{"id":3195,"date":"2017-12-23T20:48:06","date_gmt":"2017-12-23T20:48:06","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=3195"},"modified":"2017-12-23T20:48:06","modified_gmt":"2017-12-23T20:48:06","slug":"alzheimer-o-diagnostico-melhorou-mas-ainda-nao-ha-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/alzheimer-o-diagnostico-melhorou-mas-ainda-nao-ha-cura\/","title":{"rendered":"Alzheimer: o diagn\u00f3stico melhorou, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 cura"},"content":{"rendered":"<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), h\u00e1 cerca de 47 milh\u00f5es de pessoas que sofrem de dem\u00eancia no mundo, dos quais 60% a 70% t\u00eam Alzheimer, o que representa de 28 milh\u00f5es a 33 milh\u00f5es de pessoas<\/p>\n<p>Trinta milh\u00f5es de pessoas no mundo sofrem de Alzheimer, uma doen\u00e7a cujo diagn\u00f3stico melhorou mas que continua sem um tratamento para cur\u00e1-la, afirmam os especialistas por ocasi\u00e3o do Dia Mundial do Alzheimer.<\/p>\n<p>&#8211; O que \u00e9 o Alzheimer? &#8211;<\/p>\n<p>Descrita pela primeira vez em 1906 pelo m\u00e9dico alem\u00e3o Alois Alzheimer, esta doen\u00e7a neurodegenerativa causa uma deteriora\u00e7\u00e3o progressiva das capacidades cognitivas do paciente, at\u00e9 chegar \u00e0 perda total da autonomia.<\/p>\n<p>Os principais sintomas s\u00e3o esquecimentos recorrentes, problemas de orienta\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es executivas, por exemplo n\u00e3o se lembrar de como utilizar o telefone.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o aparecimento desses sintomas, deve-se consultar um m\u00e9dico ou um centro especializado, onde v\u00e1rios exames neuropsicol\u00f3gicos permitir\u00e3o diagnosticar ou descartar a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Quantos doentes h\u00e1? &#8211;<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), h\u00e1 cerca de 47 milh\u00f5es de pessoas que sofrem de dem\u00eancia no mundo, dos quais 60% a 70% t\u00eam Alzheimer, o que representa de 28 milh\u00f5es a 33 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A cada ano, s\u00e3o registrados 9,9 milh\u00f5es de novos casos de dem\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8211; Qual \u00e9 a causa? &#8211;<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, a causa principal \u00e9 desconhecida, segundo St\u00e9phane Epelbaum, neurologista do hospital parisiense Piti\u00e9-Salp\u00eatri\u00e8re.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos porque em algumas pessoas os neur\u00f4nios come\u00e7am a se degenerar e em outras, n\u00e3o. Mas se conhece cada vez melhor a sequ\u00eancia de acontecimentos que leva a esta degenera\u00e7\u00e3o, afirma.<\/p>\n<p>&#8211; Quais s\u00e3o os fatores de risco? &#8211;<\/p>\n<p>A idade \u00e9 o maior fator de risco conhecido, segundo a OMS. Estima-se que a partir dos 85 anos, uma em cada quatro mulheres e um em cada cinco homens ter\u00e3o Alzheimer. A partir dos 65 anos, o risco de desenvolver a doen\u00e7a dobra a cada cinco anos.<\/p>\n<p>Esta doen\u00e7a n\u00e3o deve, no entanto, ser considerada uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel da velhice.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 1% dos casos existe um fator heredit\u00e1rio, com um aparecimento precoce, por volta dos 60 anos ou inclusive antes.<\/p>\n<p>Para o resto dos casos, alguns estudos apontam como fatores de risco o sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertens\u00e3o arterial, tabaco, \u00e1lcool e alimenta\u00e7\u00e3o desequilibrada.<\/p>\n<p>Depress\u00e3o, n\u00edvel baixo de escolaridade, isolamento social e aus\u00eancia de atividade intelectual tamb\u00e9m s\u00e3o citadas pela OMS como condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico? &#8211;<\/p>\n<p>Durante muitos anos, diagnosticar o mal de Alzheimer era uma tarefa dif\u00edcil, e com frequ\u00eancia a doen\u00e7a s\u00f3 era confirmada ap\u00f3s a morte do paciente.<\/p>\n<p>Mas hoje existem m\u00e9todos eficazes de diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Primeiramente, o paciente \u00e9 submetido a um exame cl\u00ednico, com testes com perguntas para detectar transtornos cognitivos, explica Epelbaum.<\/p>\n<p>Para confirmar a doen\u00e7a, os m\u00e9dicos podem recorrer \u00e0 Imagem por Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica ou \u00e0 Tomografia por Emiss\u00e3o de P\u00f3sitrons, a fim de visualizar as modifica\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 a possibilidade de realizar pun\u00e7\u00f5es lombares para detectar alguns marcadores da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Qual \u00e9 o tratamento? &#8211;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum tratamento para curar o Alzheimer. Muitas estrat\u00e9gias terap\u00eauticas est\u00e3o atualmente em fase de pesquisa, segundo a Funda\u00e7\u00e3o para a Pesquisa M\u00e9dica da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 medicamentos para eliminar as les\u00f5es cerebrais caracter\u00edsticas do Alzheimer &#8211; as placas amiloides -, mas estes s\u00e3o ineficazes para deter o avan\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No futuro, os tratamentos provavelmente consistir\u00e3o (&#8230;) na associa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios medicamentos para agir contra as diferentes disfun\u00e7\u00f5es que a doen\u00e7a provoca, segundo Epelbaum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), h\u00e1 cerca de 47 milh\u00f5es de pessoas que sofrem de dem\u00eancia no mundo, dos quais 60% a 70% t\u00eam Alzheimer, o que representa de 28 milh\u00f5es a 33 milh\u00f5es de pessoas Trinta milh\u00f5es de pessoas no mundo sofrem de Alzheimer, uma doen\u00e7a cujo diagn\u00f3stico melhorou mas que continua &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3196,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3195\/revisions\/3196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}