{"id":35069,"date":"2018-04-06T02:40:45","date_gmt":"2018-04-06T02:40:45","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=35069"},"modified":"2018-04-06T02:40:45","modified_gmt":"2018-04-06T02:40:45","slug":"mec-entrega-base-curricular-do-ensino-medio-para-analise-de-conselho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/mec-entrega-base-curricular-do-ensino-medio-para-analise-de-conselho\/","title":{"rendered":"MEC entrega base curricular do ensino m\u00e9dio para an\u00e1lise de conselho"},"content":{"rendered":"<p>A Base Nacional Comum Curricular do ensino m\u00e9dio (BNCC) foi entregue hoje (3) pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, ao Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE). O documento vai orientar os curr\u00edculos dessa etapa e estabelecer as habilidades e compet\u00eancias que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino m\u00e9dio em cada uma das \u00e1reas.<\/p>\n<p>O texto entregue pelo MEC organiza a BNCC do ensino m\u00e9dio por \u00e1reas do conhecimento: linguagens, matem\u00e1tica, ci\u00eancias da natureza e ci\u00eancias humanas. Apenas as disciplinas de l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica aparecem como componentes curriculares, ou seja, disciplinas obrigat\u00f3rias para os tr\u00eas anos do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Os alunos dever\u00e3o cobrir toda a BNCC em, no m\u00e1ximo, 1,8 mil horas-aula. As 1,2 mil horas restantes devem ser dedicadas ao aprofundamento no itiner\u00e1rio formativo de escolha do estudante. Esses itiner\u00e1rios ser\u00e3o desenvolvidos pelos estados e pelas escolas, e o MEC vai disponibilizar nos pr\u00f3ximos meses um guia de orienta\u00e7\u00e3o para apoiar a elabora\u00e7\u00e3o dos mesmos.<\/p>\n<p>As escolas poder\u00e3o oferecer itiner\u00e1rios formativos em cada uma das \u00e1reas do conhecimento ou combinando diferentes \u00e1reas. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a oferta de itiner\u00e1rios formativos focados em algum aspecto espec\u00edfico de uma \u00e1rea. Os alunos poder\u00e3o tamb\u00e9m optar por uma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-profissionalizante, que poder\u00e1 ser cursada dentro da carga hor\u00e1ria regular do ensino m\u00e9dio. O documento completo j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel no site do MEC. <\/p>\n<p>Autonomia<\/p>\n<p>De acordo com o MEC, a organiza\u00e7\u00e3o da base por \u00e1reas de conhecimento atendeu a uma solicita\u00e7\u00e3o dos secret\u00e1rios estaduais de educa\u00e7\u00e3o e a recomenda\u00e7\u00f5es de especialistas, e est\u00e1 alinhada \u00e0 reforma do ensino m\u00e9dio sancionada no ano passado. Segundo Mendon\u00e7a Filho, os estados ter\u00e3o a responsabilidade tanto na oferta de itiner\u00e1rios formativos adicionais como na aplica\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos das redes estaduais de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO esp\u00edrito da Base respeita o prop\u00f3sito maior da reforma do ensino m\u00e9dio, que tem total casamento com a autonomia dos jovens, com a defini\u00e7\u00e3o dos seus projetos de vida e para isso voc\u00ea precisa ter curr\u00edculos mais flex\u00edveis, garantindo o m\u00ednimo de autonomia dos estados e dos estudantes\u201d, disse.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria-executiva do MEC, Maria Helena Guimar\u00e3es de Castro, disse que o objetivo das mudan\u00e7as \u00e9 melhorar a educa\u00e7\u00e3o no ensino m\u00e9dio. \u201cEsse modelo que n\u00f3s temos hoje est\u00e1 em funcionamento h\u00e1 muito tempo e os resultados s\u00e3o tristes. Temos um ensino m\u00e9dio que n\u00e3o est\u00e1 melhorando, e agora chegou o momento de trabalharmos uma proposta curricular inovadora que realmente possa reter o aluno na escola\u201d, disse.<\/p>\n<p>A BNCC para a educa\u00e7\u00e3o infantil e o ensino fundamental foi aprovada e homologada no final do ano passado.<\/p>\n<p>Enem<\/p>\n<p>Os reflexos da nova base curricular para o ensino m\u00e9dio s\u00f3 devem chegar ao Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) a partir de 2020, pois a estrutura da prova s\u00f3 pode ser alterada depois da homologa\u00e7\u00e3o do documento.<\/p>\n<p>\u201cO Enem n\u00e3o muda para 2018 e nem provavelmente para 2019. O processo de adapta\u00e7\u00e3o do Enem respeitando toda essa concep\u00e7\u00e3o estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular do Ensino M\u00e9dio ser\u00e1 gradual e certamente s\u00f3 a partir de 2020 em diante\u201d, disse o ministro.<\/p>\n<p>Aperfei\u00e7oamentos<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o deve analisar e aprovar a BNCC antes de o documento come\u00e7ar a valer. O CNE ir\u00e1 fazer uma consulta p\u00fablica em plataforma digital e audi\u00eancias para colher sugest\u00f5es da sociedade antes de submeter o texto \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o dos conselheiros.<\/p>\n<p>O conselheiro do CNE Cesar Callegari, presidente da comiss\u00e3o que vai analisar a BNCC, disse que os conselheiros t\u00eam agora um desafio \u201cgigante\u201d de aperfei\u00e7oar o documento para garantir os direitos de aprendizagem dos jovens.<\/p>\n<p>\u201cO MEC confirma uma proposta reducionista dos direitos de aprendizagem dos jovens brasileiros. As escolas tendem a fazer o que couber, o que puderem em 1,8 mil horas, n\u00e3o o que \u00e9 necess\u00e1rio. Ent\u00e3o, o nosso papel aqui ser\u00e1 fazer muito debate, inclusive ouvindo os jovens para que possamos ampliar a vis\u00e3o dos direitos de aprendizagem, que \u00e9 \u00f3 \u00e2mago da BNCC\u201d, diz.<\/p>\n<p>A expectativa do MEC \u00e9 que a Base seja homologada ainda este ano. O CNE ainda vai definir os prazos de implementa\u00e7\u00e3o do documento nos estados.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Amanda Cieglinski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Base Nacional Comum Curricular do ensino m\u00e9dio (BNCC) foi entregue hoje (3) pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, ao Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE). 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