{"id":32676,"date":"2018-03-31T04:31:09","date_gmt":"2018-03-31T04:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=32676"},"modified":"2018-03-31T04:31:09","modified_gmt":"2018-03-31T04:31:09","slug":"curso-profissionalizante-para-jovens-tem-85-de-empregabilidade-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/curso-profissionalizante-para-jovens-tem-85-de-empregabilidade-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Curso profissionalizante para jovens tem 85% de empregabilidade em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Em dez anos de atua\u00e7\u00e3o na capital paulista, o Instituto Proa, com apoio do Senac, preparou cerca de 3,9 mil jovens para o mercado de trabalho. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, 85% dos estudantes que passam pelos seis meses de programa conseguem a t\u00e3o sonhada vaga de trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de disciplinas t\u00e9cnicas, como matem\u00e1tica, inform\u00e1tica e pr\u00e1ticas administrativas, a forma\u00e7\u00e3o busca ampliar o repert\u00f3rio dos adolescentes e promover mudan\u00e7as comportamentais. \u201cA gente foca muito no indiv\u00edduo no ser humano, em mudar comportamento, valores e autoestima\u201d, disse o diretor do instituto, Rodrigo Dib.<\/p>\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es para o pr\u00f3ximo semestre est\u00e3o abertas at\u00e9 maio para estudantes do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, entre 17 e 19 anos, matriculados em escola p\u00fablica e com renda familiar de at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo. Para conseguir uma das 320 vagas os jovens t\u00eam de passar por um processo seletivo. Os jovens interessados no curso devem se inscrever no site do portal.<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o ampla<\/p>\n<p>As aulas acontecem todos os dias, durante seis horas. A forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, no entanto, \u00e9, segundo Dib, a parte menos importante do processo. \u201cO retorno que temos do pr\u00f3prio mercado de trabalho \u00e9 que o mais importante s\u00e3o os aspectos comportamentais a serem trabalhados com os jovens. Aqui vemos que, muito mais do que um curso t\u00e9cnico, quando a gente consegue ter essa mudan\u00e7a de comportamento, deles entenderem o mundo ao seu redor, construir projeto de vida, a gente consegue uma taxa de sucesso bem assertiva\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 fazer com que os adolescentes consigam medir o pr\u00f3prio potencial e elaborar objetivos a partir disso. \u201cO que vemos \u00e9 que existe uma grande lacuna entre o ensino p\u00fablico e o mundo real, o mercado de trabalho e o mundo corporativo\u201d, acrescentou o diretor da ONG sobre as car\u00eancias que o programa busca suprir.<\/p>\n<p>\u201cEle [jovem] come\u00e7a a entender que, com uma coisa estruturada, \u00e9 poss\u00edvel sair do ensino m\u00e9dio e come\u00e7ar a trabalhar em uma boa empresa. A\u00ed, dessa boa empresa, vai ter uma promo\u00e7\u00e3o, vai fazer faculdade.\u201d<\/p>\n<p>Depois dos seis meses de curso, os adolescentes ainda s\u00e3o acompanhados por mais tr\u00eas anos, recebendo apoio para a vida profissional. \u201cAcreditamos que, chegando aos tr\u00eas anos e meio, estudando, trabalhando e tendo renda, ele vai poder andar com as pr\u00f3prias pernas\u201d, explicou o diretor.<\/p>\n<p>Assim, aspectos como o repert\u00f3rio cultural tem espa\u00e7o privilegiado na proposta. S\u00e3o feitas visitas a museus, a pontos hist\u00f3ricos da cidade de S\u00e3o Paulo e idas ao cinema, com acompanhamento de educadores.<\/p>\n<p>\u201cAchamos que cultura e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa. Quanto mais cultura, mais repert\u00f3rio ele tiver, quanto mais ele conhecer do seu entorno, tamb\u00e9m eu estou mudando a educa\u00e7\u00e3o dele\u201d, justificou Dib sobre a relev\u00e2ncia de se trabalhar esses pontos.<\/p>\n<p>Autoconhecimento<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o multidisciplinar ajudou a jovem Yasmim Borges, atualmente com 19 anos, a superar alguns preconceitos que tinha. \u201cEu tinha medo de algumas religi\u00f5es. N\u00e3o entendia que cada um tem um tipo de religi\u00e3o, um tipo de cultura\u201d, afirmou ao comentar como o programa teve impactos positivos em sua vida.<\/p>\n<p>Hoje, al\u00e9m de cursar administra\u00e7\u00e3o em uma universidade particular, ela trabalha no departamento de controladoria de uma grande empresa. Um sucesso que Yasmin disse acreditar que foi facilitado pela passagem pelo instituto.<\/p>\n<p>\u201cMe deu mais confian\u00e7a. Me fez entender que, dali para frente, a partir do momento que sentei na cadeira do Senac, tinha outras responsabilidades que iam crescer e que isso n\u00e3o era ruim, era bom\u201d, informou Yasmin sobre o in\u00edcio do seu processo.<\/p>\n<p>A partir do trabalho dentro do Proa, ela conseguiu se entender melhor e separar os interesses pessoais das possibilidades profissionais. \u201cJogo handebol pela minha faculdade, mas n\u00e3o necessariamente preciso trabalhar com handebol. Posso continuar fazendo handebol pelo resto da vida\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p>Agora, a jovem pensa em fazer um interc\u00e2mbio para aprender outro idioma no exterior. \u201cSou muito apaixonada pela cultura de l\u00e1. Tenho muita curiosidade de conhecer um pa\u00eds que fala dois idiomas. Sempre achei muito bonito do que vejo desde pequena em fotos e na internet\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dez anos de atua\u00e7\u00e3o na capital paulista, o Instituto Proa, com apoio do Senac, preparou cerca de 3,9 mil jovens para o mercado de trabalho. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, 85% dos estudantes que passam pelos seis meses de programa conseguem a t\u00e3o sonhada vaga de trabalho. 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