{"id":3384,"date":"2017-12-24T11:31:33","date_gmt":"2017-12-24T11:31:33","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3384"},"modified":"2017-12-24T11:31:33","modified_gmt":"2017-12-24T11:31:33","slug":"governo-espera-que-internet-das-coisas-aporte-us-50-bi-na-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/governo-espera-que-internet-das-coisas-aporte-us-50-bi-na-economia\/","title":{"rendered":"Governo espera que internet das coisas aporte US$ 50 bi na economia"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) tem a expectativa de que os novos produtos e servi\u00e7os viabilizados pela Internet das Coisas (em ingl\u00eas, Internet of Things \u2013 IoT), a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma aut\u00f4noma pela internet, devem aportar, no m\u00ednimo, US$ 5 bilh\u00f5es \u00e0 economia brasileira, at\u00e9 2025. Um c\u00e1lculo mais otimista eleva essa quantia para US$ 200 bilh\u00f5es, segundo Maximiliano Martinh\u00e3o, secret\u00e1rio de Pol\u00edticas de Inform\u00e1tica do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, a previs\u00e3o \u00e9 de que a IoT adicione de US$ 4 trilh\u00f5es a US$11 trilh\u00f5es \u00e0 economia. Cerca de 40% desse valor ser\u00e3o gerados pelos pa\u00edses emergentes, de acordo com o MCTIC.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do estudo \u201cInternet das Coisas: um plano de a\u00e7\u00e3o para o Brasil\u201d, desenvolvido pelo minist\u00e9rio, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). A pesquisa foi apresentada hoje (20), no Painel Telebrasil 2017, encontro que re\u00fane empresas do setor e tamb\u00e9m reguladores, e embasa o Plano Nacional de Internet das Coisas, que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado em outubro.<\/p>\n<p>O plano reunir\u00e1 106 iniciativas para o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil. As a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m integram a Estrat\u00e9gia Brasileira para a Transforma\u00e7\u00e3o Digital (EBTD), atualmente em discuss\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O estudo analisou dez ambientes de implanta\u00e7\u00e3o de IoT, como f\u00e1bricas, cidades, domic\u00edlios, dispositivos vest\u00edveis, varejo, locais de trabalho, ve\u00edculos e escrit\u00f3rios. A expectativa \u00e9 de que, no Brasil, a tecnologia venha a ser adotada principalmente na manufatura em ambiente rural, em cidades populosas e nas \u00e1reas de sa\u00fade e seguran\u00e7a. \u201cA revolu\u00e7\u00e3o da sociedade conectada \u00e9 um dos passos com a IoT\u201d, diz Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson, para quem a conex\u00e3o das coisas representa uma continuidade da l\u00f3gica de conex\u00e3o das pessoas, j\u00e1 viabilizada pelas tecnologias de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse novo ecossistema de comunica\u00e7\u00f5es, as redes de telecomunica\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o fundamentais, por isso tanto o setor p\u00fablico quanto as empresas reconhecem a necessidade de ampliar a conectividade da popula\u00e7\u00e3o. Hoje, 57,8% dos domic\u00edlios brasileiros t\u00eam acesso \u00e0 internet, segundo a pesquisa TIC Domic\u00edlios 2015, percentual ainda menor quando observados munic\u00edpios das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, bem como os lares das periferias das grandes cidades. Para que os novos servi\u00e7os possam ser acess\u00edveis ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o, esse abismo dever\u00e1 ser superado. \u201cSem telecomunica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tem IoT\u201d, sentenciou Martinh\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as mudan\u00e7as, as fronteiras dos mercados de infraestrutura, plataformas e conte\u00fados devem ser fragilizadas. \u201cN\u00f3s vamos ter que pensar muito mais em plataformas de solu\u00e7\u00f5es, inclusive para nichos espec\u00edficos de mercado, porque esse \u00e9 um mercado t\u00e3o abrangente. N\u00f3s estamos saindo de milh\u00f5es de conex\u00f5es para bilh\u00f5es de conex\u00f5es\u201d, aponta o presidente do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia.<\/p>\n<p>Para que esses planos sejam concretizados, o governo analisa a situa\u00e7\u00e3o da demanda, que envolve o impacto econ\u00f4mico, a competitividade das empresas e o impacto socioambiental da tecnologia; a oferta, com destaque para a cadeia produtiva que envolve desde grandes operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es a poss\u00edveis novos competidores; e o que chama de elementos habilitadores, que consistem em quest\u00f5es ligadas a investimentos, pol\u00edticas de fomento e tamb\u00e9m privacidade de dados dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dados pessoais<\/p>\n<p>A conex\u00e3o de dispositivos envolver\u00e1 a entrega de dados pessoais dos usu\u00e1rios para as empresas que ofertarem servi\u00e7os como vigil\u00e2ncia de resid\u00eancias e vestu\u00e1rios inteligentes, pois eles envolvem a incorpora\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em objetos comuns. Por isso, a administra\u00e7\u00e3o dos dados pessoais preocupa. No Brasil, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pelo fato de ainda n\u00e3o haver uma lei de prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais. A C\u00e2mara dos Deputados criou uma comiss\u00e3o especial voltada a analisar o PL 5.276\/2016, que disp\u00f5e sobre o tratamento de dados pessoais. Depois de audi\u00eancias e consultas realizadas em 2015 e 2016, contudo, os trabalhos n\u00e3o avan\u00e7aram.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio do MCTIC, Maximiliano Martinh\u00e3o, \u201co documento \u00e9 muito claro ao dizer que, se n\u00e3o houver a edi\u00e7\u00e3o de uma lei de prote\u00e7\u00e3o de dados no Brasil, permanecer\u00e1 no pa\u00eds uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica, diante de uma diversidade de interpreta\u00e7\u00f5es que se possa ter sobre a prote\u00e7\u00e3o de dados, a partir de um conjunto de legisla\u00e7\u00f5es\u201d, como a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e o Marco Civil da Internet, dispositivos que tratam do tema, mas n\u00e3o detalham como ele deve ser regulamentado. Martinh\u00e3o aponta que essa lei espec\u00edfica deve detalhar qual \u00f3rg\u00e3o vai regular a prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais. Sobre isso, antecipou defender que o \u00f3rg\u00e3o seja colegiado, para que os diversos setores participem desse processo.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o dos dados pessoais tamb\u00e9m tem sido objeto de preocupa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Na ter\u00e7a-feira (19), a Coaliza\u00e7\u00e3o Direitos na Rede lan\u00e7ou a campanha nacional Seus Dados S\u00e3o Voc\u00ea: liberdade, prote\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o, que pretende alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre os riscos do uso de informa\u00e7\u00f5es particulares por empresas e governos, seja para comercializa\u00e7\u00e3o de dados sobre h\u00e1bitos de consumo ou para a pr\u00e1tica de vigil\u00e2ncia. Organiza\u00e7\u00f5es civis e pesquisadores que comp\u00f5em a articula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m defendem a aprova\u00e7\u00e3o de lei de prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais.<\/p>\n<p>\u201cDiversos pa\u00edses j\u00e1 est\u00e3o atentos sobre a import\u00e2ncia da regula\u00e7\u00e3o dos dados pessoais. Na Europa, a legisla\u00e7\u00e3o que trata do tema existe h\u00e1 mais de 20 anos. Na Am\u00e9rica Latina, oito pa\u00edses j\u00e1 contam com regras neste sentido. Mesmo no Brasil, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal fixa a privacidade e a liberdade como direitos fundamentais. O Marco Civil da Internet tamb\u00e9m estabelece como princ\u00edpios a prote\u00e7\u00e3o da privacidade e dos dados pessoais. Ainda assim, para a seguran\u00e7a sobre nossas informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental a aprova\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que garanta nossa liberdade e prote\u00e7\u00e3o\u201d, diz o texto dispon\u00edvel no site da campanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) tem a expectativa de que os novos produtos e servi\u00e7os viabilizados pela Internet das Coisas (em ingl\u00eas, Internet of Things \u2013 IoT), a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma aut\u00f4noma pela internet, devem aportar, no m\u00ednimo, US$ 5 bilh\u00f5es \u00e0 economia brasileira, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1078,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3384"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3384"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3384\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3385,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3384\/revisions\/3385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}