{"id":43903,"date":"2019-01-18T13:15:23","date_gmt":"2019-01-18T13:15:23","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=43903"},"modified":"2019-01-18T13:15:23","modified_gmt":"2019-01-18T13:15:23","slug":"desafio-dos-10-anos-levanta-debate-sobre-reconhecimento-facial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/desafio-dos-10-anos-levanta-debate-sobre-reconhecimento-facial\/","title":{"rendered":"Desafio dos 10 anos levanta debate sobre reconhecimento facial"},"content":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea \u00e9 usu\u00e1rio da rede social Facebook, dificilmente ainda n\u00e3o viu na sua linha do tempo alguma publica\u00e7\u00e3o de um amigo com duas fotos, uma de 2009 e outra de 2019. O jogo, apelidado de \u201cdesafio dos 10 anos\u201d (ou #10yearchallenge, na\u00a0<em>hashtag\u00a0<\/em>do termo em ingl\u00eas), viralizou desde ontem (16) e tornou-se a principal \u201cbrincadeira\u201d do momento na plataforma.<\/p>\n<p>O desafio ganhou toda forma de adapta\u00e7\u00e3o, desde pessoas postando fotos comparando suas imagens nos \u00faltimos dez anos at\u00e9 um gancho para compara\u00e7\u00e3o de artistas, pol\u00edticos, locais e situa\u00e7\u00f5es. O meme tornou-se um recurso para debates desde a evolu\u00e7\u00e3o pessoal dos usu\u00e1rios at\u00e9 discord\u00e2ncias pol\u00edticas no site.<\/p>\n<p>Contudo, a popularidade do desafio provocou tamb\u00e9m debate por parte de especialistas em seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais. A consultora e autora de livros em tecnologias digitais norte-americana Kate O\u2019Neill publicou questionamentos nas redes sociais e na mais importante revista de tecnologia do mundo,\u00a0<em>Wired<\/em>, apontando at\u00e9 que medida as imagens publicadas n\u00e3o poderiam estar sendo usadas para \u201ctreinar\u201d o sistema do Facebook que realiza o reconhecimento facial dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<h2>Marca\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica<\/h2>\n<p>Quando uma imagem \u00e9 publicada, a rede social realiza essa identifica\u00e7\u00e3o. Essa funcionalidade aparece, por exemplo, quando ela \u201csugere\u201d a marca\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio ou de amigos em fotos. Anteriormente, apenas o usu\u00e1rio realizava tal marca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, a plataforma passou a realizar esses \u201cescaneamento\u201d em toda as imagens e \u201cavisar\u201d a pessoa quando uma foto foi publicada. O argumento foi que o usu\u00e1rio tivesse maior controle sobre conte\u00fados relacionados a si circulando no site. Contudo, a implanta\u00e7\u00e3o deste recurso gerou cr\u00edticas. O Facebook reagiu e configurou a funcionalidade como uma op\u00e7\u00e3o que pode ser desativada pelo usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>O reconhecimento, mesmo com esse dispositivo de regulagem, \u00e9 feito por meio de uma tecnologia que \u201caprende\u201d como melhorar esse procedimento a medida que ela recebe mais dados ou mais fotos. Da\u00ed surgiu o questionamento de Oneil e de outros especialistas acerca de como tais imagens de 10 anos atr\u00e1s poderiam estar \u201calimentando\u201d o banco de dados do Facebook e \u201ctreinando\u201d seus sistemas.<\/p>\n<p>\u201cIsso pode acontecer. \u00c9 uma m\u00e9trica bem objetiva para os sistemas aprenderem. A grande dificuldade \u00e9 fazer padr\u00f5es universais e isso \u00e9 um padr\u00e3o objetivo, uma vez que possui anos definidos. Isso poderia ser utilizado para treinar esses sistemas\u201d, avalia o pesquisador em privacidade e professor na consultoria DataPrivacy Brasil Renato Leite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea \u00e9 usu\u00e1rio da rede social Facebook, dificilmente ainda n\u00e3o viu na sua linha do tempo alguma publica\u00e7\u00e3o de um amigo com duas fotos, uma de 2009 e outra de 2019. 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