{"id":3652,"date":"2017-12-24T13:04:57","date_gmt":"2017-12-24T13:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3652"},"modified":"2017-12-24T13:04:57","modified_gmt":"2017-12-24T13:04:57","slug":"industria-fecha-primeiros-oito-meses-do-ano-com-crescimento-de-15-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/industria-fecha-primeiros-oito-meses-do-ano-com-crescimento-de-15-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria fecha primeiros oito meses do ano com crescimento de 1,5%, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira encerrou o m\u00eas de agosto com queda de 0,8%, frente a julho, na s\u00e9rie com ajuste sazonal, mas fechou os primeiros oito meses do ano (janeiro-agosto) com crescimento de 1,5%. A queda de julho para agosto frente ao m\u00eas imediatamente anterior interrompe quatro meses consecutivos de expans\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que a ind\u00fastria acumulou crescimento de 3,3%.<\/p>\n<p>Os dados relativos \u00e0 Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica \u2013 Brasil foram divulgados hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e indicam que na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, confronto com igual m\u00eas do ano anterior, a ind\u00fastria cresceu 4% em agosto deste ano, ap\u00f3s tamb\u00e9m registrar taxas positivas em maio (4,5%), junho (0,9%) e julho (2,9%).<\/p>\n<p>A taxa acumulada nos \u00faltimos 12 meses, no entanto, cont\u00ednua negativa e fechou agosto em -0,1%, prosseguindo com a redu\u00e7\u00e3o no ritmo de queda iniciada em junho de 2016, quando o setor fechou com queda de -9,7%.<\/p>\n<p>Queda ap\u00f3s quatro meses de alta<\/p>\n<p>A queda de 0,8% na produ\u00e7\u00e3o industrial do pa\u00eds de julho para agosto deste ano teve como principal contribui\u00e7\u00e3o o setor de produtos aliment\u00edcios que chegou a retrair 5,5% e , depois de tr\u00eas meses consecutivos de crescimento, foi o que mais contribuiu para a queda do \u00edndice, seguido por m\u00e1quinas e equipamentos (3,8%); coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (1,6%) e ind\u00fastrias extrativas (1,1%).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar foi determinante para a retra\u00e7\u00e3o do setor aliment\u00edcio em agosto, como explicou o gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Macedo. Para ele, o produto foi determinante tanto para as altas para as altas registradas anteriormente na ind\u00fastria de alimentos quanto para a queda de agosto.<\/p>\n<p>\u201cO a\u00e7\u00facar \u00e9 um produto com peso nesse setor. Sua produ\u00e7\u00e3o foi favorecida pela antecipa\u00e7\u00e3o da moagem da cana, em decorr\u00eancia do clima seco que predominou nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste nos \u00faltimos meses\u201d.<\/p>\n<p>Abaixo do n\u00edvel recorde<\/p>\n<p>O gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, Andr\u00e9 Macedo, ressalta o fato de que mesmo com o crescimento acumulado de 1,5% nos primeiros oito meses do ano, a ind\u00fastria brasileira ainda encontra-se muito abaixo do n\u00edvel recorde do parque fabril do pa\u00eds, que foi 17,8%, registrado em junho de 2013.<\/p>\n<p>\u201cO ganho de ritmo observado na produ\u00e7\u00e3o a partir de novembro de 2016 contribuiu para recuperar apenas uma parcela das perdas dos \u00faltimos anos. \u00c9 bom lembrar que ainda estamos 17,8% abaixo do n\u00edvel recorde alcan\u00e7ado em junho de 2013\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Os dados divulgados pelo IBGE indicam que a queda da atividade industrial na passagem de julho para agosto alcan\u00e7ou duas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas e oito dos 24 ramos pesquisados.<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, as quedas foram verificadas em bens intermedi\u00e1rios, que ao retrair (1%), interrompeu quatro meses consecutivos de crescimento na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que acumulou expans\u00e3o de 3,6%; e em bens de consumo semi e n\u00e3o-dur\u00e1veis, que com a retra\u00e7\u00e3o de 0,6% voltou a recuar ap\u00f3s mostrar ganho de 3,2% entre os meses de maio e julho.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o mais significa foi 4,1% registrada pelo segmento de bens de consumo dur\u00e1veis, que intensificou o crescimento de 2,9% verificado no m\u00eas anterior. O setor produtor de bens de capital, ao crescer 0,5%, tamb\u00e9m registrou resultado positivo em agosto e apontou o quinto m\u00eas seguido de crescimento na produ\u00e7\u00e3o, com ganho acumulado de 10,2%.<\/p>\n<p>Pelo lado dos ramos de atividade, al\u00e9m da queda expressiva registrada pelo segmento aliment\u00edcio &#8211; que ao retrair 5,5% de julho para agosto interrompeu tr\u00eas meses consecutivos de expans\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que acumulou ganho de 9,3% &#8211; tamb\u00e9m deram contribui\u00e7\u00f5es importantes para a retra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria em agosto o segmento de m\u00e1quinas e equipamentos (3,8%), coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (1,6%) e de ind\u00fastrias extrativas (1,1%).<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da \u00faltima atividade, que recuou pelo segundo m\u00eas consecutivo e acumulou perda de 2,4% nesse per\u00edodo, as demais apontaram taxas positivas em julho \u00faltimo: 0,3% e 1,8%, respectivamente.<\/p>\n<p>Entre os 16 ramos que ampliaram a produ\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas, os desempenhos de maior relev\u00e2ncia foram ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (6,2%) e perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal (5,5%).<\/p>\n<p>Ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias eliminou a queda de 3,7% acumulada nos meses de junho e julho, e perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal voltou a crescer ap\u00f3s recuar 1,5% no m\u00eas anterior. Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de metalurgia (1,9%), de produtos do fumo (15,2%) e de produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (2,1%).<\/p>\n<p>Crescimento da ind\u00fastria em 2017<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do comportamento da ind\u00fastria em 2017, o crescimento de 1,5% verificado at\u00e9 agosto, frente a igual per\u00edodo do ano anterior, mostrou resultados positivos em tr\u00eas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 15 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 52,4% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>Entre as atividades, ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (13,9%) e ind\u00fastrias extrativas (6,6%) exerceram as maiores influ\u00eancias positivas na forma\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia da ind\u00fastria. Outras contribui\u00e7\u00f5es positivas relevantes vieram de equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (20,7%), de produtos do fumo (22,4%), de metalurgia (2,4%), de m\u00e1quinas e equipamentos (2,7%) e de confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios (4,9%).<\/p>\n<p>Entre as 11 atividades que apontaram redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o, a de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (6,6%) assinalou a maior contribui\u00e7\u00e3o negativa. Vale destacar tamb\u00e9m os resultados negativos vindos de outros equipamentos de transporte (12,3%), de m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (6,6%).<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, o perfil dos resultados para os oito primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo dur\u00e1veis (11,1%), impulsionadas, em grande parte, pela amplia\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis (18,2%) e eletrodom\u00e9sticos (10,1%); e para bens de capital (4,4%), neste caso impulsionado por equipamentos de transporte (4,1%), de uso misto (16,9%), de constru\u00e7\u00e3o (30%) e agr\u00edcola (13,5%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira encerrou o m\u00eas de agosto com queda de 0,8%, frente a julho, na s\u00e9rie com ajuste sazonal, mas fechou os primeiros oito meses do ano (janeiro-agosto) com crescimento de 1,5%. 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