{"id":39971,"date":"2018-08-30T03:34:52","date_gmt":"2018-08-30T03:34:52","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=39971"},"modified":"2018-08-30T03:34:52","modified_gmt":"2018-08-30T03:34:52","slug":"iniciativa-prepara-refugiadas-para-o-mercado-de-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/iniciativa-prepara-refugiadas-para-o-mercado-de-trabalho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Iniciativa prepara refugiadas para o mercado de trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O programa Empoderando Refugiadas come\u00e7ou\u00a0hoje\u00a0(29) mais uma s\u00e9rie de\u00a0<em>workshops<\/em>para preparar mulheres vindas de diversos pa\u00edses para o mercado de trabalho brasileiro. As estrangeiras ter\u00e3o quatro encontros assuntos que v\u00e3o desde a elabora\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo at\u00e9 no\u00e7\u00f5es de empreendedorismo, passando por educa\u00e7\u00e3o financeira e especificidades da cultura brasileira.<\/p>\n<p>\u201cEntre os\u00a0<em>workshops<\/em>, para n\u00e3o se perder esse v\u00ednculo, tem sess\u00f5es presenciais de\u00a0<em>coaching<\/em>, para trabalhar a parte profissional e tamb\u00e9m emocional delas\u201d, acrescenta a assessora de direitos humanos da Rede Brasil do Pacto Global, Gabriela Almeida. A rede, que re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e grandes empresas, \u00e9 respons\u00e1vel pelo programa, em conjunto com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a partir da Ag\u00eancia para Refugiados (Acnur) e a Igualdade de G\u00eanero e o Empoderamento das Mulheres (ONU \u2013 Mulheres).<\/p>\n<p>Nas duas edi\u00e7\u00f5es anteriores, das 20 refugiadas que conseguiram acompanhar todo o programa, 18 conseguiram se inserir no mercado de trabalho, segundo Gabriela. A inser\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>coachings<\/em>, que fazem sess\u00f5es de aconselhamento com as participantes, \u00e9 uma tentativa de contornar os obst\u00e1culos que as mulheres enfrentam enquanto participam do programa. \u201cA vida para as participantes do projeto \u00e9 mais complicada. Voc\u00ea tem a fam\u00edlia, tem filhos e algo acontece no meio desse caminho que n\u00e3o d\u00e1 para elas continuarem em todos os\u00a0<em>workshops<\/em>\u201d, ressaltou.<\/p>\n<h2>Adapta\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>As participantes t\u00eam diversos perfis. A maioria veio da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, da S\u00edria ou da Venezuela. Algumas chegaram h\u00e1 poucos meses, outras j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 alguns anos no Brasil. A venezuelana Gabriela, de 31 anos, chegou em S\u00e3o Paulo h\u00e1 tr\u00eas meses. Antes, havia passado outros tr\u00eas meses em Roraima, onde cruzou a fronteira devido \u00e0 crise na terra\u00a0natal. \u201cN\u00e3o tem comida, n\u00e3o tem rem\u00e9dios\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Cadeirante, ela foi \u00e0 oficina acompanhada da m\u00e3e. As duas est\u00e3o morando em uma casa no Butant\u00e3, zona oeste paulistana. Na semana que vem, Gabriela vai come\u00e7ar a trabalhar como assistente administrativa. Ela disse que procurou o programa para facilitar a integra\u00e7\u00e3o na cultura brasileira. \u201cPara se adaptar, essas coisas\u201d, resume, um pouco t\u00edmida.<\/p>\n<p>Nem sempre \u00e9 simples para as estrangeiras conseguirem uma vaga em um emprego semelhante ao do pa\u00eds de origem, como explica Gabriela Almeida. \u201cPor causa dessa complica\u00e7\u00e3o do Brasil de revalida\u00e7\u00e3o de diploma, o processo para voc\u00ea entrar em uma vaga espec\u00edfica com o que voc\u00ea j\u00e1 trabalha no pa\u00eds de origem \u00e9 mais complicado. Mas a gente tenta encaminhar para o perfil da pessoa\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>A inciativa tenta tamb\u00e9m abrir as portas para aquelas que buscam trabalhar por conta pr\u00f3pria. \u201cTem algumas que j\u00e1 t\u00eam esse desejo de serem empreendedoras, mas para elas \u00e9 muito v\u00e1lido passar por esse processo para elas saberem das normas e como atuar no Brasil. Quais s\u00e3o os seus direitos de mulher, de empreendedora e de colaborador a de uma empresa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h2>Especialmente vulner\u00e1veis<\/h2>\n<p>A proposta de tratar somente de mulheres vem da percep\u00e7\u00e3o de que esse grupo tem vulnerabilidades espec\u00edficas que merecem aten\u00e7\u00e3o especial. \u201cA gente sabe que, embora no Brasil as mulheres n\u00e3o sejam a maioria dos refugiados, elas enfrentam dificuldades grandes sobretudo nessa \u00e1rea de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, destaca a assistente de solu\u00e7\u00f5es duradouras da Acnur, Camila Sombra.<\/p>\n<p>Alguns desses obst\u00e1culos est\u00e3o relacionados, segundo Camila, ao fato de essas mulheres estarem sozinhas com os filhos, sem uma rede de apoio no novo pa\u00eds. \u201cElas, com filhos, \u00e0s vezes n\u00e3o t\u00eam outra pessoa da fam\u00edlia que possa ajudar aqui na vida no Brasil. Isso \u00e9 um fato que torna mais dif\u00edcil a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, ressalta.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtDireitos_humanos\">Sabrina Craide<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa Empoderando Refugiadas come\u00e7ou\u00a0hoje\u00a0(29) mais uma s\u00e9rie de\u00a0workshopspara preparar mulheres vindas de diversos pa\u00edses para o mercado de trabalho brasileiro. 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