{"id":2981,"date":"2017-12-23T18:25:17","date_gmt":"2017-12-23T18:25:17","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=2981"},"modified":"2017-12-23T18:25:17","modified_gmt":"2017-12-23T18:25:17","slug":"artista-usa-hq-para-mostrar-dificuldades-de-ser-crianca-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/artista-usa-hq-para-mostrar-dificuldades-de-ser-crianca-no-brasil\/","title":{"rendered":"Artista usa HQ para mostrar dificuldades de ser crian\u00e7a no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Um beb\u00ea nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do s\u00e9culo 16. Ao saber que a crian\u00e7a nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu \u00e0 luz um menino, porque ele n\u00e3o quer mais filhas. Esse \u00e9 o primeiro cap\u00edtulo da hist\u00f3ria em quadrinho (HQ) A Inf\u00e2ncia do Brasil, de Jos\u00e9 Aguiar.<\/p>\n<p>A HQ \u00e9 dividida em seis cap\u00edtulos, cada um dedicado a um s\u00e9culo desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil por Portugal. E, em cada cap\u00edtulo, o autor mostra as dificuldades enfrentadas pelas crian\u00e7as, principalmente as mais pobres e de minorias \u00e9tnicas, no pa\u00eds, como a desigualdade de g\u00eanero, o preconceito racial, o trabalho infantil, a mortalidade infantil e a pobreza.<\/p>\n<p>Tudo isso usando, como pano de fundo, epis\u00f3dios hist\u00f3ricos como as bandeiras paulistas, a promulga\u00e7\u00e3o da Lei do Ventre Livre e a consolida\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas. Durante a execu\u00e7\u00e3o do projeto, o artista contou com a consultoria e pesquisa da historiadora Claudia Regina Baukat Silveira Moreira.<\/p>\n<p>\u201cFoi um processo bastante delicado, de auto-descoberta e de tomar consci\u00eancia das coisas que acontecem ao nosso redor. Eu percebi que, infelizmente, continuamos repetindo os mesmos erros e insistindo em quest\u00f5es que j\u00e1 poderiam ter sido superadas. Em cada cap\u00edtulo, eu comparo o passado com o s\u00e9culo 21, para mostrar que ainda temos discrimina\u00e7\u00e3o, abandono, indiferen\u00e7a, explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, quest\u00f5es raciais, discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero\u201d, conta Aguiar, que teve a ideia de criar o projeto depois do nascimento do filho, em 2010.<\/p>\n<p>A Inf\u00e2ncia do Brasil foi publicado em formato de revista, pela editora Avec, e conquistou neste ano o Trof\u00e9u HQMix, a principal premia\u00e7\u00e3o brasileira do segmento. O trabalho tamb\u00e9m pode ser lido gratuitamente na internet. No site, os leitores podem n\u00e3o s\u00f3 ler a hist\u00f3ria em portugu\u00eas, ingl\u00eas, franc\u00eas e espanhol, como tamb\u00e9m podem escolher uma vers\u00e3o comentada da hist\u00f3ria, em que s\u00e3o contadas curiosidades da hist\u00f3ria do Brasil, como as informa\u00e7\u00f5es sobre o parto no s\u00e9culo 16.<\/p>\n<p>HQs e a realidade brasileira<\/p>\n<p>Al\u00e9m de A Inf\u00e2ncia do Brasil, outras hist\u00f3rias em quadrinhos lan\u00e7adas recentemente tamb\u00e9m abordam a realidade brasileira. Uma delas \u00e9 Medeia, HQ de Mariana Waechter, que usa um mito grego para tratar de quest\u00f5es como o terrorismo, a viol\u00eancia policial e as injusti\u00e7as sociais.<\/p>\n<p>Em O Aguardado, Augusto Botelho usa a lenda de Dom Sebasti\u00e3o I, rei portugu\u00eas que teria morrido durante uma batalha no norte da \u00c1frica, no s\u00e9culo 16. O fim incerto do rei alimentou uma lenda popular de que o rei retornaria, um dia, para salvar Portugal.<\/p>\n<p>Na HQ, o autor imagina um retorno de Dom Sebasti\u00e3o ao Brasil contempor\u00e2neo e aproveita para abordar quest\u00f5es como a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira e a onda de manifesta\u00e7\u00f5es de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um beb\u00ea nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do s\u00e9culo 16. Ao saber que a crian\u00e7a nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu \u00e0 luz um menino, porque ele n\u00e3o quer mais filhas. 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