{"id":3520,"date":"2017-12-24T12:18:56","date_gmt":"2017-12-24T12:18:56","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3520"},"modified":"2017-12-24T12:18:56","modified_gmt":"2017-12-24T12:18:56","slug":"na-america-se-vive-mais-mas-ainda-se-morre-por-doencas-evitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/na-america-se-vive-mais-mas-ainda-se-morre-por-doencas-evitaveis\/","title":{"rendered":"Na Am\u00e9rica se vive mais, mas ainda se morre por doen\u00e7as evit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica aumentou sua expectativa de vida para 75 anos, quase cinco anos a mais que a m\u00e9dia mundial, mas as doen\u00e7as que podem ser prevenidas continuam sendo o principal desafio regional, afirmou nesta ter\u00e7a-feira a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana da Sa\u00fade (OPS).<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ganhou 16 anos de vida em m\u00e9dia nos \u00faltimos 45 anos, ou seja, praticamente dois anos a cada cinco, indicou o relat\u00f3rio Sa\u00fade nas Am\u00e9ricas + 2017, a publica\u00e7\u00e3o da OPS que a cada cinco anos analisa as tend\u00eancias, os desafios e as condi\u00e7\u00f5es da sa\u00fade no continente.<\/p>\n<p>No entanto, a regi\u00e3o ainda precisa combater doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis (DNT), como c\u00e2ncer, diabetes e enfermidades cardiovasculares e respirat\u00f3rias, associadas a determinados estilos de vida e respons\u00e1veis por quatro em cada cinco mortes por ano.<\/p>\n<p>Alimenta\u00e7\u00e3o pouco saud\u00e1vel, atividade f\u00edsica insuficiente, tabagismo e consumo nocivo de \u00e1lcool s\u00e3o os principais fatores de risco desses males, segundo a OPS, que prev\u00ea um aumento de casos de DNT nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas devido ao crescimento da popula\u00e7\u00e3o, ao envelhecimento e \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vivemos mais anos de vida e morremos menos por causas que podemos evitar, mas esse ganho n\u00e3o foi equitativo, disse a diretora da OPS, Carissa F. Etienne, que fez um chamado a garantir as condi\u00e7\u00f5es que determinam uma boa sa\u00fade, como o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, educa\u00e7\u00e3o e moradia digna.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, apresentado na 29\u00aa Confer\u00eancia Sanit\u00e1ria Pan-americana da OPS, que acontece at\u00e9 sexta-feira em Washington, tamb\u00e9m apresenta a amea\u00e7a constante das doen\u00e7as emergentes, fruto das mudan\u00e7as ambientais e dos deslocamentos de popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, nossa regi\u00e3o sofreu surtos de chikungunya, c\u00f3lera, ebola, febre amarela, zika e outros eventos de sa\u00fade p\u00fablica que puseram \u00e0 prova nossa capacidade de prepara\u00e7\u00e3o e resposta, disse Etienne.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da OPS, \u00f3rg\u00e3o regional da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), tamb\u00e9m destaca o desafio de lidar com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e suas repercuss\u00f5es na sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p>&#8211; Obesidade, uma epidemia &#8211;<\/p>\n<p>A OPS fez soar o alarme sobre a obesidade, um dos principais fatores de risco para DNTs.<\/p>\n<p>Nas Am\u00e9ricas, a regi\u00e3o da OMS com a preval\u00eancia mais alta de sobrepeso e obesidade, a taxa \u00e9 o dobro da m\u00e9dia global: 26,8% em compara\u00e7\u00e3o com 12,9%, indicou o relat\u00f3rio, apontando as propor\u00e7\u00f5es epid\u00eamicas deste mal n\u00e3o s\u00f3 em adultos (e particularmente em mulheres), mas tamb\u00e9m em crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>Necessitam-se pol\u00edticas regulamentares para promover, apoiar e proteger a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, a restri\u00e7\u00e3o do marketing, a regula\u00e7\u00e3o da rotulagem e a aplica\u00e7\u00e3o de impostos \u00e0s bebidas ricas em a\u00e7\u00facar e a outros produtos processados e ultraprocessados com alto conte\u00fado de calorias, a\u00e7\u00facar, gorduras e s\u00f3dio, destacou a OPS.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o relat\u00f3rio apontou que 15% da popula\u00e7\u00e3o maior de 18 anos (62 milh\u00f5es) vive com diabetes, uma porcentagem que triplicou nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>Embora a mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares tenha ca\u00eddo quase 20% em m\u00e9dia em uma d\u00e9cada, estas continuam sendo a principal causa de morte na regi\u00e3o. O c\u00e2ncer provocou a morte de 1,3 milh\u00e3o de pessoas em 2012, 45% delas com menos de 70 anos.<\/p>\n<p>As les\u00f5es causadas por acidentes de tr\u00e2nsito, que causaram 12% das mortes em 2013, e as altas taxas de homic\u00eddios que colocam 18 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe entre os 20 piores no mundo, s\u00e3o outros dos desafios a se enfrentar, indicou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8211; O desafio de viver mais &#8211;<\/p>\n<p>Segundo estimativas da OPS, 81% dos que nascem na Am\u00e9rica atualmente viver\u00e3o at\u00e9 os 60 anos, enquanto 42% superar\u00e3o os 80 anos. O relat\u00f3rio advertiu, no entanto, que este aumento da expectativa de vida n\u00e3o implica uma velhice sem defici\u00eancias e pediu aos sistemas de sa\u00fade que se adequem a este desafio.<\/p>\n<p>O envelhecimento saud\u00e1vel normalmente n\u00e3o \u00e9 identificado com a aus\u00eancia de doen\u00e7as, mas com a capacidade para o funcionamento aut\u00f4nomo, e para manter e conservar a qualidade de vida, indicou o relat\u00f3rio, que em 2015 situou a expectativa de vida saud\u00e1vel m\u00e9dia nas Am\u00e9ricas nos 65 anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aumento da expectativa de vida, o relat\u00f3rio tamb\u00e9m destaca outros \u00eaxitos, como a redu\u00e7\u00e3o de 24% da mortalidade infantil entre 2002 e 2013, a diminui\u00e7\u00e3o de 62% dos casos de mal\u00e1ria entre 2000 e 2015, da lepra (10,1% a menos entre 2010 e 2014), e das mortes por aids (queda de 67% entre 2005 e 2015).<\/p>\n<p>O texto ressalta, ainda, a elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o end\u00eamica da rub\u00e9ola (2015) e do sarampo (2016).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica aumentou sua expectativa de vida para 75 anos, quase cinco anos a mais que a m\u00e9dia mundial, mas as doen\u00e7as que podem ser prevenidas continuam sendo o principal desafio regional, afirmou nesta ter\u00e7a-feira a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana da Sa\u00fade (OPS). 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