{"id":39811,"date":"2018-08-23T12:40:58","date_gmt":"2018-08-23T12:40:58","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=39811"},"modified":"2018-08-23T12:40:58","modified_gmt":"2018-08-23T12:40:58","slug":"venezuelanos-sonho-e-determinacao-se-sobrepoem-ao-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/venezuelanos-sonho-e-determinacao-se-sobrepoem-ao-medo\/","title":{"rendered":"Venezuelanos: sonho e determina\u00e7\u00e3o se sobrep\u00f5em ao medo"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com a apreens\u00e3o causada pelos conflitos entre brasileiros e venezuelanos h\u00e1 cinco dias, ainda h\u00e1 imigrantes que apostam no Brasil para fugir da crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica e melhorar de vida. Na estrada que liga Pacaraima (RR) a Boa Visita, um grupo de cinco jovens venezuelanos est\u00e1 h\u00e1 quase uma semana caminhando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 capital de Roraima.<\/p>\n<p>Mais de 200 quil\u00f4metros separam a capital da cidade de Pacaraima. Com pouqu\u00edssimos objetos pessoais, o grupo anda apressadamente, na contram\u00e3o da pista sem acostamento. O cansa\u00e7o e a express\u00e3o de fome s\u00e3o vis\u00edveis.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/th8LWcawZ8mMTHpO96CStKrgtAg=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/mcmgo_abr_2208183900.jpg?itok=QoO-1lRL\" alt=\"Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a p\u00e9 o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista.\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a p\u00e9 o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista\u00a0<strong>(Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O grupo contou que a dificuldade do percurso da Venezuela at\u00e9 o Brasil foi amenizada com caronas, doa\u00e7\u00f5es de alimentos e alojamento oferecido por comunidades ind\u00edgenas situadas ao longo do caminho.<\/p>\n<p>Os jovens passaram por Pacaraima, depois dos conflitos, e disseram que n\u00e3o desviaram a aten\u00e7\u00e3o nem desistiram do objetivo de chegar a Boa Vista. \u00a0\u201cN\u00e3o podemos voltar, estamos migrando porque l\u00e1 [na Venezuela] n\u00e3o tem nada. Aqui \u00e9 a \u00fanica maneira que temos de conseguir a comida para os filhos\u201d, relatou Julio Cezar Astudillo.<\/p>\n<p><strong>Fome<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMinha fam\u00edlia estava passando fome. Na Venezuela se passa muita necessidade, n\u00e3o h\u00e1 trabalho e quando tem n\u00e3o d\u00e1 para comprar um frango. Um sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00e1 n\u00e3o d\u00e1 para nada\u201d, disse Astudillo, ao lado da mulher.<\/p>\n<p>Visivelmente exausta e com a voz cansada, a mulher de Astudillo, Paola Enriquez, de 19 anos, confessa que teme n\u00e3o conseguir chegar onde deseja. O casal deixou os tr\u00eas filhos na Venezuela com as av\u00f3s.<\/p>\n<p>Jesus Gualdron, 28 anos, contou que o mais dif\u00edcil do trajeto \u00e9 conseguir carona e comida. \u00a0Padeiro na Venezuela, ele disse que tem esperan\u00e7a de encontrar emprego no \u00a0Brasil. Segurando uma caixa vazia, o venezuelano afirmou que guarda o objeto para colocar os quitutes que pretende vender quando se instalar.<\/p>\n<p>\u201cSempre confiamos em Deus e seguimos no prop\u00f3sito de chegar para conseguir um emprego e enviar comida para nossos filhos, minha esposa e nossas m\u00e3es\u201d, afirmou Gualdron.<\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"txtDireitos_humanos\">D\u00e9bora Brito e Marcelo Camargo &#8211; Enviados especiais\u00a0<span class=\"newsLocation\">\u00a0Pacaraima (RR)<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com a apreens\u00e3o causada pelos conflitos entre brasileiros e venezuelanos h\u00e1 cinco dias, ainda h\u00e1 imigrantes que apostam no Brasil para fugir da crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica e melhorar de vida. 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