{"id":31627,"date":"2018-03-26T12:04:10","date_gmt":"2018-03-26T12:04:10","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=31627"},"modified":"2018-03-26T12:04:10","modified_gmt":"2018-03-26T12:04:10","slug":"historiadora-mostra-em-livro-escrito-para-jovens-a-luta-das-mulheres-pelo-voto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/historiadora-mostra-em-livro-escrito-para-jovens-a-luta-das-mulheres-pelo-voto\/","title":{"rendered":"Historiadora mostra em livro escrito para jovens a luta das mulheres pelo voto"},"content":{"rendered":"<p>O voto feminino, permitido no Brasil a partir da d\u00e9cada de 1930, foi uma conquista das mulheres ou uma concess\u00e3o do governo Get\u00falio Vargas? A forma como a hist\u00f3ria \u00e9 contada influencia a maneira como a sociedade enxerga a luta pelos direitos das mulheres e os pr\u00f3prios avan\u00e7os a serem alcan\u00e7ados. Essa \u00e9 a tese defendida pela historiadora Teresa Cristina de Novaes Marques durante o lan\u00e7amento, nesta quinta-feira (22), de seu livro: O Voto Feminino no Brasil, pela Edi\u00e7\u00f5es C\u00e2mara.<\/p>\n<p>A escritora \u00e9 doutora pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e mestra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela d\u00e1 aulas na UnB sobre o Brasil colonial e republicano.<\/p>\n<p>O livro, voltado para o p\u00fablico juvenil, conta de forma did\u00e1tica o hist\u00f3rico da luta pelos direitos pol\u00edticos das mulheres no pa\u00eds, a partir de momentos importantes da discuss\u00e3o do tema no Poder Legislativo. Por exemplo, a an\u00e1lise de emendas que previam o voto feminino na primeira Constitui\u00e7\u00e3o brasileira do per\u00edodo republicano. Em janeiro de 1891, as emendas foram rejeitadas pela Assembleia Constituinte.<\/p>\n<p>O acervo de obras da C\u00e2mara foi a principal fonte de pesquisa da autora. Segundo Teresa Cristina, ainda existem historiadores que desconsideram o trabalho feito pelas mulheres na conquista do voto.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria<br \/>\n\u201cAs palavras fazem muita diferen\u00e7a. Se a gente chama de conquista ou de concess\u00e3o, na verdade, voc\u00ea est\u00e1 colocando algu\u00e9m nos bastidores ou apagando a mem\u00f3ria. Eu sou favor\u00e1vel a contar essa hist\u00f3ria como conquista\u201d, afirmou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Presente ao lan\u00e7amento do livro, a deputada Creuza Pereira (PSB-PE) destacou que o livro contribui para o debate sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica. Segundo a deputada, \u00e9 preciso envolver as pessoas nessa discuss\u00e3o desde cedo.<\/p>\n<p>\u201cNa escola, a gente tem de ensinar desde cedo a participar das lutas da escola, das lutas da comunidade, assim por diante. N\u00e3o \u00e9 preciso que ela pense necessariamente em ser deputada, em ser vereadora. Ela deve ser plena no lugar em que ela estiver\u201d, disse a parlamentar.<\/p>\n<p>Quem se interessar em saber mais sobre a luta por esse direito pode comprar o livro O Voto Feminino no Brasil, de Teresa Cristina de Novaes Marques, pelo site livraria.camara.leg.br. Ele custa  R$12, mas a vers\u00e3o online pode ser baixada gratuitamente, no mesmo endere\u00e7o eletr\u00f4nico.<br \/>\nReportagem &#8211; Paula Bittar<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o \u2013 Roberto Seabra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O voto feminino, permitido no Brasil a partir da d\u00e9cada de 1930, foi uma conquista das mulheres ou uma concess\u00e3o do governo Get\u00falio Vargas? A forma como a hist\u00f3ria \u00e9 contada influencia a maneira como a sociedade enxerga a luta pelos direitos das mulheres e os pr\u00f3prios avan\u00e7os a serem alcan\u00e7ados. 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