{"id":30980,"date":"2018-03-23T21:41:20","date_gmt":"2018-03-23T21:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=30980"},"modified":"2018-03-23T21:41:20","modified_gmt":"2018-03-23T21:41:20","slug":"eua-e-europa-investem-em-regras-e-prevencao-para-evitar-acidentes-com-barragens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/eua-e-europa-investem-em-regras-e-prevencao-para-evitar-acidentes-com-barragens\/","title":{"rendered":"EUA e Europa investem em regras e preven\u00e7\u00e3o para evitar acidentes com barragens"},"content":{"rendered":"<p>Representantes de diversos pa\u00edses debateram nesta quarta-feira (21), no 8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, como trag\u00e9dias ambientais ocorridas no passado ajudaram os governos a se preparar para evitar acidentes como o rompimento de barragens e represas. O assunto foi discutido na Sess\u00e3o Especial sobre Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Seguran\u00e7a de Bacias Hidrogr\u00e1ficas: Riscos, A\u00e7\u00f5es Preventivas e Monitoramento, durante a tarde de hoje.<\/p>\n<p>Desde fen\u00f4menos ocorridos em 1970 nos Estados Unidos at\u00e9 o rompimento da barragem do Fund\u00e3o, em Mariana (MG), em 2015, as experi\u00eancias internacionais costumam mostrar que os trabalhos de preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e corre\u00e7\u00e3o de estruturas danificadas s\u00e3o a melhor estrat\u00e9gia para lidar com a seguran\u00e7a de barragens.<\/p>\n<p>De acordo com David Palumbo, integrante do Escrit\u00f3rio de Reclama\u00e7\u00f5es (United States Bureau of Reclamation) &#8211; ag\u00eancia federal vinculada ao Departamento de Interior que supervisiona o gerenciamento de recursos h\u00eddricos nos EUA &#8211; o primeiro grande desastre que acendeu o alerta para as autoridades americanas foi o rompimento da represa do rio Teton, no estado de Idaho, em 1976, t\u00e3o logo a mesma foi enchida completamente, causando a morte de 11 pessoas. De l\u00e1 pra c\u00e1, explicou, s\u00e3o feitas inspe\u00e7\u00f5es anuais nas barragens, com o objetivo de se identificar os poss\u00edveis problemas e tomar as medidas corretivas.<\/p>\n<p>Decis\u00e3o de risco<\/p>\n<p>Antes de exibir um gr\u00e1fico mostrando que o risco de fracasso \u00e9 monitorado com base na probabilidade de perdas de vidas, que vai de uma a dez mil, David Palumbo explicou que um dos momentos-chave das pol\u00edticas nacionais hoje \u00e9 o da tomada de decis\u00f5es. Ap\u00f3s as inspe\u00e7\u00f5es, h\u00e1 uma decis\u00e3o a ser tomada com base no risco. Se determinarmos que os riscos s\u00e3o altos demais, come\u00e7am os estudos para a\u00e7\u00f5es corretivas e depois modifica\u00e7\u00e3o, afirmou.<\/p>\n<p>As iniciativas dos Estados Unidos foram confirmadas pelo coronel James DeLapp, do Corpo de Engenheiros do Ex\u00e9rcito dos EUA. Eu diria que as prioridades s\u00e3o continuar implementando as estrat\u00e9gias que mostramos. Estamos usando todos os recursos, mas muito da nossa estrutura est\u00e1 ficando velha e temos que melhorar. Temos que ser cuidadosos em como gastar esses recursos nas \u00e1reas mais importantes, disse ele.<\/p>\n<p>Resposta r\u00e1pida<\/p>\n<p>Na Europa, a resposta r\u00e1pida para qualquer tipo de incidente foi o segredo dos pa\u00edses da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica para superar trag\u00e9dias do passado. Segundo o portugu\u00eas Pedro Serra, consultor da TPF-Planege Cenor, uma das principais empresas de engenharia de Portugal, cada uma das represas do pa\u00eds t\u00eam suas regras, que buscam, na impossibilidade de impedir grandes problemas, ao menos reduzir os danos.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam um plano interno: se algo acontecer de errado, algu\u00e9m na empresa tem que saber o que precisa ser feito. E planos externos tamb\u00e9m: se tiver algum risco de colapso, ent\u00e3o as autoridades nacionais s\u00e3o chamadas para tomar medidas para evitar perda de vidas, informou. Para ilustrar a complexidade da gest\u00e3o de barragens, Pedro Serra contou que no sul do pa\u00eds foi necess\u00e1rio construir uma estrutura com mais de 600 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua para implantar o plano de irriga\u00e7\u00e3o do Alentejo, regi\u00e3o seca do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Trag\u00e9dia de Mariana<\/p>\n<p>A presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), Suely Ara\u00fajo, tamb\u00e9m participou do painel. Ao responder a perguntas da plateia sobre o rompimento da barragem do Fund\u00e3o, em Mariana, h\u00e1 pouco mais de dois anos, ela disse que, ao se deparar com uma trag\u00e9dia dessa dimens\u00e3o  ficou clara a necessidade de se estabelecer uma pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o efetiva. At\u00e9 hoje, atingidos pela trag\u00e9dia ainda n\u00e3o foram indenizados.<\/p>\n<p>Como prioridades para a regi\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses, Suely destacou o manejo de rejeitos da \u00e1rea diretamente afetada e a retomada da opera\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica Risoleta Neves, conhecida como Candonga. \u201cTalvez as quest\u00f5es sociais sejam mais complexas do que as econ\u00f4micas. A gest\u00e3o dos problemas sociais, como pagamento das indeniza\u00e7\u00f5es e conseguir que as comunidades voltem a ter atividades econ\u00f4micas, ainda precisa ser feita\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Augusto Queiroz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes de diversos pa\u00edses debateram nesta quarta-feira (21), no 8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, como trag\u00e9dias ambientais ocorridas no passado ajudaram os governos a se preparar para evitar acidentes como o rompimento de barragens e represas. 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