{"id":3956,"date":"2017-12-24T14:50:54","date_gmt":"2017-12-24T14:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3956"},"modified":"2017-12-24T14:50:54","modified_gmt":"2017-12-24T14:50:54","slug":"fao-sugere-que-jovens-de-paises-em-desenvolvimento-nao-deixem-areas-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/fao-sugere-que-jovens-de-paises-em-desenvolvimento-nao-deixem-areas-rurais\/","title":{"rendered":"FAO sugere que jovens de pa\u00edses em desenvolvimento n\u00e3o deixem \u00e1reas rurais"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado hoje (9) pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) sugere que os jovens que vivem nas \u00e1reas rurais de pa\u00edses em desenvolvimento n\u00e3o deixem esses locais em busca de empregos nas grandes cidades e aproveitem \u201co papel fundamental\u201d que essas \u00e1reas ter\u00e3o para o crescimento econ\u00f4mico desses pa\u00edses.<\/p>\n<p>De acordo com a nova edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio anual O Estado da Alimenta\u00e7\u00e3o e da Agricultura no Mundo, \u201cos habitantes das \u00e1reas rurais que se deslocam para as cidades provavelmente correr\u00e3o um maior risco de juntarem-se \u00e0 popula\u00e7\u00e3o urbana pobre, em vez de encontrar um caminho para sair da pobreza\u201d.<\/p>\n<p>A urbaniza\u00e7\u00e3o \u2013 em especial das cidades com menos de 500 mil habitantes \u2013 representa, segundo a FAO, uma \u201coportunidade de ouro\u201d para a agricultura desenvolvida nas \u00e1reas rurais, em especial para os agricultores familiares. Para que isso aconte\u00e7a, entretanto, \u00e9 necess\u00e1rio dar a eles condi\u00e7\u00f5es para que possam dar conta da demanda que surge a partir desses mercados.<\/p>\n<p>\u201cAs pol\u00edticas e os investimentos p\u00fablicos de apoio ser\u00e3o essenciais para aproveitar a demanda urbana como motor de um crescimento transformador e equitativo, e as medidas elaboradas para garantir a participa\u00e7\u00e3o dos pequenos agricultores familiares no mercado devem estar integradas \u00e0s pol\u00edticas\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A FAO acrescenta que o investimento nas \u00e1reas rurais tamb\u00e9m ajudar\u00e1 os pa\u00edses a cumprirem a Agenda 2030 para o desenvolvimento, uma vez que a maioria das pessoas pobres ou que passam fome vivem nessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Entre os desafios previstos para aproveitar o potencial das \u00e1reas rurais, a FAO sugere tr\u00eas linhas de a\u00e7\u00e3o. A primeira est\u00e1 relacionada \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que garantam que os pequenos produtores possam satisfazer a demanda alimentar urbana \u2013 \u00e9 o caso de medidas como o fortalecimento dos direitos \u00e0 posse de terra e o acesso a cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, o estudo aponta a cria\u00e7\u00e3o de infraestrutura adequada para fazer a liga\u00e7\u00e3o das \u00e1reas rurais com os mercados urbanos. De acordo com o levantamento da FAO, \u201cem muitos pa\u00edses em desenvolvimento a falta de estradas rurais, redes el\u00e9tricas, galp\u00f5es de armazenagem e sistemas de transporte refrigerado s\u00e3o um grande obst\u00e1culo para os agricultores que desejam aproveitar a demanda urbana de frutas frescas, hortali\u00e7as, carne e produtos derivados do leite\u201d.<\/p>\n<p>A terceira a\u00e7\u00e3o consiste na inclus\u00e3o de zonas urbanas menores e dispersas nessas conex\u00f5es \u2013 n\u00e3o apenas megacidades.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a FAO, o apoio a pol\u00edticas e o investimento nas \u00e1reas rurais \u201cpara construir sistemas alimentares potentes\u201d pode ajudar tamb\u00e9m as agroind\u00fastrias que est\u00e3o bem conectadas com as \u00e1reas urbanas, de forma a criar emprego e permitir que um maior n\u00famero de pessoas permane\u00e7a e prospere no meio rural.<\/p>\n<p>Novas oportunidades econ\u00f4micas poder\u00e3o surgir tamb\u00e9m das atividades n\u00e3o agr\u00edcolas relacionadas \u00e0 agricultura. \u00c9 o caso de empresas que processam, refinam, embalam, transportam, armazenam, comercializam ou vendem alimentos; o de empresas prestadoras de servi\u00e7os como os de irriga\u00e7\u00e3o ou plantio; e tamb\u00e9m das empresas fornecedoras de insumos produtivos, como sementes, ferramentas e equipamentos, e fertilizantes.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio conclui que os centros urbanos menores representam um mercado de alimentos \u201cmuito negligenciado\u201d, quando, na verdade, \u201cmetade da popula\u00e7\u00e3o urbana de pa\u00edses em desenvolvimento vive em cidades e povoados com menos de 500 mil habitantes\u201d.<\/p>\n<p>Programas brasileiros<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio elogia programas brasileiros como os que compram a produ\u00e7\u00e3o de agricultores familiares para compor a merenda escolar oferecida pelas escolas p\u00fablicas. Sem citar nominalmente o programa de Seguro Rural, elogia tamb\u00e9m ferramentas de gerenciamento de riscos que resultam na prote\u00e7\u00e3o de ativos de produtores mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cOutras inova\u00e7\u00f5es agora amplamente aplicada incluem a liga\u00e7\u00e3o de esquemas p\u00fablicos de compras de alimentos \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o escolar. \u00c9 o caso de programas de apoio a pequenos agricultores familiares fornecedores que t\u00eam como pioneiro o Brasil. Prote\u00e7\u00e3o social e ferramentas de gerenciamento de riscos para regi\u00f5es rurais pobres, bem como para fam\u00edlias agr\u00edcolas, promovem inclus\u00e3o e transforma\u00e7\u00f5es rurais por meio da prote\u00e7\u00e3o de ativos\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em outro momento, o relat\u00f3rio diz que \u201cnos pa\u00edses onde existe um grande setor comercial, como o Brasil, as fazendas menores s\u00e3o mais produtivas que as fazendas maiores, mas n\u00e3o mais produtivas que as fazendas comerciais de grande escala\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da FAO apresentou alguns n\u00fameros que retratam a evolu\u00e7\u00e3o e a situa\u00e7\u00e3o atual da alimenta\u00e7\u00e3o e da agricultura no planeta. O documento afirma que a demanda dos mercados urbanos \u00e9 crescente e, atualmente, representa at\u00e9 70% dos abastecimentos nacionais de alimentos.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o rural do mundo em desenvolvimento aumentou em 1,5 bilh\u00e3o de pessoas entre 1960 (1,6 bilh\u00e3o de pessoas) e 2015 (3,1 bilh\u00f5es de pessoas). Atualmente as grandes cidades (de 5 a 10 milh\u00f5es de habitantes) e as megacidades (com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes) representam 20% da popula\u00e7\u00e3o urbana do planeta.<\/p>\n<p>Metade da popula\u00e7\u00e3o mundial vive, atualmente, em cidades com menos de 500 mil habitantes ou em \u00e1reas rurais que as cercam. Em n\u00edvel mundial, as zonas urbanas menores representam cerca de 60% da demanda urbana por alimentos.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio projeta que, em 2030, a maioria da popula\u00e7\u00e3o urbana mundial estar\u00e1 concentrada nas cidades com uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o superar\u00e1 1 milh\u00e3o de habitantes, e que 80% dessas pessoas viver\u00e3o em \u00e1reas urbanas com menos de 500 mil habitantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado hoje (9) pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) sugere que os jovens que vivem nas \u00e1reas rurais de pa\u00edses em desenvolvimento n\u00e3o deixem esses locais em busca de empregos nas grandes cidades e aproveitem \u201co papel fundamental\u201d que essas \u00e1reas ter\u00e3o para o crescimento econ\u00f4mico desses pa\u00edses. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1364,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3956"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3956"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3956\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3957,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3956\/revisions\/3957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}