{"id":30994,"date":"2018-03-23T21:45:54","date_gmt":"2018-03-23T21:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=30994"},"modified":"2018-03-23T21:45:54","modified_gmt":"2018-03-23T21:45:54","slug":"cerca-de-80-dos-residuos-encontrados-nos-oceanos-tem-origem-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cerca-de-80-dos-residuos-encontrados-nos-oceanos-tem-origem-nas-cidades\/","title":{"rendered":"Cerca de 80% dos res\u00edduos encontrados nos oceanos t\u00eam origem nas cidades"},"content":{"rendered":"<p>Os oceanos recebem anualmente mais de 25 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos, sendo que cerca de 80% t\u00eam origem nas cidades e correspondem ao lixo que n\u00e3o \u00e9 coletado e tem destina\u00e7\u00e3o inapropriada. No Brasil, 2 milh\u00f5es de toneladas desses res\u00edduos por ano chegam aos oceanos, volume equivalente a encher 7 mil campos de futebol ou 30 est\u00e1dios do Maracan\u00e3 da base at\u00e9 o topo. O restante dos res\u00edduos que chegam aos oceanos s\u00e3o das ind\u00fastrias mar\u00edtima e pesqueira.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o de estudos da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (ISWA, sigla em ingl\u00eas), em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), que associam a polui\u00e7\u00e3o marinha \u00e0 falta de boas pr\u00e1ticas na gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos nas cidades.<\/p>\n<p>\u201c[Esses 80% dos res\u00edduos de origem das cidades] resultam da inefici\u00eancia dos servi\u00e7os de gest\u00e3o de res\u00edduos nas cidades ou s\u00e3o fruto direto da irresponsabilidade da popula\u00e7\u00e3o, que descarta qualquer coisa de maneira indiscriminada no meio ambiente\u201d, avaliam as duas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No estudo, h\u00e1 estimativa de que entre 500 milh\u00f5es e 900 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos n\u00e3o sejam coletadas no mundo. Segundo as respons\u00e1veis pela pesquisa, os fragmentos desses res\u00edduos eventualmente se transformar\u00e3o em micro e nanopart\u00edculas, que est\u00e3o al\u00e9m das nossas habilidades para controlar, mas causam um imenso impacto negativo nos oceanos.<\/p>\n<p>\u201cO lixo existente no ambiente marinho j\u00e1 \u00e9 um desafio global semelhante \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E o problema, que vai muito al\u00e9m daquilo que \u00e9 vis\u00edvel, est\u00e1 presente em quase todas as \u00e1reas costeiras do mundo, trazendo desequil\u00edbrio tanto para a fauna e flora marinhas e comprometendo esse recurso vital para a humanidade\u201d, observou Antonis Mavropoulos, presidente da ISWA.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio ressalta ainda que, para cada tonelada de res\u00edduo de pl\u00e1stico descartado, at\u00e9 7 quilos (kg) v\u00e3o parar nos oceanos. \u201cO documento analisa como a falta de infraestrutura e pr\u00e1ticas inadequadas de gerenciamento de res\u00edduos, particularmente em pa\u00edses em desenvolvimento, s\u00e3o uma falha sist\u00eamica fundamental na luta contra o lixo marinho\u201d, disse Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os oceanos recebem anualmente mais de 25 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos, sendo que cerca de 80% t\u00eam origem nas cidades e correspondem ao lixo que n\u00e3o \u00e9 coletado e tem destina\u00e7\u00e3o inapropriada. 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