{"id":4231,"date":"2017-12-24T16:27:01","date_gmt":"2017-12-24T16:27:01","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=4231"},"modified":"2017-12-24T16:27:01","modified_gmt":"2017-12-24T16:27:01","slug":"secretaria-mapeia-participacao-de-traficantes-em-ataques-a-terreiros-no-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/secretaria-mapeia-participacao-de-traficantes-em-ataques-a-terreiros-no-rj\/","title":{"rendered":"Secretaria mapeia participa\u00e7\u00e3o de traficantes em ataques a terreiros no RJ"},"content":{"rendered":"<p>Do total de casos de intoler\u00e2ncia religiosa contra templos de matriz africana ocorridos no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2017, 10% t\u00eam como respons\u00e1veis traficantes de drogas. Os dados foram compilados pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Pol\u00edticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI). O caso mais recente ocorreu esta semana em Itagua\u00ed, Baixada Fluminense, quando a dona de um terreiro, que n\u00e3o quis se identificar, recebeu prazo de tr\u00eas dias para retirar todos os artefatos religiosos do templo, sob amea\u00e7a de o local ser invadido e as pe\u00e7as quebradas. Amea\u00e7as do mesmo teor foram feitas a outros centros de umbanda e candombl\u00e9.<\/p>\n<p>De julho at\u00e9 agora, o servi\u00e7o Disque Combate ao Preconceito recebeu 41 den\u00fancias de casos de intoler\u00e2ncia religiosa no estado, das quais 10% tiveram relatos de participa\u00e7\u00e3o de traficantes de drogas. Uma das dificuldades em se conseguir uma estat\u00edstica mais precisa \u00e9 que as pessoas tem medo de oficializar uma den\u00fancia e sofrer algum tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio \u00c1tila Nunes, est\u00e1 come\u00e7ando a ficar \u201cbem n\u00edtido que isso \u00e9 um modus operandi dessa parceria do mal entre traficantes e segmentos fan\u00e1ticos religiosos. Est\u00e3o demonstrando que o caso \u00e9 muito s\u00e9rio. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais em um munic\u00edpio espec\u00edfico, mas j\u00e1 s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que extrapolam determinada cidade\u201d.<\/p>\n<p>Nunes informou que casos similares na regi\u00e3o foram relatados \u00e0 secretaria, mas n\u00e3o tiveram atendimento direto e, por isso, n\u00e3o foram inclu\u00eddos na estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Armas<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio, os casos de intoler\u00e2ncia chegaram a um novo patamar por envolver o crime organizado. Porque n\u00e3o estamos falando apenas de fan\u00e1ticos religiosos, mas de fan\u00e1ticos religiosos armados em regi\u00f5es onde a pr\u00f3pria seguran\u00e7a p\u00fablica j\u00e1 tem uma dificuldade natural para agir\u201d, apontou. O desafio, segundo ele, \u00e9 como garantir a seguran\u00e7a de forma permanente nesses templos, uma vez que \u00e9 dif\u00edcil manter um policiamento 24 horas por dia nesses locais. H\u00e1 um receio n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a dos donos dos terreiros, mas tamb\u00e9m das pessoas que frequentam os locais. Por isso, Nunes disse que muitos dirigentes de terreiros acabam decidindo fechar as portas.<\/p>\n<p>As den\u00fancias de viol\u00eancia praticada por extremistas religiosos s\u00e3o encaminhadas pela SEDHMI \u00e0s delegacias policiais, onde s\u00e3o registradas para que seja encaminhada a investiga\u00e7\u00e3o. A secretaria informou que na \u00faltima sexta-feira (6), o centro esp\u00edrita de Ile Oya, localizado em S\u00e3o Gon\u00e7alo, regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, foi invadido. Mais de 50 imagens foram destru\u00eddas. O caso foi registrado na Delegacia de Itabora\u00ed.<\/p>\n<p>\u201cPorque mais do que uma viol\u00eancia contra um terreiro, um dirigente, um fiel, a gente est\u00e1 falando agora de seguran\u00e7a p\u00fablica e, nesse sentido, quem tem mais condi\u00e7\u00f5es de agir na ponta \u00e9 a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, atrav\u00e9s da Pol\u00edcia Civil, com investiga\u00e7\u00e3o e, se for necess\u00e1rio, a Pol\u00edcia Militar, para fazer uma a\u00e7\u00e3o mais pontual\u201d, afirmou \u00c1tila Nunes.<\/p>\n<p>A grande dificuldade, relatou o secret\u00e1rio, \u00e9 que a maioria dos amea\u00e7ados hesita em oficializar a den\u00fancia, com medo de repres\u00e1lias. As den\u00fancias podem ser feitas por meio do servi\u00e7o Disque Combate ao Preconceito, no telefone (021) 2334-9551. O canal funciona de segunda a sexta-feira, das 10h \u00e0s 16h.<\/p>\n<p>F\u00f3rum<\/p>\n<p>O ataque por traficantes a templos de religi\u00f5es de matriz africana ser\u00e1 discutido no pr\u00f3ximo dia 19, durante o 1\u00ba F\u00f3rum Igua\u00e7uano de Combate a Intoler\u00e2ncia Religiosa, que ocorrer\u00e1 em Nova Igua\u00e7u, Baixada Fluminense. A regi\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 30% das den\u00fancias recebidas pela secretaria. O evento \u00e9 resultado do trabalho da Comiss\u00e3o Mista da Baixada Fluminense Contra a Intoler\u00e2ncia Religiosa, criada ap\u00f3s encontro de lideran\u00e7as religiosas com o secret\u00e1rio \u00c1tila Nunes.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que a gente possa envolver cada vez mais tamb\u00e9m autoridades locais, porque o grande problema \u00e9 a subnotifica\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 conseguir\u00e1 ser resolvida com envolvimento da sociedade\u201d, disse o secret\u00e1rio. Na avalia\u00e7\u00e3o de Nunes, quando houver uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a da sociedade para resolu\u00e7\u00e3o do problema, as pessoas se sentir\u00e3o mais seguras para fazer qualquer tipo de den\u00fancia.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Amanda Cieglinski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do total de casos de intoler\u00e2ncia religiosa contra templos de matriz africana ocorridos no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2017, 10% t\u00eam como respons\u00e1veis traficantes de drogas. Os dados foram compilados pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Pol\u00edticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI). 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