{"id":38942,"date":"2018-07-16T19:36:52","date_gmt":"2018-07-16T19:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=38942"},"modified":"2018-07-16T19:36:52","modified_gmt":"2018-07-16T19:36:52","slug":"puxada-pelos-eua-exportacao-de-suco-de-laranja-registra-alta-de-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/puxada-pelos-eua-exportacao-de-suco-de-laranja-registra-alta-de-29\/","title":{"rendered":"Puxada pelos EUA, exporta\u00e7\u00e3o de suco de laranja registra alta de 29%"},"content":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de suco de laranja encerraram o ano safra 2017\/2018 com alta de 29%. Os dados s\u00e3o da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), compilados pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Exportadores de Sucos C\u00edtricos (CitrusBR).<\/p>\n<p>Entre os meses\u00a0de julho\u00a0de 2017 e junho de 2018, os volumes embarcados totalizaram 1.150.714 toneladas de suco de laranja concentrado<em>,\u00a0<\/em>congelado equivalente a 66 graus brix (FCOJ equivalente)\u00a0ante 894.669 mil toneladas exportadas na safra 2016\/17. A escala brix \u00e9 utilizada na ind\u00fastria de alimentos para medir a quantidade aproximada de a\u00e7\u00facares em sucos de fruta, vinhos e na ind\u00fastria de a\u00e7\u00facar. Os dados s\u00e3o convertidos a 66 graus brix para permitir a compara\u00e7\u00e3o entre produtos diferentes.<\/p>\n<p>Em faturamento, as exporta\u00e7\u00f5es somaram um total de US$ 2,107 bilh\u00f5es, crescimento de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao valor de US$ 1,62 bilh\u00e3o registrado no mesmo per\u00edodo da safra anterior. \u201cA conjuntura ajudou o setor, mas o aumento dos embarques para os EUA \u00e9 um destaque\u201d, diz o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.<\/p>\n<h2>Estados Unidos<\/h2>\n<p>Os embarques com destino aos EUA tiveram alta de 83% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. Segundo o diretor, dois fatores foram determinantes para o resultado.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro deles \u00e9 que o mercado americano sofreu com os efeitos do furac\u00e3o Irma, que prejudicou a produ\u00e7\u00e3o local. O segundo \u00e9 que na safra anterior o Brasil exportou menos em fun\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o de oferta ocasionada pela safra 2016\/17 que foi muito pequena\u201d, diz Netto.<\/p>\n<p>O volume representa o maior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Assim, os embarques para os Estados Unidos encerraram a safra em US$ 561,7 milh\u00f5es, 77% a mais do que os US$ 317,5 milh\u00f5es verificados na safra 2016\/17.<\/p>\n<p>Mas o resultado n\u00e3o deve se repetir na pr\u00f3xima safra, explica o diretor-executivo da CitrusBR. \u201cDificilmente esses dois fatores se repetem. Nesse ano j\u00e1 se sabe que \u00e9 uma safra menor que a do ano passado, j\u00e1 teremos uma disponibilidade de frutas menor, e ao mesmo tempo nada garante que os Estados Unidos v\u00e3o puxar com o mesmo volume do ano passado. Por essas raz\u00f5es n\u00e3o acreditamos que teremos o mesmo desempenho de aumento como aconteceu o ano passado\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Outros mercados<\/h2>\n<p>Os embarques para a Uni\u00e3o Europeia, principal mercado para as exporta\u00e7\u00f5es de suco de laranja brasileiro, foram de 675.070 mil toneladas, 16% acima das 579.556 mil toneladas embarcadas no mesmo per\u00edodo da safra passada. O volume financeiro reportado pela Secex apresenta alta de 18%. No per\u00edodo, o total embarcado alcan\u00e7ou US$ 1,23 bilh\u00e3o ante US$ 1,05 bilh\u00e3o na safra anterior. \u201cMas se compararmos com a safra 2015\/16 percebemos um recuo de 9,75% em volume, o que \u00e9 preocupante\u201d, diz Netto.<\/p>\n<p>O Jap\u00e3o, principal destino da \u00c1sia, manteve o crescimento nos embarques com um total de 54.635 toneladas, alta de 33% ante as 40.996 toneladas da safra anterior. O crescimento em valor foi de 52% com US$ 105,7 milh\u00f5es. A China, por sua vez, observou aumento de 33% em volume de suco exportado com 39.372 toneladas e 46% de incremento em valor, totalizando US$ 79,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Problemas do setor<\/h2>\n<p>\u201cQuanto mais longe formos na s\u00e9rie hist\u00f3rica, mais severa ser\u00e1 a queda nos volumes embarcados, o que significa que se por um lado temos que comemorar o bom desempenho do ano, n\u00e3o podemos perder de vista que muitos dos problemas estruturais que temos nesse setor ainda persistem\u201d, avalia Netto.<\/p>\n<p>Ele explica que a queda de consumo \u00e9 um desses problemas. \u201cO consumo mundial do suco de laranja caiu 18% nos \u00faltimos 14 anos, principalmente relacionado \u00e0 competi\u00e7\u00e3o com outras bebidas e tamb\u00e9m com a mudan\u00e7as de h\u00e1bito de consumo, como o caf\u00e9 da manh\u00e3, que \u00e9 a ocasi\u00e3o de consumo onde o suco de laranja est\u00e1 mais bem posicionado. O suco est\u00e1 perdendo espa\u00e7o pois a cada dia as pessoas tomam menos caf\u00e9 da manh\u00e3. Essas duas conjunturas formam um problema estrutural que \u00e9 a queda de consumo que temos que enfrentar\u201d.<\/p>\n<p>Para tentar reverter o quadro, a entidade tem feito nos \u00faltimos dos anos uma campanha no continente europeu com investimento de US$7 milh\u00f5es ao ano, diz Netto. Segundo ele, a campanha \u00e9 de reposicionamento de suco de laranja em 14 mercados da Europa e visa falar com profissionais de sa\u00fade para levar informa\u00e7\u00f5es sobre os benef\u00edcios do suco.<\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"txtEconomia\">Ludmilla Souza\u00a0&#8211;\u00a0Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil\u00a0<span class=\"newsLocation\">\u00a0S\u00e3o Paulo<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de suco de laranja encerraram o ano safra 2017\/2018 com alta de 29%. 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