{"id":38908,"date":"2018-07-14T16:46:48","date_gmt":"2018-07-14T16:46:48","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=38908"},"modified":"2018-07-14T16:46:48","modified_gmt":"2018-07-14T16:46:48","slug":"brasileiros-conquistam-medalhas-em-olimpiada-internacional-de-matematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/brasileiros-conquistam-medalhas-em-olimpiada-internacional-de-matematica\/","title":{"rendered":"Brasileiros conquistam medalhas em Olimp\u00edada Internacional de Matem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Estudantes trouxeram para o pa\u00eds uma medalha de ouro e quatro de bronze, conquistadas na Olimp\u00edada Internacional de Matem\u00e1tica (IMO, do nome em ingl\u00eas), realizada em ClujNapoca, Rom\u00eania.<\/p>\n<p>A medalha de ouro foi obtida por Pedro Lucas Lanaro Sponchiado, de 17 anos, de S\u00e3o Paulo, classificado na 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o geral no certame, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de 594 mil estudantes e mais de 107 equipes de todo o mundo. Os seis representantes do Brasil foram escolhidos depois de quatro provas seletivas realizadas entre os premiados da fase nacional da 39\u00aa Olimp\u00edada Brasileira de Matem\u00e1tica (OBM).<\/p>\n<p>As medalhas de bronze foram conquistadas pelos estudantes Bruno Brasil Meinhart, de 17 anos, e Pedro Gomes Cabral, de 15 anos, ambos de Fortaleza (CE); e Bernardo Peruzzo Trevizan, de 16 anos, e Andr\u00e9 Yuji Hisatsuga, de 18 anos, de S\u00e3o Paulo (SP). Lucas Hiroshi Hanke Harada, de 17 anos, tamb\u00e9m de S\u00e3o Paulo, ficou com a men\u00e7\u00e3o honrosa.<\/p>\n<p>A equipe foi liderada pelos professores R\u00e9gis Prado Barbosa (S\u00e3o Paulo) e Armando Barbosa Filho (Fortaleza) e ficou na 28\u00aa posi\u00e7\u00e3o no quadro geral da competi\u00e7\u00e3o. O resultado superou o do ano anterior, quando o Brasil alcan\u00e7ou a 37\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, com duas medalhas de prata, uma de bronze e duas men\u00e7\u00f5es honrosas. Em 2017, a IMO foi disputada no Rio\u00a0de Janeiro.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>Coroa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u201cA conquista vem coroar um trabalho que est\u00e1 sendo realizado h\u00e1 v\u00e1rios anos de prepara\u00e7\u00e3o dos representantes brasileiros na olimp\u00edada internacional\u201d, avalia Claudio Landim, diretor adjunto do Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada (IMPA), entidade que coordena as olimp\u00edadas nacionais de matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>A IMO \u00e9 a mais antiga e prestigiada olimp\u00edada cient\u00edfica para estudantes do ensino m\u00e9dio. Foi criada em 1959 e conta com a participa\u00e7\u00e3o do Brasil desde 1979.<\/p>\n<p>A primeira medalha de ouro obtida pelo Brasil na disputa foi nos anos de 1980. Ao longo dos \u00faltimos 39 anos, as equipes brasileiras conquistaram 130 medalhas, sendo 10 de ouro, 43 de prata e 77 de bronze, al\u00e9m de 32 men\u00e7\u00f5es honrosas.<\/p>\n<h2>Participa\u00e7\u00e3o feminina<\/h2>\n<p>Claudio Landim, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenador-geral da Olimp\u00edada Brasileira de Matem\u00e1tica das Escolas P\u00fablicas (OBMEP), afirmou que a participa\u00e7\u00e3o feminina tanto na Olimp\u00edada Brasileira de Matem\u00e1tica, como no certame internacional ainda \u00e9 reduzida.<\/p>\n<p>\u201cNa OBMEP, por exemplo, se nota uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunas premiadas ao longo dos anos. Isso significa que, no sexto ano do ensino fundamental, a porcentagem de alunas que recebem medalhas fica entre 30% e 40%. Mas j\u00e1 no terceiro ano do ensino m\u00e9dio, essa propor\u00e7\u00e3o cai para 10%\u201d, diz. \u00a0Segundo ele, esse \u00e9 um fen\u00f4meno que precisa ser compreendido para que se possa explicar o porqu\u00ea dessa diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunas premiadas.<\/p>\n<p>Para estimular a participa\u00e7\u00e3o de meninas, no ano passado o instituto contribuiu enviando uma equipe para participar, na Europa, da primeira olimp\u00edada de matem\u00e1tica exclusiva para estudantes do sexo feminino. \u201cE, ali\u00e1s, o time brasileiro foi muito bem nesse ano\u201d. Landim observou que s\u00e3o poucas as meninas que escolhem \u00e1reas de engenharias ou ci\u00eancias exatas, mas o n\u00famero vem aumentando.<\/p>\n<p>A partir de agora, o IMPA vai se dedicar \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima OBMEP, que acontece em setembro e classifica para a OBM. Essa competi\u00e7\u00e3o seleciona ent\u00e3o as equipes que v\u00e3o representar o Brasil nas olimp\u00edadas internacionais. Em 2019, a IMO ser\u00e1 na Inglaterra e, em 2020, na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"txtEducacao\">Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil\u00a0<span class=\"newsLocation\">\u00a0Rio de Janeiro<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudantes trouxeram para o pa\u00eds uma medalha de ouro e quatro de bronze, conquistadas na Olimp\u00edada Internacional de Matem\u00e1tica (IMO, do nome em ingl\u00eas), realizada em ClujNapoca, Rom\u00eania. 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