{"id":4361,"date":"2017-12-24T17:12:20","date_gmt":"2017-12-24T17:12:20","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4361"},"modified":"2017-12-24T17:12:20","modified_gmt":"2017-12-24T17:12:20","slug":"brasil-registra-61-619-assassinatos-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/brasil-registra-61-619-assassinatos-em-2016\/","title":{"rendered":"Brasil registra 61.619 assassinatos em 2016"},"content":{"rendered":"<p>Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016, sete a cada hora, um recorde hist\u00f3rico, de acordo com dados divulgados pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica na manh\u00e3 desta segunda-feira.<\/p>\n<p>O n\u00famero de assassinatos cresceu 3,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2015 e a taxa de homic\u00eddios para cada 100 mil habitantes atingiu 29,9.<\/p>\n<p>Sergipe registrou a maior taxa de mortes violentas, com 64 para cada 100 mil habitantes, \u00e0 frente de Rio Grande do Norte, 56,9, e Alagoas, com 55,9.<\/p>\n<p>As capitais com taxas mais elevadas de assassinatos por 100 mil habitantes s\u00e3o Aracaju, com 66,7, Bel\u00e9m, 64, e Porto Alegre, 64,1.<\/p>\n<p>A ONU considera que acima de 10 mortes para cada 100 mil habitantes a viol\u00eancia \u00e9 end\u00eamica.<\/p>\n<p>O diretor do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Renato S\u00e9rgio de Lima, disse que os n\u00fameros registrados no Brasil s\u00e3o obscenos. A viol\u00eancia se alastrou para todos os estados. N\u00e3o \u00e9 exclusividade s\u00f3 de um&#8230;.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que a letalidade das pol\u00edcias nos estados aumentou 25,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2015, com 4.224 mortes em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es de policiais militares e civis.<\/p>\n<p>A maioria esmagadora das v\u00edtimas \u00e9 composta por homens (99,3%), jovens (81,8%) e negros (76,2%).<\/p>\n<p>A pol\u00edcia do estado do Rio de Janeiro \u00e9, percentualmente, a segunda que mais mata no pa\u00eds, superada apenas pela for\u00e7a policial do Amap\u00e1.<\/p>\n<p>Os policiais do Rio s\u00e3o tamb\u00e9m os que mais morrem em confrontos com criminosos: 113 desde o in\u00edcio de 2017.<\/p>\n<p>O n\u00famero de policiais mortos cresceu 17,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2015: 437 policiais militares e civis foram v\u00edtimas de homic\u00eddio em 2016.<\/p>\n<p>Os latroc\u00ednios &#8211; roubo seguido de morte &#8211; somaram 2.703 ocorr\u00eancias em 2016, uma alta de 50% sobre 2010, com maior incid\u00eancia nos estados de Goi\u00e1s, Par\u00e1 e Amap\u00e1.<\/p>\n<p>O n\u00famero de estupros cresceu 3,5%, somando 49.497 casos. Em 2016, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no pa\u00eds, totalizando 4.657 mortes, mas somente 533 casos foram classificados como feminic\u00eddio.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum divulgou, pela primeira vez, os dados sobre desaparecidos, que revelam oito desaparecimentos por hora entre 2007 e 2016 no Brasil.<\/p>\n<p>Foram registrados 693.076 boletins de ocorr\u00eancia por desaparecimento entre 2007 a 2016, com uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 190 pessoas desaparecidas nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>Apenas em 2016, foram registrados 71.796 desaparecimentos no Brasil.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo lidera as estat\u00edsticas, com 242.568 registros de desaparecimento de 2007 a 2016, seguido por Rio Grande do Sul, 91.469, e Rio de Janeiro, 58.365. Muitos estados n\u00e3o apresentaram dados completos sobre os \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>As pessoas est\u00e3o desaparecendo e n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o em cruzar os dados entre os Estados. Uma pessoa registrada como desaparecida pode aparecer em outro boletim de ocorr\u00eancia como morte decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial, mas esse dado n\u00e3o \u00e9 cruzado e n\u00e3o se chega \u00e0 conclus\u00e3o de que ela foi encontrada morta, destacou Olaya Hanashiro, consultora do F\u00f3rum.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m estava olhando para esse fen\u00f4meno para al\u00e9m do per\u00edodo da ditadura militar. E o desaparecimento n\u00e3o deixou de ocorrer no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, advertiu a consultora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016, sete a cada hora, um recorde hist\u00f3rico, de acordo com dados divulgados pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica na manh\u00e3 desta segunda-feira. O n\u00famero de assassinatos cresceu 3,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2015 e a taxa de homic\u00eddios para cada 100 mil habitantes atingiu 29,9. 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