{"id":37458,"date":"2018-05-09T00:11:22","date_gmt":"2018-05-09T00:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=37458"},"modified":"2018-05-09T00:11:22","modified_gmt":"2018-05-09T00:11:22","slug":"stf-transforma-geddel-irmao-e-mae-reus-em-caso-dos-r-51-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/stf-transforma-geddel-irmao-e-mae-reus-em-caso-dos-r-51-milhoes\/","title":{"rendered":"STF transforma Geddel, irm\u00e3o e m\u00e3e r\u00e9us em caso dos R$ 51 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8), por unanimidade, pelo recebimento da den\u00fancia por lavagem de dinheiro e associa\u00e7\u00e3o criminosa contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima; seu irm\u00e3o, o deputado L\u00facio Vieira Lima (MDB-BA); e a matriarca da fam\u00edlia, Marluce Vieira Lima, de 84 anos.<\/p>\n<p>O caso est\u00e1 relacionado aos R$ 51 milh\u00f5es em esp\u00e9cie encontrados no apartamento de um amigo de Geddel em Salvador. Ele foi preso preventivamente em 8 setembro do ano passado, tr\u00eas dias ap\u00f3s o dinheiro ser encontrado. Posteriormente, um fragmento de impress\u00e3o digital encontrado no material apreendido foi apontado pela Pol\u00edcia Federal como sendo do ex-ministro.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotov-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Ministro Edson Fachin, relator do inqu\u00e9rito, durante sess\u00e3o da Segunda Turma do STF para decidir se os irm\u00e3os Geddel e L\u00facio Vieira Lima viram r\u00e9us no caso das malas com R$51 milh\u00f5es encontradas em um apartamento em Salvador.\/Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/ASmkKQs-9fukVhs-Jn1n-UJJDwk=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/vacpmt_abr_08052018_2221_1_1.jpg?itok=qRxa4l4s\" alt=\"Ministro Edson Fachin, relator do inqu\u00e9rito, durante sess\u00e3o da Segunda Turma do STF para decidir se os irm\u00e3os Geddel e L\u00facio Vieira Lima viram r\u00e9us no caso das malas com R$51 milh\u00f5es encontradas em um apartamento em Salvador.\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Ministro Edson Fachin, relator do inqu\u00e9rito, durante sess\u00e3o da Segunda Turma do STF que decidiu sobre o caso de Geddel\u00a0 (Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil).<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fachin afirmou haver \u201celementos suficientes\u201d para justificar a abertura de a\u00e7\u00e3o penal, com base em depoimentos, provas documentais e periciais. Em breves votos, os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello acompanharam o relator.<\/p>\n<p>O relator descreveu crimes de corrup\u00e7\u00e3o e peculato que s\u00e3o investigados em outros inqu\u00e9ritos como suficientes para indicar a origem do dinheiro e a exist\u00eancia de associa\u00e7\u00e3o criminosa no seio da fam\u00edlia Vieira Lima. O processo agora passar\u00e1 para uma nova etapa de apura\u00e7\u00e3o, com prov\u00e1veis novas dilig\u00eancias e coleta de depoimentos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m por unanimidade, os ministros decidiram arquivar as acusa\u00e7\u00f5es conta Gustavo do Couto Ferraz, um antigo aliado de Geddel cujas digitais foram encontradas no dinheiro apreendido. Fachin disse ter ficado claro, pelas investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal, que Ferraz apenas transportou parte da quantia, o que n\u00e3o seria ilegal, e n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o em crimes ligados ao dinheiro.<\/p>\n<p>Foram tornados r\u00e9us ainda Job Brand\u00e3o, ex-assessor parlamentar de L\u00facio Vieira Lima; e o empres\u00e1rio Luiz Fernando Machado, administrador da empresa Cosbat, que teria sido usada pela fam\u00edlia Vieira Lima para lavar dinheiro.<\/p>\n<h2>Acusa\u00e7\u00e3o a Geddel<\/h2>\n<p>A den\u00fancia foi apresentada pela procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge, em dezembro do ano passado. Segundo ela, a quantia milion\u00e1ria \u00e9 a maior apreens\u00e3o de dinheiro vivo da hist\u00f3ria do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF).<\/p>\n<p>Na acusa\u00e7\u00e3o, Raquel Dodge sustentou que o dinheiro seria proveniente de esquemas de corrup\u00e7\u00e3o na Caixa Econ\u00f4mica Federal investigados em outras a\u00e7\u00f5es penais. Geddel foi vice-presidente do banco. Outra parte teria sido acumulada por L\u00facio Vieira Lima por meio do crime de peculato, em que o parlamentar se apropriou de parte do sal\u00e1rio do ex-assessor parlamentar Job Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do dinheiro encontrado, outros R$ 12 milh\u00f5es teriam sido lavados por Marluce, Geddel e L\u00facio por meio de investimentos em im\u00f3veis de alto padr\u00e3o em Salvador, em empreendimentos da empresa Cosbat, administrada por Luiz Fernando Machado.<\/p>\n<p>\u201cE, como n\u00f3s sabemos, n\u00e3o foram apenas R$ 51 milh\u00f5es. Com tudo o que j\u00e1 li sobre o Geddel nos processos, a coisa j\u00e1 passou muito e muito de R$ 100 milh\u00f5es em vantagens indevidas em raz\u00e3o do cargo. O paciente continua sendo investigado por corrup\u00e7\u00e3o, peculato\u201d, disse a subprocuradora-geral da Rep\u00fablica Cl\u00e1udia Sampaio Marques, em sustenta\u00e7\u00e3o oral nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Sampaio pediu que Geddel continue preso. \u201cSeria um desplante, um descaso com a Justi\u00e7a, soltar um paciente nessas condi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<h2>Defesas<\/h2>\n<p>De acordo com a defesa de Geddel, a origem dos R$ 51 milh\u00f5es decorre da \u201csimples guarda de valores em esp\u00e9cie\u201d. O valor seria fruto de \u201cinvestimentos no mercado de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, com dinheiro vivo\u201d.<\/p>\n<p>O advogado Gamil F\u00f6ppel, que representa a fam\u00edlia Vieira Lima, afirmou nesta ter\u00e7a-feira que a den\u00fancia da PGR \u00e9 inepta, pois n\u00e3o descreveu, especificamente, quais crimes teriam sido praticados pela suposta associa\u00e7\u00e3o criminosa, dando origem a recursos il\u00edcitos a serem lavados.<\/p>\n<p>\u201cA den\u00fancia n\u00e3o descreve atos de corrup\u00e7\u00e3o e n\u00e3o descreve atos de peculato\u201d, destacou o advogado. \u201cDescreve o antefato, descreve o p\u00f3s-fato, mas n\u00e3o descreve o miolo da acusa\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou. \u201c\u00c9 insustent\u00e1vel se falar em associa\u00e7\u00e3o criminosa sem que se descrevam os crimes.\u201d<\/p>\n<p>Ao defender a soltura imediata de Geddel, o advogado argumentou n\u00e3o haver nenhum risco de que ele volte a cometer crimes. Ele afirmou que o pol\u00edtico \u00e9 alvo de \u201cuma cruzada de persegui\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle\u201d, com o intuito de \u201cdemoniz\u00e1-lo perante a opini\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>O advogado C\u00e9sar de Faria J\u00fanior, que representa o empres\u00e1rio Luiz Fernando Machado, argumentou que seu cliente agiu de boa-f\u00e9 ao receber quantias em cheque e em esp\u00e9cie das m\u00e3os da fam\u00edlia Vieira Lima. \u201cO fato de ele ter depositado esse dinheiro n\u00e3o pode ter outra consequ\u00eancia se n\u00e3o militar em seu favor\u201d, disse.<\/p>\n<p>O defensor Marcelo Ferreira de Souza, que representa Job Brand\u00e3o, apontou a contradi\u00e7\u00e3o da acusa\u00e7\u00e3o contra o ex-assessor parlamentar, que foi denunciado por desvios milion\u00e1rios, mas sequer possui um carro popular, sendo pobre \u201cno sentido mais literal do termo\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00a0<span class=\"txtJustica\">Felipe Pontes &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8), por unanimidade, pelo recebimento da den\u00fancia por lavagem de dinheiro e associa\u00e7\u00e3o criminosa contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima; seu irm\u00e3o, o deputado L\u00facio Vieira Lima (MDB-BA); e a matriarca da fam\u00edlia, Marluce Vieira Lima, de 84 anos. 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