{"id":37167,"date":"2018-05-02T12:45:57","date_gmt":"2018-05-02T12:45:57","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=37167"},"modified":"2018-05-02T12:46:33","modified_gmt":"2018-05-02T12:46:33","slug":"supremo-vota-hoje-restricao-ao-foro-privilegiado-para-parlementares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/supremo-vota-hoje-restricao-ao-foro-privilegiado-para-parlementares\/","title":{"rendered":"Supremo vota hoje restri\u00e7\u00e3o ao foro privilegiado para parlementares"},"content":{"rendered":"<p>A restri\u00e7\u00e3o \u00a0ao foro privilegiado\u00a0 por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o,ter\u00e1 o julgamento\u00a0 retomado hoje (2) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) , para deputados e senadores. At\u00e9 o momento, h\u00e1 maioria de oito votos a favor, portanto faltam as manifesta\u00e7\u00f5es de tr\u00eas ministros. No entendimento dos favor\u00e1veis, os parlamentares s\u00f3 podem responder a um processo na Corte se as infra\u00e7\u00f5es penais ocorreram em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o e cometidas durante o mandato. Caso contr\u00e1rio, os processos dever\u00e3o ser remetidos para a primeira inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O julgamento come\u00e7ou no dia 31 de maio de 2017 e foi interrompido por dois pedidos de vista dos ministros Alexandre de Moraes e Dias T\u00f3ffoli, que ser\u00e1 o pr\u00f3ximo a votar. O relator,\u00a0Lu\u00eds Roberto Barroso, votou a favor da restri\u00e7\u00e3o ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aur\u00e9lio, Rosa Weber, C\u00e1rmen L\u00facia, Edson Fachin, Luiz Fux e \u00a0Celso de Mello. Faltam os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Bras\u00edlia - Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) durante sess\u00e3o para julgamento sobre imunidade parlamentar de deputados estaduais (Carlos Moura\/SCO\/STF)\/Carlos Moura\/SCO\/STF\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/uRMSc96i8owsbl03uNGHP1Y7WPA=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1100575-rovros_abr_061217bancoimagemfotoaudiencia_ap_364098.jpg?itok=xxYKFqsb\" alt=\"Bras\u00edlia - Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) durante sess\u00e3o para julgamento sobre imunidade parlamentar de deputados estaduais (Carlos Moura\/SCO\/STF)\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal &#8211; (Carlos Moura\/SCO\/STF)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>De acordo com o voto de Barroso, o foro por prerrogativa dos deputados, previsto no Artigo 53 da Constitui\u00e7\u00e3o, deve ser aplicado somente aos crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas. O voto do ministro tamb\u00e9m prev\u00ea que o processo continuar\u00e1 na Corte se o parlamentar renunciar\u00a0ou para assumir um cargo no governo ap\u00f3s ser intimado para apresentar alega\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n<p><strong>Gargalo<\/strong><\/p>\n<p>Com base no\u00a0estudo Supremo em N\u00fameros, o tempo de tramita\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o penal em 2016 foi de 1.377 dias, maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente 65 dias.<\/p>\n<p>Entre 2012 e 2016, das 384 decis\u00f5es tomadas em a\u00e7\u00f5es penais, a declina\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvi\u00e7\u00f5es chegaram a 20%. Condena\u00e7\u00f5es ficam em apenas 1%.<\/p>\n<p><strong>Lava Jato<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com a finaliza\u00e7\u00e3o do julgamento, a situa\u00e7\u00e3o processual dos deputados e senadores investigados na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato pelo STF deve ficar indefinida, e as d\u00favidas ser\u00e3o solucionadas somente com a an\u00e1lise de cada caso. Os ministros ter\u00e3o de decidir se parlamentares\u00a0v\u00e3o responder,\u00a0na pr\u00f3pria Corte ou na primeira inst\u00e2ncia, \u00e0s\u00a0acusa\u00e7\u00f5es por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas.<\/p>\n<p>Iniciado em maio, o julgamento de hoje \u00e9 baseado no caso\u00a0do\u00a0prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes (MDB), que chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ). Por\u00e9m, Marcos da Rocha Mendes, cujo nome pol\u00edtico \u00e9 Marquinho, renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no munic\u00edpio. Ele respondia a uma a\u00e7\u00e3o penal no STF por suposta compra de votos, mas, em fun\u00e7\u00e3o da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justi\u00e7a. No \u00faltimo dia 24, Mendes teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<\/p>\n<p><em>*Colaborou Andr\u00e9 Richter\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A restri\u00e7\u00e3o \u00a0ao foro privilegiado\u00a0 por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o,ter\u00e1 o julgamento\u00a0 retomado hoje (2) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) , para deputados e senadores. At\u00e9 o momento, h\u00e1 maioria de oito votos a favor, portanto faltam as manifesta\u00e7\u00f5es de tr\u00eas ministros. 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