r\u00e1pida.<\/p>\n<div id=\"slot-intext\" class=\"ad-banner ad-banner-tag-visible\">\n<div id=\"slot-intext_place\" class=\"ad-banner-tag-slot-intext_place\" data-google-query-id=\"CI3njr_t998CFQNlwQod4y0JWw\" data-cid=\"138253057278\" data-lin=\"4879227241\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21766049037\/GauchaZH\/saude\/interna_10__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/21766049037\/GauchaZH\/saude\/interna_10\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/21766049037\/GauchaZH\/saude\/interna_10\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"b\" data-metrics=\"gtm-publicidade\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"slot-intext\" class=\"ad-banner\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel, muitas vezes devastadora, para a qual n\u00e3o temos grandes tratamentos&#8221;, disse o dr. Edward T. Ryan, diretor da divis\u00e3o de doen\u00e7as infecciosas globais do Hospital Geral de Massachusetts, que n\u00e3o esteve envolvido na pesquisa. &#8220;O trabalho est\u00e1 claramente nas fases iniciais, mas \u00e9 uma abordagem interessante.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>As infec\u00e7\u00f5es com essas amebas s\u00e3o raras, mas quase sempre fatais. Desde 1962, apenas quatro das 143 v\u00edtimas conhecidas nos Estados Unidos sobreviveram, de acordo com o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as. Mais da metade de todos os casos ocorreu no Texas e na Fl\u00f3rida, onde os organismos microsc\u00f3picos prosperam na \u00e1gua morna das lagoas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;O caso cl\u00e1ssico \u00e9 o menino de 10 anos que vai nadar no ver\u00e3o e come\u00e7a a ter dor de cabe\u00e7a alguns dias depois&#8221;, disse Ryan. A alimenta\u00e7\u00e3o das amebas provoca meningoencefalite \u2013 ou incha\u00e7o do c\u00e9rebro e tecidos pr\u00f3ximos \u2013 e muitas vezes \u00e9 diagnosticada erroneamente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento, os m\u00e9dicos normalmente tentavam de tudo&#8221;, acrescentou ele.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os pacientes geralmente recebem drogas antimicrobianas em doses extremamente altas para romper a barreira protetora do c\u00e9rebro. Muitos sofrem efeitos colaterais graves.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;O maior desafio \u00e9 encontrar uma droga que possa realmente atingir a regi\u00e3o certa do c\u00e9rebro&#8221;, disse o dr. Ayaz Anwar, pesquisador da Universidade Sunway, na Mal\u00e1sia, que liderou o novo estudo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Precisamos de uma droga que possa enganar o corpo deixando-a passar \u2013 e sabemos que os rem\u00e9dios anticonvulsivos conseguem superar essa barreira.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Anwar e sua equipe a princ\u00edpio trataram os micr\u00f3bios com diazepam, fenobarbitona e fenito\u00edna, tr\u00eas drogas anticonvulsivas j\u00e1 aprovadas pela Administra\u00e7\u00e3o de Alimentos e Drogas dos EUA. As amebas se mostraram sens\u00edveis.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Em seguida, os pesquisadores uniram os medicamentos a portadores microsc\u00f3picos: part\u00edculas de prata de apenas 50 a 100 nan\u00f4metros de di\u00e2metro, ou menos de um mil\u00e9simo da largura de um fio de cabelo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Em testes laboratoriais, cada uma das tr\u00eas combina\u00e7\u00f5es da droga com a prata diminuiu o n\u00famero de amebas ao longo do tempo. O diazepam, em particular, foi pelo menos duas vezes mais eficaz quando combinado com a prata.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;Foi uma descoberta emocionante, certamente&#8221;, contou ele.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Anwar disse que planejava testar a abordagem em modelos animais usando grilos, baratas e camundongos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>&#8220;\u00c9 um primeiro passo importante na elabora\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis tratamentos para uma condi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de tratar&#8221;, disse o dr. Paul Sax, especialista em doen\u00e7as infecciosas do Hospital Brigham and Women e da Escola de Medicina de Harvard. &#8220;Mas ainda est\u00e1 na fase da placa de Petri \u2013 h\u00e1 um longo caminho at\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p><em>Por Emily Baumgaertner<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monstros comedores de c\u00e9rebro s\u00e3o bem reais \u2013 eles espreitam em lagoas em grande parte dos Estados Unidos. Agora, os cientistas podem ter descoberto uma nova maneira de mat\u00e1-los. 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