{"id":40765,"date":"2018-10-04T22:41:07","date_gmt":"2018-10-04T22:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=40765"},"modified":"2018-10-04T22:45:46","modified_gmt":"2018-10-04T22:45:46","slug":"haddad-e-candidato-do-pt-com-menor-apoio-no-nordeste-desde-2002apontam-pesquisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/haddad-e-candidato-do-pt-com-menor-apoio-no-nordeste-desde-2002apontam-pesquisas\/","title":{"rendered":"Haddad \u00e9 candidato do PT com menor apoio no Nordeste desde 2002,apontam pesquisas"},"content":{"rendered":"<p>Candidato do PT nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, Ferando Haddad teve um crescimento mete\u00f3rico no Nordeste, importante base eleitoral de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em pouco mais de um m\u00eas, o ex-prefeito de S\u00e3o Paulo passou de 5% para 38% da inten\u00e7\u00e3o de voto na regi\u00e3o, segundo o Datafolha.<\/p>\n<p>Mas as pesquisas dessa semana apontam que o crescimento de Haddad no Nordeste arrefeceu. Em vez de continuar subindo, o candidato oscilou negativamente para 36%, mostra o Datafolha divulgado nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Em votos v\u00e1lidos (que s\u00e3o os considerados no resultado do pleito, excluindo-se brancos e nulos), s\u00e3o 43%. \u00c9 o menor apoio a um candidato do PT no Nordeste no primeiro turno, desde 2002, segundo levantamento da BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Em 2014, na reelei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff, a petista teve 60% dos votos v\u00e1lidos na regi\u00e3o. Em 2010, 62%. Na reelei\u00e7\u00e3o de A inten\u00e7\u00e3o de voto em Haddad no Nordeste \u00e9 menor at\u00e9 que a registrada por Lula em sua primeira elei\u00e7\u00e3o, em 2002: 46%. Naquele ano, o mapa eleitoral do Brasil ainda n\u00e3o estava t\u00e3o dividido, com a vota\u00e7\u00e3o de Lula ficando na casa dos 40% em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 1998 o apoio a um presidenci\u00e1vel do PT no Nordeste em primeiro turno foi mais baixo. Na disputa contra Fernando Henrique Cardoso, Lula teve 32% dos votos v\u00e1lidos na regi\u00e3o. O opositor se reelegeu em primeiro turno.<\/p>\n<p>Assim, se os n\u00fameros das pesquisas do come\u00e7o dessa semana se confirmarem nas urnas, a taxa de apoio ao PT no Nordeste pode retornar para os patamares anteriores aos governos petistas. Para reverter esse quadro, Haddad teria de subir mais de 15 pontos na regi\u00e3o em apenas tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento das dificuldades do PT, inclusive no Nordeste, onde historicamente os candidatos lulistas t\u00eam maior apoio, tem a ver com rejei\u00e7\u00e3o elevada ao governo Dilma Rousseff e ao pr\u00f3prio PT. Seja na quest\u00e3o econ\u00f4mica, seja com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o cientista pol\u00edtico Rafael Cortez, da Tend\u00eancias Consultoria.<\/p>\n<p>Ainda assim, os 36% de inten\u00e7\u00e3o de voto no Nordeste fazem Haddad liderar com folga na regi\u00e3o. Enquanto o petista oscilou dois pontos para baixo no Nordeste, seu advers\u00e1rio mais pr\u00f3ximo,Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos e chegou a 20%. Ciro Gomes (PDT), em terceiro lugar na regi\u00e3o, caiu tr\u00eas e tem 14%.<\/p>\n<p>Dessa forma, mesmo com uma poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o de votos, o candidato do PT ainda deve ser o mais votado no primeiro turno na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A BBC News Brasil analisou os dados das pesquisas divulgadas esta semana e mostra abaixo esse e outros destaques.<\/p>\n<h3>1) Haddad tem baixo apoio no Nordeste se comparado com Lula e Dilma<\/h3>\n<p>Em agosto, antes da candidatura de Lula ser barrada pela Lei da Ficha Limpa, o ex-presidente tinha 71% dos votos v\u00e1lidos no Nordeste, segundo pesquisa Ibope da \u00e9poca. Era um patamar mais alto do que qualquer candidato petista j\u00e1 registrou na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>De olho nesse apoio, o PT investiu no discurso de que &#8220;Lula \u00e9 Haddad, Haddad \u00e9 Lula&#8221;, para transferir os votos de um para outro. Mas essa campanha pode ter chegado a um limite.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da oscila\u00e7\u00e3o negativa na pesquisa estimulada, Haddad caiu ainda mais na pesquisa espont\u00e2nea, aquela em que o entrevistador n\u00e3o mostra a lista de candidatos e espera a resposta que o eleitor tem na ponta da l\u00edngua: foi de 30% para 25%. Enquanto isso, Bolsonaro subiu de 14% para 17% na espont\u00e2nea no Nordeste.<\/p>\n<p>&#8220;O potencial de transfer\u00eancia de votos de Lula no Nordeste \u00e9 menor do que nas elei\u00e7\u00f5es anteriores. A mensagem de que &#8216;Haddad \u00e9 Lula&#8217; tem limites evidentes. Do ponto de vista da biografia, Haddad n\u00e3o poderia ser mais distinto de Lula &#8211; pelo local de nascimento, trajet\u00f3ria educacional e pol\u00edtica&#8221;, afirma Cortez.<\/p>\n<h3>2) Em todo o Brasil, Haddad fica est\u00e1vel<\/h3>\n<p>As pesquisas tamb\u00e9m indicam que a candidatura de Haddad pode ter entrado em um novo momento no Brasil todo. No resultado nacional, em cerca de um m\u00eas, o petista havia disparado de 4% para 22%, de acordo com o Ibope. J\u00e1 nas tr\u00eas pesquisas seguintes, oscilou dentro da margem de erro: 21%, 21% de novo e agora 23%.<\/p>\n<p>O Ibope traz outro indicativo de que a trajet\u00f3ria de alto crescimento de Haddad pode estar perto do limite. Uma das perguntas feitas pelo instituto \u00e9: sendo Haddad o candidato apoiado por Lula, voc\u00ea votaria nele?<\/p>\n<p>Em 25 de setembro, 26% diziam que votariam com certeza em Haddad. Eram 4 pontos a mais do que a inten\u00e7\u00e3o de voto no candidato, o que apontava que ele tinha mais alguns pontos para subir sem muita dificuldade. Mas na pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, esse percentual caiu de 26% para 22%. O novo n\u00famero \u00e9 praticamente equivalente \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de voto atual do candidato.<\/p>\n<p>&#8220;Esse quadro de estagna\u00e7\u00e3o do Haddad mostra um poss\u00edvel teto tanto da transfer\u00eancia de votos de Lula, como da pr\u00f3pria express\u00e3o pol\u00edtica de Haddad&#8221;, avalia a cientista pol\u00edtica Magna In\u00e1cio, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>A principal explica\u00e7\u00e3o, diz Magna, \u00e9 que &#8220;Haddad herdou parte dos votos do Lula, mas herdou tamb\u00e9m a rejei\u00e7\u00e3o e o antipetismo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Certamente, Haddad n\u00e3o chegaria aos mesmos patamares de Lula. Mas havia uma expectativa de que pudesse aglutinar mais a esquerda e crescer. O pr\u00f3prio PT esperava que, nessa semana, Haddad viesse a crescer e superar Bolsonaro. A estagna\u00e7\u00e3o de Haddad mostra a dificuldade da campanha petista de lidar com a radicaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 direita, que aumenta o antipetismo&#8221;, completa.<\/p>\n<h3>2) Bolsonaro cresce no Nordeste e entre eleitores de baixa renda<\/h3>\n<p>At\u00e9 a semana passada, o perfil de eleitores de Bolsonaro e Haddad era oposto: enquanto Bolsonaro liderava com folga entre quem tinha maior renda, maior escolaridade e nas regi\u00f5es Sudeste e Sul, Haddad subia cada vez mais entre os mais pobres, de baixa escolaridade e no Nordeste. Pesquisa ap\u00f3s pesquisa, essa diferen\u00e7a aumentava.<\/p>\n<p>J\u00e1 essa semana, algo mudou nessa equa\u00e7\u00e3o. Bolsonaro continuou crescendo no seu principal perfil de eleitor, mas tamb\u00e9m avan\u00e7ou muito nos grupos onde Haddad se sai melhor.<\/p>\n<p>No Datafolha divulgado na ter\u00e7a-feira, Bolsonaro cresceu 9 pontos no Sul, enquanto Haddad oscilou um ponto para baixo. J\u00e1 no Nordeste, Bolsonaro cresceu 4 pontos e Haddad desceu 2.<\/p>\n<p>Entre os mais ricos, Bolsonaro cresceu 7 pontos e Haddad perdeu 4. Entre os mais pobres, Bolsonaro subiu tr\u00eas e Haddad n\u00e3o saiu do lugar.<\/p>\n<p>&#8220;O que vimos nas \u00faltimas pesquisas \u00e9 que h\u00e1 um aumento de rejei\u00e7\u00e3o nesses segmentos ao Haddad. Isso pode significar um deslocamento desse eleitor, que passa a ficar mais dispon\u00edvel \u00e0 campanha de Bolsonaro&#8221;, afirma Magna In\u00e1cio, da UFMG.<\/p>\n<p>&#8220;Essa elei\u00e7\u00e3o \u00e9 muito at\u00edpica e o eleitor vai se movimentar at\u00e9 o dia da elei\u00e7\u00e3o. Como em 2014, quando mais de um quinto dos eleitores definiram a escolha para presidente nos \u00faltimos dias antes da elei\u00e7\u00e3o&#8221;, lembra Magna.<\/p>\n<h3>3) Um ter\u00e7o dos eleitores n\u00e3o cita nenhum candidato na pesquisa espont\u00e2nea<\/h3>\n<p>Em quem voc\u00ea pretende votar para presidente? Diante dessa pergunta, um ter\u00e7o dos brasileiros ainda n\u00e3o tem um nome para apontar, mesmo faltando menos de uma semana para as elei\u00e7\u00f5es. Segundo a pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, 14% dizem que votam branco ou nulo e outros 19% n\u00e3o sabem, totalizando 33%.<\/p>\n<p>Essa pergunta \u00e9 a primeira a ser feita por Ibope e Datafolha. J\u00e1 em seguida, os entrevistadores dos institutos repetem a quest\u00e3o, apresentando um cart\u00e3o com o nome dos candidatos. Confrontados com o card\u00e1pio eleitoral, o n\u00famero de eleitores sem candidato cai para 17%.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre as perguntas \u00e9 que a primeira capta o desejo espont\u00e2neo do eleitor. Por isso, \u00e9 um term\u00f4metro de qu\u00e3o certo ele est\u00e1 do seu voto. O fato de haver um ter\u00e7o de entrevistados que n\u00e3o citam ningu\u00e9m aponta que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para mudan\u00e7as de \u00faltima hora.<\/p>\n<p>O percentual de pessoas que n\u00e3o cita ningu\u00e9m \u00e9 maior entre grupos em que o PT tradicionalmente vai melhor: 41% entre mais pobres, 40% entre menos escolarizados, 38% na periferia. Tamb\u00e9m \u00e9 maior entre as mulheres: 39%. Os \u00faltimos dias de campanha ser\u00e3o cruciais para esses grupos definirem seus votos.<\/p>\n<p>&#8220;O eleitor ainda est\u00e1 observando o cen\u00e1rio eleitoral. Essa semana, a gente come\u00e7a a ter as \u00faltimas defini\u00e7\u00f5es de voto&#8221;, afirma Magna In\u00e1cio. Segundo a cientista pol\u00edtica, outro fator para somar a essa balan\u00e7a \u00e9 o alto n\u00famero de eleitores de candidaturas menos competitivas, como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), que dizem que podem mudar de voto.<\/p>\n<p>&#8220;Em conjunto, esses dois fatores podem gerar uma volatilidade na reta final das elei\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o \u00e9 uma volatividade que tende a migrar de polos &#8211; ou seja, o eleitor n\u00e3o vai saltar de Bolsonaro para Haddad&#8221;, completa.<\/p>\n<h3>4) Defini\u00e7\u00e3o no primeiro turno depende de uma s\u00e9rie de fatores<\/h3>\n<p>Segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem, Bolsonaro tem 38% das inten\u00e7\u00f5es de voto. \u00c9 um percentual ainda distante do necess\u00e1rio para uma vit\u00f3ria no primeiro turno &#8211; 50% mais um. Al\u00e9m disso, \u00e9 um patamar inferior ao registrado pelos candidatosqque ocupavam a primeira coloca\u00e7\u00e3o em elei\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>Assim, uma vit\u00f3ria em primeiro turno \u00e9, nesse momento, improv\u00e1vel. Uma s\u00e9rie de fatores teriam de mudar at\u00e9 domingo para haver essa defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, Bolsonaro teria de crescer mais. Al\u00e9m disso, para que a vota\u00e7\u00e3o do candidato seja mais representativa, a quantidade de votos v\u00e1lidos teria de ser menor &#8211; em outras palavras, a taxa de brancos e nulos, que s\u00e3o exclu\u00eddos dos votos v\u00e1lidos, teria de subir em rela\u00e7\u00e3o a elei\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>Outro fator que poderia interferir seria uma alta absten\u00e7\u00e3o entre eleitores que n\u00e3o votam em Bolsonaro. Isso tamb\u00e9m reduziria o total de votos necess\u00e1rios para vencer a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>5) Ciro e Alckmin mant\u00eam patamar, dificultam voto \u00fatil e brigam pelo posto de &#8216;terceira via&#8217;<\/h3>\n<p>Os candidatos do PDT e do PSDB ficaram ainda mais distantes dos dois primeiros colocados e t\u00eam hoje pouqu\u00edssima chance de chegar ao primeiro turno.<\/p>\n<p>Por outro lado, ao contr\u00e1rio de Marina Silva (Rede), Ciro e Alckmin est\u00e3o resistindo. Desde meados de setembro, eles n\u00e3o sobem, nem caem acima da margem de erro. Juntos, eles t\u00eam entre 17% e 20% das inten\u00e7\u00f5es de voto.<\/p>\n<p>Com isso, os dois est\u00e3o evitando uma subida maior de Bolsonaro e de Haddad. E, desta forma, contribuindo para levar a disputa para o segundo turno.<\/p>\n<p>De olho nisso, a campanha de Bolsonaro vem atacando Alckmin, pregando o voto \u00fatil no ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito para derrotar o PT. J\u00e1 Alckmin mant\u00e9m uma acirrada campanha contra Bolsonaro (s\u00f3 interrompida temporariamente ap\u00f3s o atentado sofrido pelo candidato do PSL), tentando evitar uma fuga ainda maior de votos.<\/p>\n<h3>6) Eleitor de Bolsonaro \u00e9 o que mais usa WhatsApp para se informar sobre pol\u00edtica<\/h3>\n<p>O Datafolha divulgado na ter\u00e7a-feira tamb\u00e9m perguntou se as pessoas usam redes sociais para ler sobre pol\u00edtica e elei\u00e7\u00f5es. O resultado comprova que os apoiadores de Bolsonaro s\u00e3o os que mais usam WhatsApp: 61%.<\/p>\n<p>O ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito conta com in\u00fameros grupos de apoiadores no app de conversas, muitas vezes sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a campanha oficial, dedicados a espalhar propaganda, coordenar a\u00e7\u00f5es, responder a cr\u00edticas e atacar advers\u00e1rios. Desde julho, a BBC News Brasil est\u00e1 acompanhando alguns desses grupos.<\/p>\n<p>Um dos maiores apoiadores de Bolsonaro, Major Ol\u00edmpio, candidato a senador por S\u00e3o Paulo, disse \u00e0 Revista Piau\u00ed que est\u00e1 em 897 grupos de WhatsApp. Acrescentou que o mesmo ocorre com Bolsonaro e seus filhos. Segundo Ol\u00edmpio, em poucos minutos, essa &#8220;rede Bolsonaro&#8221; consegue atingir 1 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>J\u00e1 do lado rival, na campanha petista, os n\u00fameros s\u00e3o bem diferentes. Apenas 38% dos apoiadores de Haddad dizem usar o WhatsApp para se informar sobre pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A greve dos caminhoneiros,em junho deste ano,j\u00e1 apontava que o Whatsapp seria extrtemamente importante nas elei\u00e7\u00f5es de 2018.&#8221;A rede social das elei\u00e7\u00f5es de 2018 vai ser o WhatsApp. Hoje, muito mais pessoas t\u00eam smartphones no Brasil do que em 2014&#8243;, avaliou Maur\u00edcio Moura, pesquisador da George Washington University, nos Estados Unidos, em entrevista para a BBC News Brasil em junho.<\/p>\n<h3>7) Brasileiros se sentem inseguros e tristes<\/h3>\n<p>O Datafolha tamb\u00e9m perguntou qual \u00e9 o sentimento dos eleitores em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil. O resultado \u00e9 uma nuvem pairando sobre o pa\u00eds: 88% est\u00e3o inseguros, 79% est\u00e3o tristes, 68% est\u00e3o com raiva.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o me lembro de outro momento com tanto desencanto. Nem no auge da infla\u00e7\u00e3o, quando as pessoas tamb\u00e9m estavam temerosas com rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Mas seria surpreendente se fosse diferente. Com uma crise econ\u00f4mica desse tamanho, uma crise pol\u00edtica que se arrasta desde 2014, problemas de seguran\u00e7a agravados&#8230;&#8221;, avalia Maria Herminia Tavares, professora de ci\u00eancia pol\u00edtica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Com\u00a0 Ag\u00eancia de Not\u00edcias\/BBC News\/Not\u00edcias Ao Minuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Candidato do PT nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, Ferando Haddad teve um crescimento mete\u00f3rico no Nordeste, importante base eleitoral de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em pouco mais de um m\u00eas, o ex-prefeito de S\u00e3o Paulo passou de 5% para 38% da inten\u00e7\u00e3o de voto na regi\u00e3o, segundo o Datafolha. 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