{"id":3432,"date":"2017-12-24T11:48:16","date_gmt":"2017-12-24T11:48:16","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3432"},"modified":"2017-12-24T11:48:16","modified_gmt":"2017-12-24T11:48:16","slug":"associacao-de-moradores-critica-arbitrariedade-policial-em-acoes-na-rocinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/associacao-de-moradores-critica-arbitrariedade-policial-em-acoes-na-rocinha\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o de moradores critica arbitrariedade policial em a\u00e7\u00f5es na Rocinha"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores da Rocinha, Carlos Eduardo Barbosa, denunciou arbitrariedades supostamente cometidas por agentes de seguran\u00e7a nas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas na comunidade desde a \u00faltima sexta-feira (22), quando come\u00e7ou a ocupa\u00e7\u00e3o da localidade por tropas federais, em apoio \u00e0s pol\u00edcias Civil e Militar.<\/p>\n<p>Carlos Eduardo falou nesta ter\u00e7a-feira (26), durante um encontro realizado em uma quadra esportiva na entrada da Rocinha, que reuniu moradores, lideran\u00e7as sociais e policiais militares. \u201cCasas est\u00e3o sendo invadidas, portas quebradas, bens sendo roubados, casas saqueadas. Isto \u00e9 uma vergonha. O governo n\u00e3o mandou para c\u00e1 nenhuma institui\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social, nem direitos humanos. A gente est\u00e1 a merc\u00ea\u201d, falou ele, em entrevista a jornalistas.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do presidente da associa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 havendo uma guerra na Rocinha, como estaria sendo veiculado em parte da m\u00eddia e por meio das redes sociais. \u201cVerdade seja dita, n\u00e3o existe guerra nenhuma aqui na Rocinha. Esses militares aqui dentro n\u00e3o justificam o investimento de R$ 1 milh\u00e3o a R$ 2 milh\u00f5es por dia, que poderiam estar sendo investidos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. As escolas hoje est\u00e3o fechadas, os postos de sa\u00fade est\u00e3o fechados. As crian\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o indo para a escola, est\u00e3o passando fome\u201d, disse Carlos Eduardo.<br \/>\nRio de Janeiro &#8211; O major da PM Cunha Neves, da UPP da Rocinha, e moradores da comunidade debatem a a\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas no combate a confrontos entre traficantes (Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n<p>O major da PM Cunha Neves, e moradores da comunidade debatem a\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas no combate a confrontos entre traficantes Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>O comandante da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP), major Cunha Alves, participou do encontro e disse que o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 de guerra, mas \u00e9 muito complexo. Reconheceu que policiais eventualmente erram, mas que quando isso acontece, s\u00e3o tomadas provid\u00eancias. Segundo o militar, as den\u00fancias de casas arrombadas devem ser feitas diretamente na delegacia policial. O delegado titular da 11\u00aa DP, Ant\u00f4nio Ricardo, disse que apenas um caso de arrombamento de resid\u00eancia em opera\u00e7\u00f5es policiais foi reportado at\u00e9 o momento, mas que n\u00e3o foi poss\u00edvel concluir se o caso envolveu realmente agentes de seguran\u00e7a ou traficantes usando fardas militares.<\/p>\n<p>A reportagem da Ag\u00eancia Brasil procurou a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica para comentar a den\u00fancia dos moradores, mas n\u00e3o obteve resposta at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Um morador que assistia \u00e0 reuni\u00e3o disse que duvidava de tantos arrombamentos denunciados pela associa\u00e7\u00e3o. Segundo o jovem, que mora h\u00e1 26 anos na comunidade e trabalha de padeiro, o objetivo de alguns \u00e9 retirar as For\u00e7as Armadas da comunidade. Ele disse que, na sua opini\u00e3o, a maior parte dos moradores \u00e9 a favor das opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, mas n\u00e3o pode falar isso em p\u00fablico, por medo de repres\u00e1lias do tr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Jovem desaparecido<\/p>\n<p>Uma das pessoas que falou durante o encontro foi a moradora Francisca Rodrigues Gomes, que est\u00e1 h\u00e1 mais de uma semana tentando obter informa\u00e7\u00f5es sobre o seu filho Anderson Rodrigues Rangel, de 17 anos, que est\u00e1 desaparecido. Ela teme que ele tenha sido morto.<\/p>\n<p>\u201cEu cheguei do trabalho na quinta-feira e recebi not\u00edcia que tinha havido um tiroteio na Vila Verde e fiquei desesperada. Ouvi que tinham baleado v\u00e1rias pessoas na mata. Fui na delegacia, no Hospital [Municipal] Miguel Couto, no IML [Instituto M\u00e9dico Legal] e nada. Nesta quarta-feira (27), faz oito dias que n\u00e3o vejo ele. O meu desespero \u00e9 muito grande\u201d, disse Francisca. Segundo ela, o jovem n\u00e3o tinha envolvimento com o tr\u00e1fico e trabalhava com o pai, vendendo peixe na feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores da Rocinha, Carlos Eduardo Barbosa, denunciou arbitrariedades supostamente cometidas por agentes de seguran\u00e7a nas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas na comunidade desde a \u00faltima sexta-feira (22), quando come\u00e7ou a ocupa\u00e7\u00e3o da localidade por tropas federais, em apoio \u00e0s pol\u00edcias Civil e Militar. 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