{"id":40443,"date":"2018-09-25T01:12:27","date_gmt":"2018-09-25T01:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=40443"},"modified":"2018-09-25T01:43:06","modified_gmt":"2018-09-25T01:43:06","slug":"teste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/teste\/","title":{"rendered":"Quadrilha distribuiu mais de 350 mil diplomas escolares falsos"},"content":{"rendered":"<p>A Delegacia de Defrauda\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Civil do Rio fez hoje (24) uma megaopera\u00e7\u00e3o de combate \u00e0 emiss\u00e3o de diplomas escolares falsos, entregues a pessoas que n\u00e3o conclu\u00edram os estudos. Os supostos formandos tiveram at\u00e9 os nomes publicados em\u00a0<em>Di\u00e1rio Oficial<\/em>. A Pol\u00edcia Civil calcula que nos \u00faltimos cinco anos, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 700 milh\u00f5es, com a emiss\u00e3o de 350 mil diplomas. Foram aproximadamente R$ 140 milh\u00f5es e 70 mil certificados por ano letivo.<\/p>\n<p>Mais de 110 policiais civis cumpriram mandados de busca e apreens\u00e3o em escolas e resid\u00eancias de donos, diretores e funcion\u00e1rios de col\u00e9gios no centro e nas zonas sul, norte e oeste da capital, al\u00e9m das cidades de Duque de Caxias, Belford Roxo e Nil\u00f3polis, na Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>Entre os alvos da primeira fase da Opera\u00e7\u00e3o Nota Zero est\u00e3o um oficial da Pol\u00edcia Militar reformado, que consta como s\u00f3cio e diretor de um dos col\u00e9gios investigados e j\u00e1 tem oito anota\u00e7\u00f5es criminais, inclusive por associa\u00e7\u00e3o criminosa e falsidade ideol\u00f3gica, e um ex-conselheiro do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, que, al\u00e9m de dono de uma das escolas, participava das vota\u00e7\u00f5es que autorizavam ou n\u00e3o o funcionamento de unidades de ensino no estado do Rio. Este, inclusive, ainda ocupava o cargo de conselheiro quando seu col\u00e9gio, mesmo em meio a den\u00fancias de fraude na emiss\u00e3o de documentos, teve o credenciamento renovado.<\/p>\n<p>Ao todo, est\u00e3o sendo investigadas 11 escolas particulares, que participam de um grande esquema de fornecimento de hist\u00f3ricos escolares e certificados fraudulentos de conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio em cursos \u00e0 dist\u00e2ncia, principalmente no sistema de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA). Esses documentos est\u00e3o sendo usados em tentativas de ingresso em universidades, concursos p\u00fablicos e empregos em diferentes partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A den\u00fancia, que desencadeou a opera\u00e7\u00e3o, partiu da Diretoria de Inspe\u00e7\u00e3o Escolar, Certifica\u00e7\u00e3o e Acervo da Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda segundo a Pol\u00edcia Civil, os ind\u00edcios apontam que algumas dessas unidades escolares sequer funcionam de fato. S\u00e3o escolas de fachada, montadas com o \u00fanico objetivo de obter vantagem financeira. Muitas n\u00e3o t\u00eam professores e nem salas de aula. Uma delas, por exemplo, tem capacidade m\u00e1xima para atender 100 alunos, mas possui mais de 5 mil matriculados.<\/p>\n<p>De acordo com a titular da Delegacia de Defrauda\u00e7\u00f5es, Patr\u00edcia Aguiar, essas escolas est\u00e3o proibidas de emitir certificados fora do estado do Rio. \u201cPor determina\u00e7\u00e3o da Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, o curso a dist\u00e2ncia precisa ter 20% de aulas presenciais. Ficou comprovado que essas institui\u00e7\u00f5es de ensino sequer t\u00eam capacidade f\u00edsica para isso\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtGeral\">F\u00e1bio Massalli<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Delegacia de Defrauda\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Civil do Rio fez hoje (24) uma megaopera\u00e7\u00e3o de combate \u00e0 emiss\u00e3o de diplomas escolares falsos, entregues a pessoas que n\u00e3o conclu\u00edram os estudos. Os supostos formandos tiveram at\u00e9 os nomes publicados em\u00a0Di\u00e1rio Oficial. 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