{"id":29808,"date":"2018-03-20T03:11:05","date_gmt":"2018-03-20T03:11:05","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=29808"},"modified":"2018-03-20T03:11:05","modified_gmt":"2018-03-20T03:11:05","slug":"exposicao-em-sao-paulo-reune-270-pecas-do-escultor-sergipano-veio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/exposicao-em-sao-paulo-reune-270-pecas-do-escultor-sergipano-veio-2\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo re\u00fane 270 pe\u00e7as do escultor sergipano V\u00e9io"},"content":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o A Imagina\u00e7\u00e3o da Madeira abre nesta quarta-feira (14), no Ita\u00fa Cultural, regi\u00e3o central da capital paulista, com 270 pe\u00e7as do artista sergipano V\u00e9io \u2013 C\u00edcero Alves dos Santos. Esculpidos sempre em madeira de \u00e1rvores mortas, os trabalhos t\u00eam a marca da exist\u00eancia sertaneja, apesar de grande parte da produ\u00e7\u00e3o ser abstrata ou trazer seres e objetos fant\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Segundo o curador, Carlos Augusto Calil, o escultor, que atualmente tem 70 anos, enfrentou um longo percurso para se estabelecer. \u201cCriado em uma comunidade muito conservadora e muito pobre, onde ele teve que se fazer, que se impor. Sempre esteve contra a mar\u00e9, marginalizado\u201d, afirma, sobre como ele teve de vencer a press\u00e3o para fazer um trabalho mais tradicional, do ponto de vista de onde vivia. \u201cEssa expectativa de ser um artes\u00e3o, de reproduzir nas esculturas dele cenas da vida sertaneja. Ser um cronista, como muitos artes\u00e3os s\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Passando por uma fase inicial mais ligada a essa tradi\u00e7\u00e3o, V\u00e9io foi criando uma forma de express\u00e3o pr\u00f3pria. \u201cEle ultrapassa isso e come\u00e7a a criar objetos e, sobretudo, seres que n\u00e3o existem na natureza. Ele deixa de ser um documentarista, digamos assim, e passa a ser um criador no sentido puro. Um homem que inventa figuras, situa\u00e7\u00f5es. Uma capacidade criativa inesgot\u00e1vel\u201d, detalha o curador.<\/p>\n<p>O processo do escultor est\u00e1 muito ligado, de acordo com Calil, ao material usado, como a pr\u00f3pria madeira indicando os caminhos da obra final. \u201cEle tem essa clareza, que d\u00e1 vida ao que est\u00e1 morto \u2013 ele v\u00ea nessa madeira morta, figuras. Ele pega um tronco e pinta, desbasta um pouco, mas mant\u00e9m a estrutura do tronco. Mas n\u00e3o \u00e9 mais um tronco, \u00e9 uma figura que n\u00e3o est\u00e1 no nosso mundo. Est\u00e1 em outra esfera\u201d, diz.<\/p>\n<p>A obra de V\u00e9io tamb\u00e9m se destaca, na opini\u00e3o do curador, pela diversidade criativa. \u201cEle n\u00e3o se repete. Quando voc\u00ea acha que ele encontrou uma forma, ele muda\u201d, ressalta. A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 dividida em tr\u00eas n\u00facleos que demonstram essa diversidade. Na primeira parte est\u00e3o as obras em grandes dimens\u00f5es. No segundo n\u00facleo, os personagens milim\u00e9tricos, semelhantes ao que o escultor produzia com cera de abelha quando era crian\u00e7a. Enquanto a \u00faltima parte traz uma s\u00e9rie de dem\u00f4nios de v\u00e1rias formas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o gratuita pode ser vista no Ita\u00fa Cultural, na Avenida Paulista, at\u00e9 o dia 13 de maio. Mais informa\u00e7\u00f5es na p\u00e1gina http:\/\/www.itaucultural.org.br\/<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o A Imagina\u00e7\u00e3o da Madeira abre nesta quarta-feira (14), no Ita\u00fa Cultural, regi\u00e3o central da capital paulista, com 270 pe\u00e7as do artista sergipano V\u00e9io \u2013 C\u00edcero Alves dos Santos. 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