{"id":3776,"date":"2017-12-24T13:48:10","date_gmt":"2017-12-24T13:48:10","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3776"},"modified":"2017-12-24T13:48:10","modified_gmt":"2017-12-24T13:48:10","slug":"festival-videobrasil-reune-obras-de-50-artistas-contemporaneos-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/festival-videobrasil-reune-obras-de-50-artistas-contemporaneos-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Festival Videobrasil re\u00fane obras de 50 artistas contempor\u00e2neos em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>O Festival de Arte Contempor\u00e2nea Sesc_Videobrasil chega \u00e0 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o, mostrando os trabalhos de 50 artistas de 25 pa\u00edses, sendo 15 brasileiros. A mostra pode ser vista at\u00e9 janeiro no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista. Com diversos tipos de linguagens, est\u00e3o presentes v\u00eddeos, fotografias, instala\u00e7\u00f5es, esculturas, gravuras e um jardim artificial. Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 ampla programa\u00e7\u00e3o de performances.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o foi montada a partir dos 3,2 mil trabalhos inscritos para participar do festival. A curadoria estabeleceu ent\u00e3o seis linhas tem\u00e1ticas como proposta de olhar sobre as obras. \u201cOs eixos quase que s\u00e3o dados pela leitura das obras que nos chegam. \u00c9 um processo mais dif\u00edcil, mas mais din\u00e2mico e acho que mais relevante tamb\u00e9m\u201d, disse a curadora Solange Farkas a respeito do processo do festival, de estabelecer uma linha a partir da produ\u00e7\u00e3o, em vez de buscar trabalhos que se enquadrem em uma proposta pr\u00e9-definida.<\/p>\n<p>Nesse contexto, uma parte da produ\u00e7\u00e3o, especialmente a brasileira, fala do cen\u00e1rio sociopol\u00edtico atual. \u201cS\u00e3o trabalhos muito presentes, obras que falam de quest\u00f5es pol\u00edticas, pol\u00edtica contempor\u00e2nea brasileira, pol\u00edtica dessas regi\u00f5es do mundo que, como o Brasil, passam por um momento de tens\u00e3o muito grande\u201d, destaca Solange a respeito, principalmente, das obras agrupadas nos eixos Pol\u00edticas de Resist\u00eancia e Hist\u00f3rias Invis\u00edveis. Tamb\u00e9m comp\u00f5em a mostra as linhas Cosmovis\u00f5es, Ecologias, Reinven\u00e7\u00e3o da Cultura e Outros Modernismos.<\/p>\n<p>Algumas das leituras buscam elementos do passado para tentar compreens\u00f5es do presente. Segundo Solange, artistas brasileiros fazem uma revis\u00e3o do momento pol\u00edtico das d\u00e9cadas de 1960 e 1970, da ditadura militar, contrapondo com o que est\u00e1 acontecendo hoje, de tens\u00e3o da ordem pol\u00edtica, de uma onda de conservadorismo. Todas essas quest\u00f5es que est\u00e3o afligindo, n\u00e3o somente a sociedade brasileira, mas, infelizmente, o mundo inteiro\u201d, comentou a curadora.<\/p>\n<p>Olhar para o passado e propostas para o futuro<\/p>\n<p>Os slogans produzidos na \u00e9poca do regime ditatorial s\u00e3o a mat\u00e9ria-prima do v\u00eddeo \u201cBrasil\u201d, de Jaime Lauriano. A obra explora o patriotismo baseado em s\u00edmbolos nacionais e datas comemorativas das propagandas televisivas da \u00e9poca para mostrar como foi fabricada o discurso de um pa\u00eds pacificado.<\/p>\n<p>Graziela Kunsch, no v\u00eddeo \u201cEscolas\u201d, trabalha em cima do conflito ocorrido durante as manifesta\u00e7\u00f5es estudantis de 2015, quando secundaristas ocuparam mais de 200 escolas em S\u00e3o Paulo contra a proposta do governo estadual de fechar diversos estabelecimentos de ensino. O trabalho \u00e9 composto por uma sequ\u00eancia de fotografias sem som, que dialogam com a est\u00e9tica de um trabalho escolar.<\/p>\n<p>Para a curadora, os artistas v\u00e3o al\u00e9m da simples apresenta\u00e7\u00e3o dos fatos, mas trazem propostas para os pr\u00f3ximos anos. \u201cOs artistas tamb\u00e9m se alimentam dessas quest\u00f5es nas suas obras e trazem um coment\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 de relato apenas, mas tamb\u00e9m com as suas po\u00e9ticas, sugest\u00f5es e novas narrativas que, \u00e0s vezes, apontam um caminho futuro menos sombrio\u201d, diz Solange.<\/p>\n<p>Em outros trabalhos, o mergulho no passado vai mais al\u00e9m, propondo leituras contempor\u00e2neas a partir de elementos da raiz cultural. \u201cS\u00e3o trabalhos que olham para um passado, para a quest\u00e3o da ancestralidade, das refer\u00eancias hist\u00f3ricas. Por exemplo, voc\u00ea tem a presen\u00e7a de trabalhos contempor\u00e2neos usando m\u00eddias e suportes que dizem respeito a uma ancestralidade, como o t\u00eaxtil\u201d, explica a curadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Festival de Arte Contempor\u00e2nea Sesc_Videobrasil chega \u00e0 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o, mostrando os trabalhos de 50 artistas de 25 pa\u00edses, sendo 15 brasileiros. A mostra pode ser vista at\u00e9 janeiro no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista. Com diversos tipos de linguagens, est\u00e3o presentes v\u00eddeos, fotografias, instala\u00e7\u00f5es, esculturas, gravuras e um jardim artificial. 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