{"id":33076,"date":"2018-03-31T07:11:24","date_gmt":"2018-03-31T07:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=33076"},"modified":"2018-03-31T07:11:24","modified_gmt":"2018-03-31T07:11:24","slug":"governo-sirio-e-aliado-russo-ameacam-ultimos-rebeldes-de-ghuta-oriental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/governo-sirio-e-aliado-russo-ameacam-ultimos-rebeldes-de-ghuta-oriental\/","title":{"rendered":"Governo s\u00edrio e aliado russo amea\u00e7am \u00faltimos rebeldes de Ghuta Oriental"},"content":{"rendered":"<p>Centenas de rebeldes e civis abandonavam nesta ter\u00e7a-feira (27) Ghuta Oriental, onde o governo s\u00edrio e seu aliado russo impuseram acordos de evacua\u00e7\u00f5es e agora amea\u00e7am com novos bombardeios para reconquistarem o \u00faltimo reduto das m\u00e3os dos insurgentes.<\/p>\n<p>As tropas do governo lan\u00e7aram uma ofensiva em 18 de fevereiro, apoiada pela R\u00fassia e por mil\u00edcias leais, que lhes permitiram tomar em seis semanas o controle de mais de 90% do enclave. Segundo o Observat\u00f3rio S\u00edrio de Direitos Humanos (OSDH), mais de 1.600 civis morreram nesses ataques.<\/p>\n<p>Derrotados militarmente, diversos movimentos rebeldes aceitaram abandonar suas posi\u00e7\u00f5es em Ghuta Oriental e se retirar para Idlib, prov\u00edncia do noroeste da S\u00edria que foge ao controle de Damasco.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, dois grupos rebeldes aceitaram os acordos de evacua\u00e7\u00e3o apadrinhados por Moscou, mas ainda existem d\u00favidas sobre um terceiro grupo e a \u00faltima zona rebelde, que rodeia Duma, cidade mais importante da regi\u00e3o, controlada pelo Jaish al-Islam.<\/p>\n<p>No total, mais de 17 mil pessoas &#8211; combatentes junto com suas fam\u00edlias, mas tamb\u00e9m outros civis &#8211; deixaram Ghuta Oriental em dire\u00e7\u00e3o ao noroeste s\u00edrio para se instalarem nesses territ\u00f3rios rebeldes.<\/p>\n<p>O processo de evacua\u00e7\u00e3o se repete a cada vez. Os combatentes, sem a maioria de suas armas, assim como os civis carregando os seus pertences, se re\u00fanem em um ponto de evacua\u00e7\u00e3o e embarcam nos \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rias horas de espera, nas quais s\u00e3o submetidos a inspe\u00e7\u00f5es supervisionadas por soldados russos, o comboio pode partir.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o prosseguia nesta ter\u00e7a-feira na zona sul de Ghuta, controlada pelo grupo islamita Faylaq al-Rahman. Mais de 3.260 pessoas, entre elas 770 combatentes, entraram em 50 \u00f4nibus, de acordo com a ag\u00eancia oficial s\u00edria SANA.<\/p>\n<p>&#8211; Ultimato &#8211;<\/p>\n<p>Damasco e seu aliado russo querem impor o mesmo final a Duma.<\/p>\n<p>O jornal pr\u00f3-regime Al-Watan, que cita uma for\u00e7a militar, assegurou nesta ter\u00e7a-feira que todas as for\u00e7as mobilizadas em Ghuta Oriental se dirigem para Duma em previs\u00e3o de uma vasta opera\u00e7\u00e3o se os terroristas do Jaish al-Islam n\u00e3o aceitarem ceder a cidade e ir.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, o OSDH assegurou que as negocia\u00e7\u00f5es tinham que permitir que o Jaish al-Islam ficasse em Duma.<\/p>\n<p>O grupo aceitaria o desarme e a mobiliza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar russa em troca de assegurar que as tropas s\u00edrias n\u00e3o entrem em Duma, segundo o OSDH.<\/p>\n<p>Mas Moscou reclama agora a sa\u00edda dos rebeles, segundo fontes da oposi\u00e7\u00e3o. Os russos n\u00e3o querem em Duma um acordo que seja diferente dos outros setores de Ghuta, detalhou uma das fontes.<\/p>\n<p>Em uma reuni\u00e3o ocorrida na segunda-feira, os russos deram aos rebeldes um prazo de 48 horas para que entreguem as armas e v\u00e3o embora, e amea\u00e7aram com um ataque militar se n\u00e3o o fizerem, segundo uma das fontes.<\/p>\n<p>Na quarta-feira est\u00e1 prevista uma nova reuni\u00e3o entre os negociadores, segundo um porta-voz do Jaish al-Islam, Hamza Bayraqdar, que denunciou a guerra psicol\u00f3gica do governo e de seus aliados.<\/p>\n<p>&#8211; Cidades devastadas &#8211;<\/p>\n<p>A t\u00e1tica usada pelo presidente Bashar al-Assad permitiu ao governo recuperar grande parte do territ\u00f3rio s\u00edrio. Esta consiste em cercar militarmente um setor, bombarde\u00e1-lo e lan\u00e7ar uma opera\u00e7\u00e3o terrestre para incitar os rebeldes a selarem um acordo de evacua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Damasco est\u00e1 ao alcance dos morteiros disparados da zona de Ghuta Oriental. Os rebeldes lan\u00e7am regularmente foguetes at\u00e9 a capital s\u00edria.<\/p>\n<p>O governo sitiou a zona em 2013, onde viviam cerca de 400 mil pessoas antes do in\u00edcio da ofensiva, dificultando a chegada de alimentos e rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>O OSDH indicou que documentou a pris\u00e3o de mais de 40 homens e jovens pelas tropas s\u00edrias nos \u00faltimos dias em zonas capturadas.<\/p>\n<p>Os devastadores bombardeios e disparos de artilharia deixaram em ru\u00ednas grande parte de Ghuta, fazendo com que os moradores se vissem obrigados a fugir.<\/p>\n<p>Cerca de 110 mil pessoas fugiram para as zonas controladas pelo governo, a maioria a p\u00e9 usando os corredores humanit\u00e1rios dispostos por Damasco e seu aliado russo, segundo a imprensa estatal s\u00edria.<\/p>\n<p>A ONU indicou que, desse grupo, cerca de 55 mil pessoas est\u00e3o abrigadas de maneira muito prec\u00e1ria em ref\u00fagios improvisados pelo governo s\u00edrio.<\/p>\n<p>A guerra na S\u00edria, iniciada depois da repress\u00e3o de manifestantes em 2011, deixou mais de 350 mil mortos, e com o tempo se tornou mais complexa e com muitos atores intervindo no terreno.<\/p>\n<p>As prov\u00edncias de Idlib (noroeste) e Deraa (sul), onde rebeldes e extremistas est\u00e3o presentes, ainda fogem do controle de Bashar al-Assad, assim como uma regi\u00e3o do nordeste controlada pelos curdos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de rebeldes e civis abandonavam nesta ter\u00e7a-feira (27) Ghuta Oriental, onde o governo s\u00edrio e seu aliado russo impuseram acordos de evacua\u00e7\u00f5es e agora amea\u00e7am com novos bombardeios para reconquistarem o \u00faltimo reduto das m\u00e3os dos insurgentes. 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