{"id":3360,"date":"2017-12-24T11:23:09","date_gmt":"2017-12-24T11:23:09","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3360"},"modified":"2017-12-24T11:23:09","modified_gmt":"2017-12-24T11:23:09","slug":"crise-economica-em-2015-interrompeu-crescimento-do-setor-de-servicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/crise-economica-em-2015-interrompeu-crescimento-do-setor-de-servicos\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica em 2015 interrompeu crescimento do setor de servi\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>O agravamento da crise econ\u00f4mica em 2015 interrompeu um per\u00edodo de sete anos de crescimento do setor de servi\u00e7os no Brasil, informou hoje (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Anual dos Servi\u00e7os (PAS), em 2007, o IBGE registrou crescimento em dados como n\u00famero de empresas, pessoas ocupadas e massa salarial real na \u00e1rea de servi\u00e7os, al\u00e9m do valor adicionado pelo setor \u00e0 economia. Em 2015, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 3,8%, os servi\u00e7os registram queda em seus principais indicadores.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, v\u00e1rios fatores influenciaram o desempenho negativo do setor. Entre eles, est\u00e1 o fraco desempenho do consumo das fam\u00edlias, que caiu 4% com a retra\u00e7\u00e3o da renda e do mercado de trabalho. Ainda de acordo com o instituto, houve piora nas condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e aumento da infla\u00e7\u00e3o, que chegou a 10,6%.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores ocupados pelo setor de servi\u00e7os atingiu o pico de 12.986.478 pessoas em 31 de dezembro de 2014, ano em que teve o menor crescimento da s\u00e9rie hist\u00f3rica at\u00e9 ent\u00e3o: 4,14% sobre 2013. Em 2015, a desacelera\u00e7\u00e3o virou uma queda de 2,34% no n\u00famero de empregados, que recuou para 12.681.957, segundo o IBGE. Em 2007, os servi\u00e7os empregavam 8,3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Entre as atividades pesquisadas, apenas os servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias (+0,09%) e as atividades imobili\u00e1rias (+5,09%) tiveram varia\u00e7\u00e3o positiva no n\u00famero de empregados. Principais empregadores, os servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares tiveram queda de 3,4%, de 5.247.882 de funcion\u00e1rios para 5.069.708.<\/p>\n<p>O gerente da pesquisa, Luiz Andr\u00e9 Paix\u00e3o, destacou que o cen\u00e1rio econ\u00f4mico causou impacto principalmente nos postos de trabalho das atividades ligadas ao recrutamento de profissionais: Dentro desses servi\u00e7os, os que mais fecharam postos de trabalho foram os de agenciamento e loca\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra. Com menos empresas produzindo, voc\u00ea precisa menos de pessoal de apoio.<\/p>\n<p>A massa salarial paga aos trabalhadores do setor em valores reais havia crescido mais de 5% em todos os anos da pesquisa e caiu 5,63% em 2015, para R$ 314,9 bilh\u00f5es. Em 2007, essa soma n\u00e3o chegava a R$ 180 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Renda<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio real dos trabalhadores do setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m foi afetado pela crise econ\u00f4mica em 2015. O valor m\u00e9dio caiu 4,6%, de R$ 1.959,30 em 2014 para R$ 1.869,38.<\/p>\n<p>O melhor sal\u00e1rio m\u00e9dio real em 2015 foi pago pelos servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o, com R$ 3.830,64, apesar da queda de -5,15% sobre 2014. Os servi\u00e7os prestados principalmente \u00e0s fam\u00edlias pagavam os menores sal\u00e1rios em 2015, de 1.177,76.<\/p>\n<p>Empresas<\/p>\n<p>O n\u00famero de empresas do setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m caiu, de 1.321.998 em 2014 para 1.286.621 em 2015. Assim como o n\u00famero de empregados, a quantidade de empresas no setor mantinha uma trajet\u00f3ria de ascens\u00e3o desde 2007, quando eram 782.174 os estabelecimentos contabilizados pelo IBGE. Em 2009, ano em que houve o impacto da crise financeira internacional, o setor de servi\u00e7os brasileiro teve um aumento de 7,08% no n\u00famero de empresas.<\/p>\n<p>A receita operacional l\u00edquida real do setor acompanhou os outros dados e tamb\u00e9m caiu em 2015. Foi registrada queda de 2,38% e uma receita de R$ 1.443 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>PIB e Produtividade<\/p>\n<p>O valor real adicionado pelo setor de servi\u00e7os \u00e0 economia em 2015 foi de 855,9 bilh\u00f5es, segundo o IBGE. Esse valor representa queda de -3,48% em rela\u00e7\u00e3o a 2014, o \u00fanico recuo anual registrado desde 2008 &#8211; primeiro ano em que a s\u00e9rie permite compara\u00e7\u00f5es com o ano anterior.<\/p>\n<p>O desempenho negativo do setor em 2015 incluiu ainda uma queda da produtividade, medida pela divis\u00e3o do valor adicionado \u00e0 economia pelo pessoal ocupado. Cada trabalhador gerou em m\u00e9dia R$ 66.041,67 para o setor durante o ano de 2015, um valor 2,41% inferior aos R$ 67.673,72 gerados em 2016. Em 2007, esse valor m\u00e9dio era de R$ 60.044,24.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agravamento da crise econ\u00f4mica em 2015 interrompeu um per\u00edodo de sete anos de crescimento do setor de servi\u00e7os no Brasil, informou hoje (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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