{"id":4239,"date":"2017-12-24T16:29:49","date_gmt":"2017-12-24T16:29:49","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4239"},"modified":"2017-12-24T16:29:49","modified_gmt":"2017-12-24T16:29:49","slug":"pesquisa-do-governo-indica-que-67-da-malha-rodoviaria-tem-boas-condicoes-de-uso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/pesquisa-do-governo-indica-que-67-da-malha-rodoviaria-tem-boas-condicoes-de-uso\/","title":{"rendered":"Pesquisa do governo indica que 67% da malha rodovi\u00e1ria t\u00eam boas condi\u00e7\u00f5es de uso"},"content":{"rendered":"<p>O governo federal criou uma forma de monitorar a situa\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o das rodovias sob sua administra\u00e7\u00e3o. Segundo o Indicador de Qualidade das Rodovias Federais (ICM), 67% da malha est\u00e3o em boas condi\u00e7\u00f5es. Do restante, 20% est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o regular, 7% em situa\u00e7\u00e3o ruim e 5% em estado p\u00e9ssimo. O resultado \u00e9 relativo ao quadro geral das rodovias no primeiro semestre de 2017.<\/p>\n<p>Essa foi a primeira edi\u00e7\u00e3o da pesquisa, realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A segunda est\u00e1 prevista para o in\u00edcio de 2018. A expectativa \u00e9 que, a partir do ano que vem, as edi\u00e7\u00f5es passem a ser produzidas trimestralmente.<\/p>\n<p>O levantamento foi elaborado por uma equipe de 80 engenheiros, divididos em 35 equipes. Foram analisados os 52 mil quil\u00f4metros que comp\u00f5em a malha vi\u00e1ria federal. N\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas as estradas estaduais e as rodovias federais concedidas a outros entes p\u00fablicos ou privados para explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores verificaram as condi\u00e7\u00f5es do pavimento, identificando falhas como buracos, trincamentos, remendos, sinaliza\u00e7\u00e3o e ro\u00e7ada (altura da vegeta\u00e7\u00e3o). As vias consideradas \u201cboas\u201d precisam apenas de manuten\u00e7\u00e3o rotineira. As \u201cregulares\u201d demandam conserva\u00e7\u00e3o leve, enquanto as \u201cruins\u201d e p\u00e9ssimas necessitam de ajustes pesados.<\/p>\n<p>Manuten\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o de rodovias federais, quando n\u00e3o est\u00e3o sob concess\u00e3o, \u00e9 feita por meio de empresas contratadas pelo governo federal. De acordo com o DNIT, atualmente s\u00e3o 281 contratos de conserva\u00e7\u00e3o (reparos mais pontuais, como tapar buracos), 113 de restaura\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o (restaura\u00e7\u00e3o inicial maior com manuten\u00e7\u00e3o posterior) e nove de restaura\u00e7\u00e3o (manuten\u00e7\u00e3o mais pesada).<\/p>\n<p>Dos 52 mil quil\u00f4metros de rodovias federais analisados, 4,8 mil n\u00e3o est\u00e3o cobertos por contratos de manuten\u00e7\u00e3o. Nesse total est\u00e3o vias e trechos em boas e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es. O DNIT n\u00e3o soube informar quantos trechos considerados ruins ou p\u00e9ssimos est\u00e3o sem servi\u00e7o de manuten\u00e7\u00e3o contratada.<\/p>\n<p>Para Rodrigo Portal, coordenador de Programa\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os do \u00f3rg\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o de investimentos t\u00eam limitado a garantia da conserva\u00e7\u00e3o de parte dos trechos. \u201cComo estamos com restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, temos de diminuir as obras. N\u00e3o \u00e9 por falta de contrato, mas de or\u00e7amento. \u00c0s vezes ficamos de m\u00e3os atadas\u201d, afirmou.<br \/>\nMovimento nas estradas<\/p>\n<p>Amap\u00e1, Bahia, Roraima, Distrito Federal e Piau\u00ed s\u00e3o os estados com rodovias federais em melhores condi\u00e7\u00f5esArquivo\/Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Estados<\/p>\n<p>Os estados coms rodovias federais em melhores condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o Amap\u00e1 (98% em bom estado), Bahia (82%), Roraima (82%), Distrito Federal (85%) e Piau\u00ed (83%). Em pior situa\u00e7\u00e3o est\u00e3o Acre (32%), S\u00e3o Paulo (43%), Mato Grosso do Sul (53%), Sergipe (56%) e Cear\u00e1 (56%).<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a entre estados n\u00e3o significa desempenho dos governos estaduais, uma vez que a responsabilidade pela conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 do governo federal. O \u00edndice de todos os estados est\u00e1 dispon\u00edvel no site do DNIT. O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m disponibiliza um mapa georreferenciado para os motoristas que desejem saber a situa\u00e7\u00e3o de alguma rodovia.<\/p>\n<p>Rodrigo Portal informou que \u00e9 preciso considerar nos dados por estado a diferen\u00e7a no n\u00famero de quil\u00f4metros de rodovias em cada unidade da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Amap\u00e1 est\u00e1 na frente, mas grande parte da malha deles n\u00e3o \u00e9 pavimentada. S\u00e3o paulo tem pouco mais de 100 km e, se tiver um trecho, o ICM vai l\u00e1 para baixo. Estados maiores, como Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apesar de estarem na frente, a extens\u00e3o de trechos com problema \u00e9 maior do que a de S\u00e3o Paulo\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Armando Cardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal criou uma forma de monitorar a situa\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o das rodovias sob sua administra\u00e7\u00e3o. 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